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    Bombeiro há 10 anos e histórico de denúncias por ameaça e violência: saiba quem é o militar que matou estudante de Medicina a tiros em SP

    10 hours ago

    Bombeiro há 10 anos e histórico de denúncias por ameaça e violência: saiba quem é o militar que matou estudante de Medicina a tiros em SP Reprodução/TV Vanguarda Na quarta-feira (30), o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, chegou a ser preso em flagrante após matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, durante uma discussão de trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo. O acusado conseguiu liberdade provisória e segue sendo investigado pelo homicídio. Antes do caso que terminou com a morte de Bruno, Marcos já havia se envolvido em outras ocorrências. Na corporação há cerca de 10 anos, o acusado está afastado das funções desde maio, quando pediu uma licença para tratar de assuntos particulares. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O g1 apurou que Marcos integrava o comando metropolitano do Corpo de Bombeiros, em São Paulo, e, segundo a corporação, nunca trabalhou em unidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Novas imagens ajudam a reconstituir morte de estudante A pistola Taurus 380 usada na morte de Bruno era registrada em nome do bombeiro. O certificado de registro de arma de fogo mais recente foi emitido em 2023. LEIA TAMBÉM: Vídeo mostra carros de estudante de medicina e bombeiro lado a lado antes de briga MP-SP recorre de decisão que mandou soltar bombeiro acusado de matar estudante de Medicina em Taubaté Veja o que se sabe sobre o caso do estudante de medicina morto a tiros após briga de trânsito Bombeiro acusado de matar estudante a tiros já se envolveu em confusão no trânsito em 2021 Estudante de Medicina morto por bombeiro em Taubaté foi baleado quatro vezes; tiros atingiram pescoço, tórax e braço Em 2021, Marcos se envolveu em uma ocorrência de confusão no trânsito na Avenida Mário Covas, em São José dos Campos. Na versão apresentada pelo bombeiro na época, ele teria sido fechado por outro motorista. Marcos afirmou que parou no acostamento e que o homem teria tentado atingi-lo com o carro. Ainda segundo o relato do militar, ele foi atrás do motorista, que teria saído do veículo com uma faca. Marcos, então, teria sacado a arma. O outro motorista, um corretor de imóveis, apresentou uma versão diferente. Segundo ele, teria sido fechado por Marcos e também ofendido durante a discussão. A defesa de Marcos afirma que esse caso foi arquivado e não resultou em denúncia do Ministério Público nem em ação penal contra o bombeiro. Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, é bombeiro militar e está na corporação há cerca de 10 anos. Reprodução/TV Vanguarda BO por violência doméstica e ameaça Em fevereiro de 2024, uma mulher de 29 anos registrou um boletim de ocorrência contra Marcos em São José dos Campos por violência doméstica e ameaça. Segundo informações apuradas pela TV Vanguarda, a mulher relatou à polícia que teria sido ameaçada diversas vezes pelo bombeiro e que ele também teria tentado convencê-la a não registrar a ocorrência. O caso teria acontecido na região do bairro 31 de Março, em São José dos Campos. A defesa do bombeiro afirma que essa ocorrência também foi arquivada e que não houve denúncia do Ministério Público ou ação penal contra Marcos. Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros após uma discussão no trânsito em Taubaté Reprodução O caso que terminou na morte de Bruno Marcos foi preso em flagrante depois de atirar contra Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, em Taubaté. Câmeras de segurança registraram os dois veículos lado a lado na avenida. As imagens mostram Marcos gesticulando pela janela do Jeep Renegade. Depois, os dois carros param lado a lado em um semáforo. Uma placa de trânsito impede a visualização completa do momento seguinte. Em depoimento à polícia, Marcos afirmou que acreditou estar diante de uma tentativa de assalto e alegou legítima defesa. Segundo a versão dele, Bruno estaria com um objeto que parecia ser uma arma. Uma testemunha apresentou uma versão diferente à polícia. Segundo o relato, Marcos teria saído do carro, se aproximado do veículo de Bruno e quebrado o vidro antes de efetuar os disparos, sem que o estudante tivesse reagido. No carro de Bruno, os policiais encontraram um canivete. A guia de encaminhamento médico preenchida no Hospital Regional do Vale do Paraíba na manhã da morte aponta quatro ferimentos provocados por arma de fogo: um no pescoço, dois no tórax e um no braço esquerdo. O caso é investigado pela Polícia Civil de Taubaté. Bombeiro é levado em viatura após prisão em flagrante em Taubaté. Reprodução/Bruna Capasciutti Afastamento e situação na Justiça Marcos está afastado das funções de bombeiro militar desde maio, quando pediu licença para tratar de assuntos particulares. Segundo o Corpo de Bombeiros, esse tipo de licença pode durar até dois anos e não prevê pagamento de salário. Após a prisão em flagrante pela morte de Bruno, a Justiça concedeu liberdade provisória ao militar, com medidas cautelares. Entre elas está a suspensão do porte de arma. O Ministério Público recorreu da decisão e pediu a prisão preventiva de Marcos. O recurso ainda é analisado pela Justiça. O que diz a defesa Em nota, o advogado Cláudio Rodrigues Moreira afirma que as ocorrências anteriores foram arquivadas e não resultaram em denúncia ou ação penal contra Marcos. Sobre o episódio de 2021, a defesa diz que a versão divulgada atualmente não corresponde ao relato apresentado pelo bombeiro e afirma que ele sequer teria saído do veículo. A defesa também pede cautela na divulgação dos fatos anteriores e afirma que procedimentos arquivados não devem ser apresentados como condenações ou antecedentes criminais. Leia a íntegra da nota: "A defesa de Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, por intermédio do Escritório Dr. Claudio Rodrigues Moreira, vem a público prestar esclarecimentos a respeito de informações que vêm sendo divulgadas acerca de fatos pretéritos envolvendo seu constituinte. Inicialmente, a defesa esclarece que as ocorrências anteriores mencionadas, objeto de boletins de ocorrência e de apuração em inquérito policial, foram arquivadas, não tendo resultado em oferecimento de denúncia pelo Ministério Público ou na instauração de ação penal em desfavor de Marcos Paulo. Especificamente quanto ao episódio ocorrido no ano de 2021, Marcos Paulo declarou à defesa que a narrativa que atualmente vem sendo apresentada não corresponde, segundo sua versão, à realidade concreta dos acontecimentos. Conforme relatado pelo defendido, naquela ocasião houve apenas uma discussão decorrente de situação de trânsito, sendo que ele sequer teria descido de seu veículo. Marcos Paulo também informou à defesa que não tinha conhecimento da existência de inquérito policial instaurado para apuração daquele fato, ressaltando-se que a investigação não resultou no oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e tampouco deu origem a processo criminal em seu desfavor. A defesa entende ser necessário que fatos pretéritos sejam tratados com a devida cautela e dentro de seu efetivo contexto jurídico, especialmente quando não resultaram em denúncia ou ação penal, evitando-se que narrativas relativas a procedimentos já arquivados sejam apresentadas publicamente como se correspondessem a condenações ou antecedentes criminais decorrentes de processos judiciais. Por fim, a defesa de Marcos Paulo reafirma que continuará prestando todos os esclarecimentos necessários nos meios próprios, com respeito às instituições e ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos", diz a nota. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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