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    Bom desempenho em matemática pode render bolsas de até R$ 700 mensais para estudantes; conheça oportunidades

    13 hours ago

    Alunos do Amapá são premiados em Olimpíada de Matemática 2024 Isadora Pereira/g1 Ir bem em uma olimpíada de matemática pode representar mais do que uma medalha. Para estudantes que se destacam em competições da área, há programas que oferecem formação complementar, bolsas de iniciação científica, ajuda de custo e outros tipos de apoio. As oportunidades acompanham diferentes etapas da formação. Na educação básica, por exemplo, medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) podem participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que oferece uma bolsa de R$ 300 mensais aos estudantes de escolas públicas elegíveis. Já na graduação, medalhistas da OBMEP podem concorrer ao Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME), que oferece bolsa de R$ 700 por mês. Há ainda programas voltados ao treinamento para competições internacionais, como o Programa Especial de Treinamento Internacional (PETI OBM), que oferece ajuda de custo mensal de R$ 300 e pode disponibilizar computadores para estudantes de baixa renda. Os critérios, porém, não são iguais. Em alguns casos, é necessário conquistar uma medalha nacional; em outros, o estudante passa por uma seleção própria, que pode considerar desempenho anterior em olimpíadas, situação socioeconômica e disponibilidade para acompanhar as atividades. Agora no g1 Veja as principais oportunidades PIC/OBMEP Voltado a estudantes medalhistas da OBMEP. Para alunos de escolas públicas elegíveis, a bolsa é de R$ 300 por mês. Oferece formação avançada em matemática. Estudantes de escolas públicas e privadas podem participar do programa, mas a bolsa é destinada aos alunos das redes municipal, estadual e federal. Em caso de vagas remanescentes, estudantes que receberam menção honrosa podem ser chamados. PETI OBM Programa de treinamento para competições internacionais. Em 2026, oferece vagas para até 200 estudantes. Participantes selecionados recebem R$ 300 por mês durante os meses de aula. Pode haver empréstimo de computador, conforme a necessidade e a disponibilidade. Há critérios de renda, desempenho anterior em olimpíadas e disponibilidade para acompanhar as atividades. PICME Voltado a medalhistas da OBMEP que estejam na graduação. Em 2026, a modalidade de iniciação científica oferece R$ 700 por mês, pagos pelo CNPq. O programa oferece formação avançada em matemática. A entrada não é automática: cerca de 300 novos participantes são selecionados por ano. Obmep em Itaí Divulgação/SAP Medalha na OBMEP pode dar acesso a bolsa O PIC é uma das principais oportunidades para estudantes que se destacam na OBMEP. O programa oferece aulas de matemática em nível mais avançado e permite que os alunos tenham contato com conteúdos que vão além da formação regular. A bolsa para os estudantes de escolas públicas é de R$ 300 mensais. O benefício é pago pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Alunos de escolas públicas e privadas podem participar do PIC, mas as bolsas são destinadas aos estudantes matriculados nas redes municipal, estadual e federal. A premiação na OBMEP é, portanto, uma das principais portas de entrada para o programa. Em caso de vagas não preenchidas, estudantes que receberam menção honrosa também podem ser chamados. As atividades são realizadas em polos de universidades públicas. Para quem mora a mais de 30 quilômetros de um polo físico, o programa prevê atividades remotas, com discussões supervisionadas no fórum virtual "Hotel de Hilbert". Precisa ser medalhista para participar? Não necessariamente. Os medalhistas da OBMEP são o público principal do PIC. No entanto, segundo as regras apresentadas pela própria organização, estudantes que receberam menção honrosa podem ser chamados caso sobrem vagas. Isso significa que um bom resultado na olimpíada pode continuar sendo relevante mesmo quando o estudante não conquista uma medalha nacional. E se o estudante quiser seguir na matemática depois da escola? Medalhistas da OBMEP que chegam à universidade podem concorrer ao Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME). O programa é voltado a estudantes de graduação e oferece formação matemática aprofundada. Em 2026, os participantes da modalidade de iniciação científica recebem R$ 700 por mês, pagos pelo CNPq. A adesão não é automática: o programa seleciona cerca de 300 novos participantes por ano. Medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) também podem concorrer às vagas. O PICME também possui uma modalidade voltada a estudantes de mestrado. Em 2026, são oferecidas 15 bolsas de R$ 2.100 mensais, pagas pela Capes, com duração de 24 meses. Assim, uma trajetória iniciada em uma olimpíada durante a educação básica pode continuar na graduação e chegar à pós-graduação, com diferentes possibilidades de apoio financeiro ao longo do caminho. E se o estudante não tiver medalha na OBMEP? Há outra possibilidade para estudantes com bom desempenho em olimpíadas de conhecimento, especialmente nas áreas de ciências exatas. O Programa Especial de Treinamento Internacional (PETI OBM), administrado pela Associação da Olimpíada Brasileira de Matemática (AOBM), prepara estudantes para competições olímpicas internacionais. O programa tem financiamento da Fundação Carina e do The Polynera Fund. Em 2026, podem participar até 200 estudantes de todo o país. Os selecionados recebem uma ajuda de custo mensal de R$ 300 durante os meses de aula e podem receber um computador emprestado para acompanhar as atividades, de acordo com a necessidade e a disponibilidade. Diferentemente do PIC, o PETI tem um processo seletivo próprio e considera também a situação socioeconômica do estudante. Quem pode concorrer ao PETI? De acordo com os critérios apresentados pelo programa, o candidato precisa: ter renda familiar de até 1 salário mínimo por pessoa; estar matriculado entre o 8º ano do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio; apresentar bom desempenho anterior em olimpíadas de conhecimento, prioritariamente de ciências exatas; ter disponibilidade para acompanhar aulas e monitorias ao vivo no período da tarde, com dedicação de 20 horas semanais; manter frequência mínima de 75% nos encontros virtuais, com a câmera aberta. O descumprimento das exigências ou um rendimento escolar considerado insuficiente pode levar ao desligamento do estudante. Como funciona a seleção? No PETI, o bom desempenho em olimpíadas é apenas uma parte do processo. A seleção tem quatro etapas: inscrição on-line; avaliação do histórico de participação em olimpíadas; um Curso de Verão eliminatório; e entrevistas com verificação da documentação socioeconômica. Para o Curso de Verão, são convocados 300 estudantes. Depois dessa etapa, os candidatos seguem para as entrevistas previstas no processo seletivo. No PICME, a participação também não é automática. Para a modalidade de iniciação científica, são selecionados anualmente cerca de 300 novos participantes. Ou seja: ter uma medalha ou um bom resultado em uma olimpíada pode abrir a porta, mas não significa necessariamente receber uma bolsa. É preciso verificar os critérios e, quando houver, participar do processo de seleção. Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) é uma competição nacional Obmep/Divulgação/Arquivo O que acontece com quem é selecionado? Além do apoio financeiro, os programas têm como objetivo ampliar a formação dos estudantes interessados em matemática e em competições científicas. No PIC, os alunos têm contato com conteúdos avançados da disciplina e podem participar de atividades presenciais ou virtuais. Estudantes que já fizeram o curso mais de duas vezes podem avançar para o Programa Mentores (ProMO), com aulas virtuais ministradas por professores universitários. Para manter a bolsa nessa etapa, é necessário participar de pelo menos uma atividade a distância por semestre. No PETI, o foco é o treinamento de alto rendimento para competições internacionais, com aulas e monitorias. Já o PICME amplia essa trajetória para a universidade, oferecendo formação avançada em matemática e apoio financeiro durante a graduação. O programa também possui uma modalidade para estudantes de mestrado. Calendários das oportunidades A OBMEP é uma das principais portas de entrada para o PIC. A lista de classificados para a segunda fase foi divulgada em 3 de agosto. Neste momento, as escolas têm até 20 de agosto para solicitar atendimentos especializados e corrigir eventuais erros nos dados dos estudantes classificados. A segunda fase será aplicada em 17 de outubro de 2026. É o desempenho nessa etapa que ajudará a definir os medalhistas nacionais que poderão ter acesso ao PIC. Já no PETI, o edital para novos alunos costuma ser publicado no início de novembro, com inscrições até o fim de dezembro. O Curso de Verão ocorre em janeiro do ano seguinte. Para o PICME, os prazos são específicos para cada modalidade e devem ser acompanhados pelos estudantes interessados. Em 2026, a modalidade de iniciação científica teve inscrições entre janeiro e maio. 9 + 2 = 10? Veja cálculo que viralizou na internet
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