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    Ao NE1, Raquel Lyra promete abrir 100 mil vagas em ensino técnico, concluir 250 creches e comenta opção por salário de procuradora

    7 hours ago

    Márcio Bonfim e Maristela Niz entrevistam a candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD) Andréa Rêgo Barros/TV Globo Em entrevista ao NE1 nesta terça-feira (15), a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que pretende, se for reeleita, abrir 100 mil vagas em ensino técnico, além de concluir as 250 creches que prometeu na campanha de 2022, quando foi eleita. Ele também se defendeu de polêmicas durante sua gestão, como a acusação de que teria "furado" o teto do funcionalismo público ao optar por receber o salário de procuradora do estado, cargo no qual é concursada, em vez do de governadora; e sobre suspeitas de que a empresa de ônibus do pai dela não teria passado por fiscalizações na gestão dela à frente do governo. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Prefeita por dois mandatos de Caruaru, no Agreste, e procuradora concursada do estado, Raquel Lyra foi a primeira mulher eleita para governar Pernambuco e tenta a reeleição. A Globo convidou os candidatos mais bem colocados na pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro. Na segunda-feira (14) foi a vez de João Campos (PSB). As entrevistas tiveram duração de meia hora. Veja, abaixo, os temas abordados por Raquel Lyra: Supersalário Empresa de ônibus do pai [Esta reportagem está em atualização] Supersalário O primeiro tema abordado foi um questionamento sobre seu salário, já que ela recebe optou por abrir mão da remuneração de governadora para continuar recebendo os vencimentos de seu cargo de procuradora do Estado. Ela tornou-se alvo de críticas por supostamente ter "furado" o teto constitucional para o serviço público. Raquel Lyra recebe mais de R$ 60 mil, contando salário e vantagens relacionadas à carreira de procuradora. O salário de governadora, por sua vez, é de R$ 22 mil, enquanto o teto constitucional do serviço público é de R$ 46 mil, que corresponde ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela lembrou a trajetória profissional e os três concursos públicos nos quais passou "sem furar fila". Disse que sempre fez tudo de acordo com a lei e que o tema tem sido levantado por adversários. "Todo mundo sabe que eu sou uma mulher trabalhadora, honesta e séria. Agora, os meus adversários querem colocar esse tema como se fosse o principal desta eleição. Eu tinha o direito de poder fazer uma opção entre a remuneração de governadora e a de procuradora do estado. O fiz e recebo pela Procuradoria do Estado de Pernambuco, sem acumulação ao salário correspondente ao governo do estado", afirmou. ⬆️ Voltar ao início da reportagem. Empresa de ônibus do pai Outro ponto polêmico abordado foi a denúncia de que a Logo Caruaruense, empresa de ônibus intermunicipal do pai da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-governador João Lyra (PSD), passou os últimos três anos atuando de forma irregular. A empresa foi encerrada e o presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI) foi exonerado após a polêmica. A candidata negou favorecimento à empresa da família. "É muito difícil entender como se favorece uma empresa que encerrou suas atividades. O que a gente fez o tempo inteiro foi trabalhar de acordo com a lei. Não houve favorecimento", disse. Quando questionada sobre por que a gestão enviou R$ 100 mil reais para a Logo Caruaruense entre 2023 e 2025, Raquel Lyra negou novamente vantagem para a empresa e disse que esse valor foi para ressarcimento da empresa por transporte de servidores públicos do estado de Pernambuco. ⬆️ Voltar ao início da reportagem. Trajetória de Raquel Lyra Raquel Lyra (PSD) Andréa Rêgo Barros/TV Globo Advogada de formação, Raquel Lyra nasceu no Recife e é filha do ex-governador João Lyra Neto, que assumiu o governo em 2014, após a renúncia de Eduardo Campos (PSB) para concorrer à Presidência. Foi advogada do Banco do Nordeste e, em 2002, passou num concurso de delegada da Polícia Federal, onde ficou até 2005. Renunciou após passar no concurso para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Durante a gestão de Eduardo Campos, foi chefe da Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo do governo. Foi eleita deputada estadual em 2010, pelo PSB, mas licenciou-se para assumir a Secretaria da Criança e da Juventude no segundo mandato do então governador. Em 2014, foi reeleita deputada estadual com a terceira maior votação do estado. Em 2016, foi eleita prefeita de Caruaru em segundo turno, com 93.803 votos, e se tornou a primeira prefeita eleita na cidade. Em 2020, foi reeleita em primeiro turno, com 114.466 votos. Deixou a prefeitura para disputar o governo nas eleições de 2022, em que venceu Marília Arraes (então no Solidarieade) no segundo turno, tornando-se a primeira mulher eleita para governar o estado. Seu marido, o empresário Fernando Lucena, morreu no dia da votação do primeiro turno. Série de entrevistas A Globo convidou os postulantes que atingiram no mínimo 5% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro. Agenda das entrevistas: Segunda (14): João Campos (PSB); Terça (15): Raquel Lyra (PSD). VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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