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    Dólar tem leve alta após pesquisa eleitoral e antes de dados de emprego dos EUA

    15 hours ago

    Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu em leve alta nesta sexta-feira (4), cotado a R$ 5,1107 por volta das 9h03, com avanço de 0,12%. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h. Com poucos indicadores econômicos no Brasil e às vésperas do feriado de 7 de Setembro, as atenções dos investidores se voltam para os dados de emprego dos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Às 9h30 (horário de Brasília), o Departamento do Trabalho dos EUA divulga o relatório de empregos de agosto, o chamado Payroll. O documento traz informações como o número de vagas, taxa de desemprego e salários, indicadores importantes para as decisões sobre os juros no país. ▶️ No Brasil, às 10h, o IBGE publica uma pesquisa sobre o trabalho por meio de aplicativos e plataformas digitais em 2024, mostrando o perfil dos trabalhadores desse setor. ▶️ Mais tarde, às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior divulga o resultado da balança comercial de agosto, que mostra a diferença entre as exportações e as importações do país. Os dados devem trazer os primeiro impactos do tarifaço imposto pelos EUA, que entrou em vigor no dia 22 de julho. ▶️ O mercado também repercute a nova pesquisa Datafolha para a eleição presidencial. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, testou dois cenários de primeiro turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por decisão da Justiça Eleitoral. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,76%; Acumulado do mês: -1,45%; Acumulado do ano: -7%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +5,42%; Acumulado do mês: +4,38%; Acumulado do ano: +14,93%. Mais dados da economia americana O déficit comercial dos EUA saltou 24,4% em julho, alcançando US$ 88,6 bilhões (R$ 452 bilhões), segundo dados divulgados nesta quinta-feira. Isso significa que o país gastou muito mais com compras do exterior (importações) do que arrecadou com vendas para outros países (exportações). O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa de analistas, que projetavam um déficit de US$ 90 bilhões (R$ 459 bilhões), mas acende um sinal de alerta. Isso porque o saldo comercial negativo pode voltar a pressionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre. O que impulsionou o resultado: Corrida pela inteligência artificial: a forte demanda de empresas americanas por computadores, chips e outros componentes tecnológicos importados elevou as compras externas; Queda das commodities: tanto as importações quanto as exportações de insumos industriais e petróleo recuaram, em grande parte devido à queda dos preços dos combustíveis. 🔎 Quando as importações superam as exportações, a demanda é atendida por bens produzidos no exterior, reduzindo a contribuição do setor externo para o PIB. Como as importações entram com sinal negativo no cálculo da atividade econômica, um déficit comercial maior tende a limitar o crescimento da economia. Já os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram levemente na última semana, mostrando que o mercado de trabalho continua estável. Segundo o Departamento do Trabalho, foram registrados 206 mil novos pedidos, um pouco acima da semana anterior e muito próximo do esperado pelos analistas. 🔎 Apesar da economia seguir aquecida, muitas empresas continuam cautelosas para contratar novos funcionários por conta das incertezas geradas pelas políticas de comércio e imigração do governo de Donald Trump. Ao mesmo tempo, as demissões seguem em níveis baixos, o que ajuda a sustentar o mercado de trabalho e a atividade econômica. Pesquisa Datafolha A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) mostrou que Lula (PT) lidera a disputa pela Presidência com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33%. A diferença entre os dois é de cinco pontos percentuais, a menor registrada desde maio. Na sequência aparecem: Augusto Cury (Avante), com 8%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; Romeu Zema (Novo), com 2%. O levantamento também testou um cenário com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, mas os percentuais dos dois primeiros colocados praticamente não mudam. O Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. (Veja aqui mais números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos) Bolsas globais As bolsas europeias operam em leve queda nesta sexta-feira (4), com os investidores à espera do relatório de emprego dos EUA (payroll), que pode influenciar os próximos passos dos juros no país e impactar os mercados globais. Por volta das 9h40 (de Brasília), o índice Stoxx 600 recuava 0,2%. O DAX, da Alemanha, caía 0,1%; o FTSE 100, de Londres, perdia 0,2%; e o CAC 40, da França, também recuava 0,2%. Na contramão do mercado, as ações da Volkswagen disparavam 5,7% após a montadora anunciar um plano de reestruturação para melhorar seus resultados. O setor automotivo europeu avançava 4,3%. Em Wall Steet, os investidores também aguardam a divulgação do payroll de agosto. O relatório é acompanhado de perto pois pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre os juros. Na véspera, declarações do diretor do Fed Christopher Waller reduziram as preocupações com uma política de juros mais rígida, ajudando a aliviar parte da pressão sobre os mercados. Ainda assim, o foco permanece nos dados de emprego, que devem definir o humor dos investidores ao longo do dia. As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. Na China, os principais índices fecharam em queda, pressionados pela perda de força das ações ligadas à inteligência artificial e pela alta dos rendimentos dos títulos do governo dos EUA, que reduziu o apetite dos investidores por investimentos de risco. O índice de Xangai caiu 0,3%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,7%. Na semana, o CSI300 acumulou perda de 1,3%, enquanto o Hang Seng avançou 0,3%. Em outros mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,3%; o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,6%; o Taiex, de Taiwan, ganhou 1,5%; o Straits Times, de Singapura, teve alta de 0,9%; e o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,2%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
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