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    Argentina iniciará arbitragem contra Reino Unido por petróleo nas Malvinas, diz Milei

    1 day ago

    Vista aérea de Port Stanley, nas Ilhas Malvinas/Falklands Wikimedia Commons A Argentina iniciará uma arbitragem internacional contra o Reino Unido por um projeto petrolífero nas proximidades das ilhas Malvinas, cuja soberania é reivindicada por Buenos Aires, anunciou o presidente Javier Milei. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Determinei à Chancelaria e às nossas equipes jurídicas que iniciem a arbitragem internacional contra o Reino Unido pelo saque ilegal de nossos recursos por meio do projeto Sea Lion, na Bacia das Malvinas Norte", escreveu Milei no X na segunda-feira (28). 🔍 A arbitragem é um tipo de disputa judicial que envolve a busca por um acordo, mediado por um juiz, entre duas partes para prevenir um processo mais alongado na Justiça. Segundo um comunicado do gabinete de Milei, o país sul-americano se baseará na Convenção da ONU sobre o Direito do Mar na requisição. "Se em duas semanas o Reino Unido não interromper a exploração ilegítima, vamos recorrer ao Tribunal Internacional do Direito do Mar", acrescentou o presidente argentino. Agora no g1 O projeto Sea Lion, da britânica Rockhopper e da israelense Navitas, prevê iniciar a extração de petróleo em 2028 em águas próximas às ilhas, que são administradas pelo Reino Unido. A medida ocorre no âmbito da disputa entre Argentina e Reino Unido pela soberania do arquipélago no Atlântico Sul. As Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos, são uma questão central da identidade argentina. Em 1982, durante a ditadura militar, a Argentina perdeu uma guerra contra o Reino Unido após tentar recuperar as ilhas. Nas últimas semanas, Milei retomou a reivindicação de soberania sobre as Malvinas, que Buenos Aires mantém pela via diplomática desde o fim da guerra. Ele disse que tomou a iniciativa estimulado por declarações de seu aliado, o presidente dos EUA, Donald Trump, que não descarta rever a neutralidade de Washington na disputa. Em setembro, Milei enviou ao Congresso argentino um projeto de lei que endurece as sanções pela exploração de recursos naturais nas ilhas e determinou a retomada da construção de uma base militar na Terra do Fogo, no sul do país. Na semana passada, o presidente argentino voltou a falar sobre as Malvinas em discurso na Assembleia Geral da ONU, em que chamou o órgão multilateral de "inútil" por uma suposta omissão na resolução da disputa. Uma juíza argentina havia determinado no domingo a suspensão do projeto petrolífero, atendendo a um pedido de ex-combatentes e advogados ambientalistas. Londres defendeu o direito dos moradores das ilhas de explorar seus recursos naturais e manifestou apoio às empresas envolvidas. O Reino Unido não reconhece a jurisdição argentina sobre as ilhas, que estão sob controle britânico desde 1833. Há décadas, a ONU reconhece a existência de uma disputa de soberania entre os dois países e insta as partes a não tomarem decisões unilaterais, uma determinação que, segundo Buenos Aires, não está sendo cumprida pelos britânicos.
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