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    Acidente no Hopi Hari: montanha-russa já foi alvo de outras denúncias antes de caso que deixou jovem em estado grave

    há 10 horas

    Fantástico investiga os acidentes em uma das montanhas-russas mais famosas do Brasil O caso de Júlia Bossoni, que sofreu um traumatismo craniano após andar na montanha-russa Montezum, no Hopi Hari, reacendeu a discussão sobre ocorrências registradas na atração ao longo dos últimos anos. Além da investigação aberta pelo Ministério Público de São Paulo, o Fantástico mostrou relatos de outras pessoas que afirmam ter sofrido lesões após andar no brinquedo, que tem movimentos bruscos. Veja no vídeo acima. Inaugurada em 1999, a Montezum é considerada a maior montanha-russa de madeira da América Latina. Com cerca de 42 metros de altura e velocidade que pode ultrapassar os 100 km/h, a atração é uma das mais procuradas do parque. Jovem perde movimentos após andar em montanha-russa do Hopi Hari; MP investiga Fantástico Professora precisou colocar pinos na coluna Um dos casos citados pela reportagem ocorreu em 2018. Após andar na Montezum, a professora Nathalia Assenjo Motta sofreu um grave deslocamento de vértebras na região cervical. A lesão foi tão severa que ela precisou passar por cirurgia para a colocação de 12 pinos e duas hastes no pescoço. Segundo relato da própria professora, a lesão ocorreu durante um movimento da montanha-russa. "Conforme a montanha-russa desceu e subiu para fazer a curva, o meu pescoço fez o mecanismo de chicote, deu aquele estalo. Meu corpo desligou totalmente", relembrou. Embora tenha recuperado os movimentos do corpo poucos dias depois, Nathalia Assenjo Motta afirma que ficou com sequelas permanentes e perdeu a mobilidade do pescoço. O parque pagou indenização por danos materiais à vítima. Professora precisou colocar pinos na coluna após acidente em montanha-russa do Hopi Hari Reprodução/TV Globo Motoboy ficou tetraplégico após passeio Outro episódio citado ocorreu em 2014. Após andar na Montezum, o motoboy Márcio ficou tetraplégico. Segundo o advogado da família, laudos apontaram que um movimento conhecido como "efeito chicote" teria provocado o quadro neurológico. "Houve de fato o rompimento de duas vértebras, mas o problema neurológico que desenvolveu a tetraplegia, conforme consta do laudo, foi o movimento de chicote", afirmou o advogado João Erhardt. Márcio morreu em 2023 em decorrência de complicações relacionadas a uma infecção urinária. Motoboy ficou tetraplégico após passeio Reprodução/TV Globo Reclamações de visitantes Além dos casos mais graves, a reportagem encontrou ao menos 40 registros feitos nos últimos dois anos em uma plataforma de avaliação de consumidores por pessoas que afirmam ter sofrido lesões após andar na Montezum. Entre os relatos estão dores no pescoço, lesões nos joelhos e até costelas quebradas. O parque afirma que esse número representa um índice estatístico reduzido em relação ao volume de visitantes da atração e destaca que a montanha-russa possui certificação internacional e passa por inspeções periódicas. O Hopi Hari também informou que os casos de Nathalia Assenjo Motta e Márcio ocorreram antes de 2019, durante a gestão anterior do empreendimento. Reportagem encontrou ao menos 40 registros feitos nos últimos dois anos de reclamações de visitantes sobre montanha-russa Reprodução/TV Globo Caso de Júlia é investigado O histórico da atração voltou ao centro das atenções após o acidente envolvendo Júlia Bossoni, de Londrina (PR). Em abril deste ano, a jovem saiu desacordada da Montezum, foi internada em estado grave e passou por sete cirurgias. Segundo laudo médico citado pela família, o traumatismo cranioencefálico foi causado por um mecanismo de contragolpe durante o passeio. O Ministério Público investiga o caso e solicitou perícia na atração. Imagens mostram últimos momentos de jovem em montanha-russa do Hopi Hari antes e depois de acidente grave Jovem perde movimentos após andar em montanha-russa do Hopi Hari Reprodução Nota oficial – Hopi Hari "A Montezum Possui certificação internacional emitida pelo Grupo TUV Nord, uma das maiores organizações de inspeção e testes de atrações do mundo. As inspeções acontecem anualmente no caso de atrações radicais como a Montezum, e bianuais, em atrações de baixa complexidade. Outros importantes protocolos de segurança, treinamento de pessoal e de atenção ao visitante fazem parte da rotina diária do Hopi Hari em todas as suas atrações. O parque também segue rigorosamente a norma nacional para parques de diversões 'ABNT NBR 15926-2023 Equipamentos de Parques de Diversão'. Antes mesmo de acessar a Montezum, placas contendo dados sobre a atração estão colocadas em pontos de fácil visualização para que todos os visitantes tenham informações claras e detalhadas sobre o funcionamento da montanha russa, além de recomendações e restrições. Ainda quando estão na fila para acessar a atração, um sistema de áudio destaca as recomendações e restrições. E, no momento do embarque, os operadores da atração também reforçam as informações, por meio de um sistema de som. Os procedimentos seguem normas internacionais adotadas em atrações ao redor do mundo e integram rotinas obrigatórias de segurança e operação. De janeiro de 2026 até o momento, mais de 870 mil pessoas frequentaram o parque e, deste total, aproximadamente 470 mil pessoas passaram pela atração, que é a mais visitada do Hopi Hari. Também é importante destacar que, recentemente, o Ministério Público emitiu parecer sobre a atração enfatizando não haver risco coletivo, defeito no projeto da montanha russa ou qualquer negligência. No texto do parecer, o MP destaca "a regularidade do funcionamento da atração "Montezum" sob a ótica da tutela coletiva e difusa da segurança e saúde dos consumidores". O parecer acrescenta, ainda, que "o estabelecimento prestador do serviço adota protocolos rigorosos de prevenção, manutenção e segurança operacional". E enfatiza que 'a montanha-russa Montezum é submetida a rotinas periódicas de inspeção técnica diária , abrangendo a estrutura de madeira, trilhos, fixações, travas de segurança, cintos, sensores fotoelétricos, painéis elétricos e sistemas de frenagem, com supervisão por equipe de engenharia e certificações técnicas pertinentes. Ademais, constata-se a existência de sinalização visual e sonora no local, informando previamente a classificação da atração como radical, as forças e movimentos nela envolvidos, além das expressas contra indicações de uso a pessoas com problemas na coluna, gestantes e portadores de condições clínicas específicas', descreve o parecer. As placas indicativas com as informações nelas contidas, também estão anexadas neste email. O Hopi Hari esclarece ainda que a visitante do Paraná acessou a atração por duas vezes no mesmo dia de sua visita ao parque, conforme imagens anexadas. A primeira ida à Montezum ocorreu às 11h da manhã e a segunda, cerca de cinco horas depois, por volta de 16h30 do mesmo dia. O episódio envolvendo a jovem paranaense ocorreu em sua segunda passagem pela atração, quando apresentou um quadro de convulsão e recebeu pronto atendimento das equipes do parque, seguindo todos os protocolos de segurança. A providência inicial foi prestar os primeiros socorros no ambulatório do parque. A visitante foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo, onde permaneceu internada até apresentar condições de retorno à sua cidade. A direção do parque acompanhou de perto o tratamento prestado, sempre em contato com os familiares, custeando as despesas durante a permanência em Vinhedo. Vale ressaltar que o departamento jurídico do Hopi Hari também manteve contato com os familiares da visitante paranaense para o suporte necessário durante todo o processo de atendimento da paciente em seu tratamento. O corpo jurídico, assim como a direção do parque, seguem à disposição da família da visitante. Importante destacar também que o Hopi Hari dispõe de um seguro que foi franqueado à família. O Hopi Hari segue investindo em normas, procedimentos e treinamentos visando a segurança das atrações do parque que, nos últimos 5 anos, já recebeu mais de 5,5 milhões de visitantes. Sobre as ocorrências mencionadas de anos anteriores, esclarecemos que os dados pertencem a gestões passadas. A atual administração tem seu foco estrito na rigorosa cultura de segurança implementada nos últimos 5 anos, responsável por receber mais de 5,5 milhões de visitantes de forma segura. Normas que seguimos e que regem as inspeções que seguimos 100%. • Decisão Normativa 52, de 25 de agosto de 1994, do CONFEA. • Ato Normativo nº 02, de 14 de dezembro de 2001, CREA-SP. • ABNT NBR 15926:2023, Equipamentos de Parques de Diversão. • ABNT NBR 16071:2012, “Playgrounds”. • ABNT NBR 5410:vigente, Instalações Elétricas de Baixa Tensão. • ABNT NBR 9050, Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços equipamentos urbanos. • ABNT NBR ISO 21101:2014, Turismo de Aventura – Sistema de Gestão de Segurança – Requisitos. • NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. • NR 13 - Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações. MONTEZUM Equipe técnica que trabalha dedicada, na atração • 1 técnico em mecânica (média de 5h por dia) • 1 técnico em elétrica (média de 2h por dia) • 12 carpinteiros (média de 7h por dia) Argumentos sobre a decisão do MPT • Não foram analisadas somente documentação, tivemos inspeções e avaliações técnicas dos engenheiros do CAEx para elaboração dos pareceres. Manutenção • Preventiva diária (realizada diariamente antes da abertura do parque) • 5-6 horas de trabalho realizado por um técnico em mecânica • 1-2 horas de trabalho realizado por um técnico em elétrica • 3-4 horas de trabalho realizado pela equipe de carpintaria (3-4 pessoas) • Preventiva semanal (realizada toda semana nos dias de parque fechado) • 6-7 horas de trabalho realizado por um técnico em mecânica • 2-3 horas de trabalho realizado por um técnico em elétrica • 14-15 horas de trabalho realizado pela equipe de carpintaria (8-9 pessoas) • Preventiva mensal (realizado durante o mês em que foi gerada, conforme programação) • 4-6 horas de trabalho realizado por um técnico em mecânica • 2-3 horas de trabalho realizado por um técnico em elétrica • Anual (realizada nos trens após 1800-2000 horas de trabalho ou a cada dois anos) • 30-50 dias de trabalho realizado pela equipe mecânica (2 mecânicos+1 supervisor) Sobre o registro de 40 reclamações de visitantes Em resposta ao questionamento da reportagem, cabe destacar a devida proporcionalidade dos dados: o registro de cerca de 40 reclamações na plataforma Reclame Aqui ao longo dos últimos dois anos refere-se a um universo de aproximadamente 1,2 milhão de visitantes que passaram pela Montezum no mesmo período — o que demonstra um índice estatístico irrisório e abaixo da média mundial, diante do expressivo volume de operações da atração. Em recente manifestação a respeito do assunto, o Ministério Público deu parecer onde destaca que "o histórico operacional demonstra que eventuais queixas de desconforto muscular constituem episódios isolados, inerentes ao impacto físico esperado em equipamentos de tal natureza, sem qualquer padrão de defeito sistêmico no brinquedo ou falha na prestação do serviço", diz o parecer. Os casos relatados são encaminhados ao SAV (Serviço de Atendimento ao Visitante) que trata com atenção os relatos de queixas sobre lesões ou desconfortos físicos, passíveis em uma atração amplamente anunciada como radical, mantendo contato com o reclamante para inicialmente ouvir seu relato e seguir se necessário com o acompanhamento." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
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