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    Caso Gustavo: celulares do pai e madrasta foram descartados antes de prisão, diz delegado

    há 7 horas

    Justiça mantém prisão de pai e madrasta suspeitos de matar criança de 3 anos O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e a companheira dele, Kathellen Moreira, se desfizeram dos celulares antes de serem presos pela Polícia Civil. A informação foi revelada pelo delegado Eduardo Menezes, responsável pela investigação. O casal é investigado pela morte do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, filho de Igor. "Eles estavam escondidos em uma casa, sem televisão, sem contato nenhum com telefone celular. Inclusive os celulares deles foram dispensados, né? O próprio investigado disse que jogou fora", relatou durante entrevista coletiva. Questionado pelo g1, nesta segunda-feira (10), o delegado confirmou que os celulares teriam sido descartados no mesmo dia da morte e não foram localizados pela polícia. O menino Gustavo foi encontrado morto na casa do pai na segunda-feira (3). Igor e a companheira, Kathellen, foram presos na última quinta-feira (6), pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Palmas. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa, vivia uma disputa na Justiça contra Igor para o pagamento de pensão alimentícia. Ela também possui medidas restritivas contra o advogado por ter sofrido ameaças. LEIA TAMBÉM: Advogado e companheira dispensaram babá no dia em que Gustavo foi encontrado morto, diz delegado Caso Gustavo: mãe teve gravidez marcada por conflitos com pai suspeito de matar criança, diz delegado Menino Gustavo voltava de visitas ao pai com marcas de agressões desde 2024 e foi filmado ‘nitidamente dopado’, diz delegado Ainda conforme o delegado, durante entrevista coletiva, a análise de dados telefônicos é indispensável para reconstituir a rotina dos investigados no momento do crime e checar possíveis trocas de mensagens e registros de ligações. "Uma questão que prejudicou muito a investigação. Hoje, a apreensão de celulares é um fator importante para a investigação", explicou, acrescentando que o descarte ocorreu no período em que o casal esteve hospedado em um imóvel na região norte de Palmas. Igor Gustavo Veloso foi preso na madrugada desta quinta-feira (6) Reprodução/TV Anhnaguera A defesa do pai afirmou que manteve postura colaborativa com as autoridades, ajustando a entrega voluntária do investigado na residência onde ele aguardava a equipe policial. Em nota, a defesa do casal afirmou que as acusações são graves e exigem cautela, análise técnica aprofundada e respeito ao devido processo legal. Os advogados sustentam que a narrativa veiculada publicamente não reflete a totalidade do processo e que conclusões definitivas dependem da análise integral das provas no âmbito judicial, sob o direito ao contraditório. A defesa informou que fatos relevantes estão sendo analisados e serão submetidos às autoridades competentes. (Veja a nota na íntegra ao final da reportagem) O casal responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura. Kathellen é investigada por omissão na condição de garantidora legal. O delegado não descarta a inclusão de outros crimes ao longo da investigação. " O que pode acontecer é ter outros crimes [...] Fraude processual também. Então, assim, o que pode acontecer é só aumentar a quantidade de crimes pelos quais eles vão ser acusados. E talvez, a gente não sabe, talvez a participação de uma outra pessoa, enfim, a gente precisa ver", explicou. Entenda o caso Exames periciais do Instituto Médico Legal (IML) constataram que a causa da morte foi hemorragia interna provocada por lesões no intestino. O menino também sofreu múltiplas lesões pelo corpo, inclusive, na cabeça e violência sexual. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a criança morta sobre a cama, vestindo fralda e enrolada em um edredom, com hematomas visíveis no rosto. O imóvel apresentava garrafas de bebida alcoólica espalhadas. Sabrina Feitosa, mãe de Gustavo, apresentou à polícia registros de que o filho voltava machucado e dopado das visitas ao pai desde 2024. Um vídeo gravado antes do crime mostra o menino chorando e se recusando a ir para a casa de Igor: "Porque ele me bate", disse a criança. O pai e a madrasta foram presos na madrugada de quinta-feira (6) em uma casa na região norte de Palmas. Igor foi encaminhado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas e Kathellen para a Unidade Prisional Feminina. Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses Íntegra da nota da defesa de Igor Gustavo e Kathellen Moreira Diante da grande repercussão do caso Gustavo Veloso e das diversas solicitações de manifestação encaminhadas por profissionais da imprensa, a defesa entende necessário prestar um breve esclarecimento. As acusações apresentadas são graves e, justamente por essa razão, exigem cautela, responsabilidade e análise técnica aprofundada. Neste momento, há uma narrativa acusatória sendo amplamente reproduzida no espaço público. O processo, contudo, não se resume às informações até aqui divulgadas, e conclusões definitivas somente podem ser construídas a partir do exame integral das provas, com respeito ao contraditório e às garantias próprias do processo penal. A defesa não pretende transformar um processo criminal em uma disputa de versões pela imprensa, tampouco antecipar provas que deverão ser apresentadas no momento e no ambiente adequados. Existem elementos relevantes que estão sendo cuidadosamente analisados e que serão oportunamente submetidos à apreciação das autoridades competentes. Por respeito à seriedade dos fatos, às pessoas envolvidas e ao próprio trabalho da imprensa, eventuais manifestações da defesa serão feitas com responsabilidade e na medida em que não prejudiquem o regular exercício da defesa. Um julgamento exige prova, contraditório e processo. A defesa seguirá exercendo seu trabalho com serenidade, responsabilidade técnica e absoluto respeito às instituições. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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