Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Como rifas de carros de luxo levaram Eduardo Razuk à prisão e fizeram ‘império digital’ sair do ar

    11 hours ago

    Eduardo Razuk: influencer é preso suspeito de fazer rifas ilegais de carros de luxo A prisão de Eduardo Razuk, no último dia 18 de agosto, colocou em xeque a notoriedade que o influenciador construiu ao longo dos anos divulgando automobilismo de luxo na internet. Entre Instagram e YouTube, Razuk acumula mais de 2 milhões de seguidores e inscritos. Foi por meio das redes sociais que ele conquistou fama no Brasil e no exterior divulgando rifas de veículos de alto padrão. A mesma prática também acabou levando o influenciador à prisão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Nesta sexta-feira (21), as contas de Razuk no Instagram foram bloqueadas por determinação da Justiça. A medida também deve se estender à plataforma de vídeos. Segundo a defesa do influenciador, os sorteios divulgados por Razuk eram realizados com autorização e estavam vinculados a uma loteria oficial. Para a Polícia Civil, no entanto, as atividades eram ilegais e estariam ligadas a crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. Entenda a seguir. Investigação aponta movimentação de R$ 100 milhões Rafael Razuk, irmão do influenciador, e outros dois homens também estão presos por suposto envolvimento no esquema investigado pela Polícia Civil. Segundo a polícia, os veículos eram sorteados por meio da venda de cotas, com valores a partir de R$ 1,49. Apesar do baixo custo para os participantes, a atividade teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em um período de seis meses, conforme as investigações. Conforme a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), responsável pela operação que levou Razuk à prisão, os sorteios não tinham autorização legal. Além disso, o influenciador teria utilizado empresas para tentar conferir aparência de legalidade aos valores arrecadados e lavar o montante milionário obtido com as rifas. Quais são os crimes investigados? Segundo a Polícia Civil, os presos são suspeitos de envolvimento nos seguintes crimes: Prática de rifas ilegais: realização de sorteios de carros de luxo sem a devida autorização legal ou por meio de entidades sem competência para promovê-los; Lavagem de dinheiro: uso de empresas no Rio de Janeiro e na Paraíba para sofisticar o esquema, ocultar a origem dos recursos e conferir aparência de legalidade aos valores arrecadados, que teriam ultrapassado R$ 100 milhões em seis meses; Associação criminosa: formação de um esquema coordenado entre os investigados e empresas de diferentes estados visando burlar a fiscalização. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em três estados. Em Campo Grande, a polícia apreendeu 22 veículos de luxo. Somados, os carros estão avaliados entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. Dois relógios de luxo também foram apreendidos. Como funcionava o esquema, segundo a polícia Segundo a Polícia Civil, os investigados realizavam rifas sem autorização desde 2019. As cotas eram vendidas pelas redes sociais e, em determinado período, cada sorteio movimentava cerca de R$ 2 milhões. Até 2025, a atuação do grupo estava concentrada em Campo Grande. Nesse período, os investigados teriam realizado diversos sorteios sem autorização e movimentado os recursos obtidos com a atividade. LEIA TAMBÉM: Eduardo Razuk: Instagram bloqueia contas de influencer preso por suspeita de rifas ilegais de carros de luxo Frota milionária com carros de luxo foi apreendida em galpão de influencer Golf-GTI: Razuk tinha coleção de carros vindos da Europa para MS Quem é o influencer preso e ligado a rifas de carros de luxo nas redes sociais Desde o ano passado, porém, o grupo teria mudado de estratégia. Segundo a polícia, após operações contra influenciadores envolvidos com rifas não autorizadas em diferentes estados, os investigados passaram a buscar formas de dificultar a identificação da origem do dinheiro e conferir aparência de legalidade aos sorteios. Foi nesse cenário, segundo a investigação, que os irmãos teriam se associado a uma empresa do Rio de Janeiro e a outra da Paraíba. Conforme a Polícia Civil, a empresa do Rio de Janeiro faria a intermediação entre influenciadores digitais e a empresa da Paraíba. Conforme a investigação, essa estrutura teria sido utilizada para criar uma suposta autorização para os sorteios. Operação apreendeu carros de luxo e bloqueou bens Com o avanço da investigação, a Polícia Civil pediu medidas cautelares contra os envolvidos. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens que podem estar relacionados ao suposto esquema. Influencer Eduardo Razuk é preso com frota de carros de luxo em Campo Grande Redes sociais Em Campo Grande, os mandados foram cumpridos em dois endereços: uma residência na Rua Tricordiano, na Vila Vilas Boas, e um galpão na Travessa da Ema. Vale destacar, contudo, que a Polícia Civil ainda não identificou indícios de fraude nos resultados dos sorteios. Também não há, até o momento, relatos de que os vencedores não tenham recebido os prêmios. Defesa afirma que prisão é desnecessária Na última quinta-feira (20), Razuk passou por audiência de custódia, e a Justiça decidiu mantê-lo preso. O advogado dele, Tiago Bunning, informou que vai recorrer da decisão. Segundo a defesa, as medidas determinadas pela Justiça representam restrições que, na avaliação dos advogados, tornam desnecessária a manutenção da prisão preventiva do influenciador. “Esse é um fato, inclusive, que a gente utiliza para defender que a prisão dele é completamente desnecessária e desproporcional. Já foi feito tudo isso: ele está com os bens bloqueados e com as redes sociais suspensas. Então, não tem como ele continuar divulgando os sorteios que divulgava, que são objeto da investigação, ainda que a gente defenda que eram realizados de forma lícita e com autorização. Então, por que ainda é necessária a prisão dele? Porque, além de tudo isso, ele também precisa estar preso?”, afirmou Bunning. Veja mais vídeos de Mato Grosso do Sul.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Nando Reis apresenta turnê 'Pra Você Guardei o Amor' em Salvador
    Artigo Seguinte
    Mutirão em Palmas vai acelerar atendimento de saúde para quem recorreu à Justiça

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário