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    Ataques de Israel no sul do Líbano matam ao menos 11, diz ministério

    6 hours ago

    Ao menos 11 pessoas morreram em ataques de Israel no sul do Líbano neste sábado (15), segundo o Ministério da Saúde libanês. É uma das ações mais letais desde que o país aceitou um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que atingiram durante a madrugada estruturas do Hezbollah dentro do que descrevem como uma zona de segurança no sul libanês, em resposta a ações contra seus soldados na área. O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, disse em comunicado que os ataques serão "recebidos com o que merecem". A Agência Nacional de Notícias (NNA), estatal libanesa, informou que sete pessoas morreram quando aviões israelenses atingiram uma casa no vilarejo de Ansar. Outras quatro foram mortas em um ataque no vilarejo de Deir El Zahrani. Entre os sete mortos em Ansar estão três crianças e duas mulheres. Ao todo, 19 pessoas ficaram feridas. A NNA também registrou ataques em outros pontos do sul do país, incluindo a colina de Ali al-Taher, ao norte do rio Litani. Um dos ataques, contra um vale vizinho a Ansar, foi o mais profundo em território libanês em dois meses. Desde 2 de março, ao menos 4,3 mil pessoas morreram no Líbano na atual rodada de hostilidades. O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou no X que o Hezbollah violou o cessar-fogo e atacou soldados israelenses, deixando três feridos. "As FDI responderam atacando o quartel-general terrorista do Hezbollah que ordenou o ataque", diz o comunicado do gabinete. "Só depois as FDI souberam que o Hezbollah havia colocado civis deliberadamente naquele complexo militar." As Forças de Defesa de Israel informaram ter matado Ali Samir Al-Haj Hassan, comandante da Força Radwan, unidade de elite do Hezbollah, junto com outras pessoas, ao atingir o que chamaram de quartel-general da unidade em Ansar. Segundo o comunicado, a família de Hassan estava com ele no local e foi atingida, mas não era o alvo. Pessoas caminham ao lado de prédios destruídos por um ataque aéreo israelense durante o período de transição após o acordo EUA-Irã, no sul do Líbano, 26 de junho de 2026 REUTERS/Zohra Bensemra Governo libanês reage "Os mártires do ataque israelense ao vilarejo de Ansar não são 'infraestrutura militar', e as mulheres e crianças mortas nele não são alvos militares", afirma o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, em publicação no X. O presidente libanês, Joseph Aoun, disse no X que os ataques são uma "mensagem clara" dirigida às negociações e aos esforços dos Estados Unidos para implementar o acordo. Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, pediu unidade nacional e cobrou dos patrocinadores das negociações de paz e dos acordos de cessar-fogo que assumam a responsabilidade de interromper a guerra. Doron Spielman, porta-voz internacional do gabinete do primeiro-ministro israelense, disse à Reuters que os ataques deste sábado vão "apertar" as negociações. "Acho que isso deve tornar as negociações mais sérias e mais reais, porque destaca a razão pela qual entramos nessas negociações", completa. O que prevê o acordo mediado pelos EUA Pelo texto do acordo, as tropas israelenses permanecem no sul do Líbano ocupado até que o Hezbollah seja desarmado e o Exército libanês assuma o controle da região. O grupo rejeita esses termos e os classifica como rendição. Israel tomou uma faixa do sul do Líbano durante a guerra contra o Hezbollah neste ano, iniciada depois que o grupo disparou contra território israelense dois dias após o começo da guerra com o Irã. O governo israelense afirma que manterá as forças no local para proteger o norte do país. Em visita ao sul do Líbano na quinta-feira (13), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país não vai se retirar das áreas sob seu controle enquanto o Hezbollah não for desarmado. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou que uma presença militar israelense permanente na região não está de acordo com os compromissos previstos no acordo.
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