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    Baratas ciborgues são treinadas para socorrer vítimas de desastres; veja

    7 hours ago

    Pesquisadores querem usar baratas para resgates em desastres Um enxame de baratas gigantes entregando remédio a uma vítima presa nos escombros de um prédio pode soar como cena de filme de terror. Mas é exatamente isso que está fazendo um grupo de cientistas australianos, que desenvolveu baratas ciborgues equipadas para atuar em resgates. Batizados de "paraborgs", os insetos foram criados por pesquisadores da Universidade de Queensland e da Universidade de Nova Gales do Sul. Elas carregam mochilas com dispositivos de injeção em miniatura e câmeras, e a ideia é que possam prestar assistência médica básica a vítimas de terremotos e desabamentos antes da chegada das equipes de resgate. Barata ciborgue equipada para resgate UNIVERSITY OF QUEENSLAND Como funciona o corpo ciborgue A base do projeto é a barata-gigante-escavadora do norte de Queensland, considerada a espécie de barata mais pesada do mundo. É nela que os pesquisadores instalam as mochilas com os cilindros de seringa e as câmeras que vão monitorar o ambiente. Para transformar o inseto em um "ciborgue" controlável, a equipe implanta um eletrodo em seu sistema nervoso. "Uma vez implantado o eletrodo no inseto, podemos aplicar um pequeno sinal elétrico para ativar ou estimular o sistema nervoso, de modo que ele possa responder ao nosso comando, explicaThang Vo-Doan, engenheiro de biorrobótica da Universidade de Queensland. Na prática, esse sinal elétrico permite que os pesquisadores guiem os movimentos da barata à distância, direcionando-a para pontos específicos de um ambiente destruído. Por que baratas e não robôs A escolha por insetos reais, e não por robôs, tem uma explicação direta: nenhuma máquina desenvolvida até agora conseguiu reproduzir a combinação de agilidade, resistência e baixo consumo de energia das baratas. Vo-Doan destaca que a estrutura natural do inseto é o que o torna útil em cenários de desastre. "Eles conseguem andar e correr em terrenos complexos, escalar paredes ou ficar de cabeça para baixo. Isso é extremamente útil em cenários de busca e resgate em ambientes não estruturados. Por isso, acredito que, devido à sua estrutura e capacidade naturais, eles seriam adequados para certos cenários de resgate, e também por causa de sua flexibilidade, agilidade e alta adaptabilidade", explicas Von-Doan. Essa mobilidade é justamente o que falta às máquinas em espaços estreitos, cheios de escombros e com obstáculos irregulares, situação típica após o colapso de uma estrutura. O estudo que descreve o projeto aponta que ainda são necessários mais testes antes que os paraborgs possam ser usados em operações reais. Entre os pontos que a equipe lista como desafios estão a locomoção em terrenos complexos, a perda de sinal de comunicação dentro de estruturas colapsadas e a segurança do próprio mecanismo de injeção, que precisa funcionar de forma confiável sem ferir a vítima. Esses obstáculos técnicos ainda separam a tecnologia do momento em que ela poderia, de fato, ser incorporada a operações de busca e resgate.
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