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    Dinamarca quer usar provas orais para combater cola com inteligência artificial nas escolas

    10 hours ago

    Dinamarca adota prova oral para combater uso indevido de IA nas escolas Fez o dever de casa com a ajuda da inteligência artificial? Na Dinamarca, estudantes do ensino médio poderão ter que provar que realmente entenderam o conteúdo que entregaram. A medida faz parte de uma estratégia do país para combater o uso indevido de inteligência artificial nas escolas. A ideia é que, depois de produzir uma redação, um artigo ou outro trabalho escrito em casa, o aluno explique presencialmente o conteúdo e responda a perguntas sobre o que escreveu. O objetivo é verificar se o estudante realmente domina o tema e, ao mesmo tempo, desestimular o uso de ferramentas de IA generativa para produzir a atividade inteira no lugar do aluno. A prova oral, porém, não é uma novidade no sistema educacional dinamarquês. Esse formato de avaliação já é comum nas escolas e universidades do país. A novidade está na aplicação desse tipo de verificação a trabalhos escritos feitos em casa. Criança fazendo atividade na escola TV Globo Alunos também serão incentivados a fazer trabalhos na escola A Dinamarca também quer incentivar que os estudantes façam essas atividades dentro da escola. Em geral, os alunos já podem usar computadores durante provas escritas e têm acesso a recursos como dicionários, corretores de gramática e conteúdos previamente aprovados pelos professores. Algumas ferramentas de inteligência artificial também são permitidas. Já as ferramentas de IA generativa, capazes de criar textos e imagens, não são permitidas nesse tipo de avaliação. Além disso, o governo quer ampliar o monitoramento do que os estudantes fazem nos computadores durante as provas. Também está prevista a instalação de filtros para limitar o conteúdo disponível na rede das escolas durante as aulas. Segundo o ministro da Educação da Dinamarca, a intenção é “garantir que a IA não enfraqueça as habilidades acadêmicas dos estudantes e, acima de tudo, a capacidade de pensar por si mesmos”. A estratégia busca encontrar um equilíbrio entre o uso de tecnologia nas atividades escolares e a necessidade de garantir que o trabalho apresentado pelo estudante seja, de fato, resultado do que ele aprendeu.
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