Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    ApexBrasil anuncia 'socorro' para empresas afetadas pelo tarifaço

    12 hours ago

    Time da ApexBrasil anunciado o 'plano socorro' para as exportadoras brasileiras. Isabela Ortiz/g1 A ApexBrasil anunciou nesta terça-feira (11) um plano de apoio às empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A agência vai destinar R$ 210 milhões para ajudar empresas de 35 setores a buscar novos mercados para reduzir a dependência dos EUA. Os recursos poderão custear despesas com consultorias especializadas, bolsas de exportação, participação em feiras internacionais e reuniões de negócios. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O programa terá duração de 12 meses e pretende atender 5,3 mil das 5,6 mil empresas atingidas pelas novas tarifas anunciadas pelos EUA. Como não se trata de um empréstimo, não haverá cobrança de juros ou taxas sobre os recursos. As inscrições começam nesta quarta-feira (12), pelo site da ApexBrasil. No cadastro, a empresa deverá informar dados sobre suas exportações e o objetivo do apoio. A análise será individual, e cada caso receberá um auxílio específico. Os principais objetivos são: Apoio a setores e às empresas exportadoras impactadas pelas tarifas; Diversificação de mercados para exportação; Manutenção da promoção comercial no mercado americano; Isenção de taxa de participação em ações diretas para empresas impactadas. Segundo Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, o objetivo não é recuperar os R$ 210 milhões, mas preparar as empresas brasileiras para exportar. Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Nigéria, Etiópia, Indonésia, Singapura, Índia e China estão entre os mercados apontados pela entidade como possíveis destinos para diversificar as exportações. Novo tarifaço Os Estados Unidos anunciaram duas novas tarifas aos produtos brasileiros. Uma delas é a tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros após uma investigação que apontou supostas práticas comerciais desleais. A outra é a sobretaxa de 12,5% aplicada a mais de 60 parceiros comerciais dos americanos, relacionada ao comércio de produtos que utilizam trabalho forçado. Quando as duas incidem sobre o mesmo produto, a sobretaxa chega a 37,5%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 23,1% das exportações brasileiras aos EUA estão sujeitas a essas novas sobretaxas. Outros 24,2% são alcançados por tarifas setoriais previstas na Seção 232. O anúncio ocorre em um momento de perda de participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras. No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou US$ 17,4 bilhões para o mercado americano, uma queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. Com isso, a fatia dos EUA nas vendas externas brasileiras caiu de 12,1% para 9,4%. Em 2025, as exportações brasileiras para os americanos já haviam recuado para US$ 37,7 bilhões, depois do recorde de US$ 40,4 bilhões registrado em 2024. Apesar da pressão, pouco mais da metade das exportações brasileiras aos Estados Unidos — 52,7%, considerando os dados de 2024 usados pelo MDIC — não está sujeita às novas sobretaxas das Seções 301 nem às tarifas setoriais da Seção 232. Entre os produtos nessa categoria estão café, carnes, aeronaves, suco de laranja, frutas, vários produtos químicos e a maior parte das exportações de celulose. Isso ajuda a explicar por que a estratégia da ApexBrasil não é substituir o mercado americano, mas reduzir a dependência dele. Todavia, 72% das 2,4 mil empresas atendidas pela ApexBrasil que exportam para os Estados Unidos já vendem para pelo menos um mercado adicional. O plano apresentado nesta terça deve detalhar como a agência pretende acelerar esse movimento e quais países e mercados serão priorizados para cada setor. A lógica da diversificação também responde a uma mudança que já vinha ocorrendo na pauta comercial brasileira. No primeiro semestre, enquanto as vendas aos Estados Unidos perderam espaço, a China manteve posição muito mais relevante como destino das exportações brasileiras.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Evento oferece 5,4 mil vagas de emprego para diversos cargos e áreas, em Goiânia; veja como se candidatar
    Artigo Seguinte
    Sem base científica, Trump cita autismo e ‘risco de morte’ ao reduzir vacinação infantil; veja o que dizem especialistas

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário