Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Calor extremo provocou quase 5,8 mil mortes acima do esperado na França em apenas duas semanas

    há 6 horas

    Turistas aproveitam para se refrescar em uma fonte pública em Paris, na sexta-feira, 26 de junho de 2026. AP/Christophe Ena A onda de calor histórica que atingiu a França entre o fim de junho e o início de julho provocou pelo menos 5.764 mortes acima do esperado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (22) pela agência de saúde pública do país. O número representa um aumento de 36% na mortalidade em relação ao que seria esperado para o período sem temperaturas extremas. É o maior excesso de mortes registrado em uma onda de calor na França desde 2003, quando um episódio semelhante matou cerca de 15 mil pessoas e mudou a forma como o país se prepara para eventos climáticos extremos. Entre 17 de junho e 2 de julho, as regiões afetadas registraram 21.674 mortes por todas as causas. Com base em modelos estatísticos que utilizam dados de anos anteriores, a agência estima que, em condições climáticas normais, esse total seria de cerca de 15.910 mortes. A diferença entre os dois números é considerada o excesso de mortalidade associado ao calor. Agora no g1 Duas mulheres se refrescam sob borrifadores de água em Paris durante uma onda de calor, sábado, 11 de julho de 2026. AP/Aurelien Morissard Pico das mortes coincidiu com os dias mais quentes Segundo o relatório, pouco mais da metade das mortes acima do esperado ocorreu entre 25 e 27 de junho, justamente durante e logo após o período de calor mais intenso. A França registrou nos dias 24 e 25 de junho a maior temperatura média nacional de sua história, de 30°C, além de recordes de calor durante a noite. Em diversas cidades, os termômetros ultrapassaram 40°C. A região de Paris foi a mais afetada. Foram contabilizadas 1.999 mortes acima do esperado, cerca de 80% a mais do que seria previsto para o período sem a onda de calor. Turistas se refrescam em uma fonte pública em Paris, sexta-feira, 26 de junho de 2026. AP/Christophe Ena Hospitais concentraram quase metade das mortes De acordo com a agência de saúde pública francesa, quase metade das mais de 21,6 mil mortes registradas no período ocorreu em hospitais. Cerca de um terço aconteceu nas residências, enquanto o restante foi registrado principalmente em instituições de longa permanência para idosos. O levantamento considera todas as causas de morte, já que o calor extremo pode agravar doenças cardiovasculares, respiratórias e renais, além de aumentar o risco de desidratação e de complicações em pessoas mais vulneráveis, como idosos e pacientes com doenças crônicas. Os novos dados reforçam o impacto crescente das ondas de calor na Europa, que tem registrado episódios cada vez mais frequentes, intensos e prolongados em meio ao aquecimento global.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Canadá cancela inauguração conjunta de ponte com os EUA após tarifaço de Trump
    Artigo Seguinte
    Febre maculosa mata 18 pessoas no estado de SP em 2026

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário