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    'Dinheiro não apaga a dor', diz tutor após pet hotel ser condenado por sumiço de cadela no interior de SP

    1 day ago

    Cachorra desapareceu de pet hotel em São José do Rio Preto A notícia da condenação do pet hotel pelo desaparecimento de uma cachorra durante o período de hospedagem no estabelecimento em São José do Rio Preto (SP) trouxe alívio aos tutores do animal, mas não apafa. A decisão judicial emitida em 10 de setembro deste ano estabeleceu que os proprietários da empresa paguem R$ 13 mil à família por danos morais, além de uma indenização de R$ 1.074,32 por danos materiais. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp O animal desapareceu em 25 de dezembro de 2025, quando os tutores contrataram o serviço de hospedagem para viajar a Sorocaba (SP), onde passariam as festas de fim de ano. Durante a viagem, eles foram comunicados pelo proprietário do estabelecimento que Kika havia fugido. Câmeras de segurança registraram o momento em que o responsável pelo estabelecimento tenta resgatar a cadela em São José do Rio Preto (SP) Reprodução / TV TEM O g1 fez contato com o advogado de defesa do pet hotel, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Kika desapareceu em São José do Rio Preto (SP) Arquivo pessoal Quase nove meses depois, a cadela ainda não foi localizada. Procurado pela reportagem, o tutor, o servidor municipal João Miguel Lahoz Rinaldi, de 28 anos, mencionou que a indenização não ressarce o sentimento de impotência por nunca ter conseguido localizar o pet. “A esperança sempre existe. A gente sabe que já se passaram nove meses desde o dia do desaparecimento, e que a essa altura ela já estaria com 13 anos. A nossa maior frustração diária é justamente essa angústia de não saber o que aconteceu com ela, de não ter absolutamente nenhuma pista e não fazer ideia do seu paradeiro. Sabemos que os riscos para um animal nas condições dela são imensos, mas não queremos acreditar no pior nem queremos esquecer a Kika. O cartaz de buscas dela ainda se encontra colado no portão lá de casa”, comentou. Kika tinha 12 anos quando foi deixada no pet hotel acompanhada de Neve, a outra cadela de estimação dos tutores. Kika e Neve em São José do Rio Preto (SP) Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM 'Vaca creator' e touro influencer bombam na web com rotina no campo e fazem até 'publi' VÍDEO: sucuri de aproximadamente 3,5 metros é capturada em Parque Turístico de Buritama Pecuaristas relatam prejuízos com morte de animais após ataques da mosca-do-estábulo Conforme a família, a fuga aconteceu porque o portão estava aberto e a cadela aproveitou a oportunidade para escapar. Câmeras de segurança registraram o momento em que o responsável pelo estabelecimento tentou resgatar a cachorra, mas ela acabou fugindo. Assista ao vídeo acima. “A Kika não é apenas um animal de estimação, ela é parte fundamental da nossa família há 12 anos. Ela nasceu no quintal da nossa casa em 2013 e cresceu ao nosso lado. Ela foi o meu grande pilar emocional na adolescência e a alegria da casa durante os momentos mais pesados da pandemia. Além disso, ela era a grande companheira da nossa outra cadela, a Neve, que inclusive ficou deprimida e parou de comer na primeira semana em que a Kika sumiu”, comentar João Miguel. Kika desapareceu há 1 mês em São José do Rio Preto (SP) Reprodução / TV TEM Para divulgar imagens do animal, a família imprimiu e espalhou panfletos em São José do Rio Preto, além de usar as redes sociais para divulgar o sumiço, mas não obteve resultado positivo. “A condenação foi um misto de alívio com uma tristeza profunda. Alívio porque a sentença do juiz comprovou tudo o que nós vínhamos falando desde o primeiro dia: houve negligência. No entanto, é uma sensação triste porque a gente sabe que, não importa o valor da indenização, esse dinheiro não vai apagar a dor, o Natal que perdemos ou preencher o vazio de chegar em casa e não encontrar a nossa cachorrinha”, finaliza o tutor. Kika vivia sob os cuidados do servidor público, de sua mãe e de seu irmão. À reportagem, Rinaldi disse que, desde o ocorrido, o pet hotel nunca prestou assistência para auxiliar na localização de Kika e só fez um novo contato dias depois, devido à repercussão do caso. “Quem passa na frente da nossa casa hoje ainda vê que o cartaz de ‘Procura-se’ da Kika continua colado no portão. É o nosso recado diário de que a busca não acabou e que ela não será esquecida”, finaliza João Miguel. Antes de contratar serviço de hotéis, tutores precisam ficar atentos Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
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