Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    El Niño deve se intensificar, alcançar força elevada e alterar temperaturas e chuvas pelo mundo, aponta ONU

    18 hours ago

    Pessoas tiram fotos do primeiro nascer do sol do ano em um parque em Seul, Coreia do Sul, em 1º de janeiro de 2023. REUTERS/Kim Hong-Ji O El Niño deve continuar se intensificando até alcançar uma força elevada entre agosto e outubro de 2026. É isso o que aponta uma nova atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU especializada em clima e meteorologia. Segundo a organização, temperaturas acima da média são esperadas em grande parte do mundo nos próximos meses. Já os efeitos sobre as chuvas devem variar de uma região para outra: algumas áreas poderão ter volumes maiores, enquanto outras enfrentarão risco mais elevado de seca. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O fenômeno se desenvolve em um cenário de oceanos excepcionalmente quentes e pode coincidir com a formação de outro padrão climático no Oceano Índico. Segundo a OMM, essa combinação pode ampliar o risco de secas, enchentes e incêndios florestais em determinadas regiões. ➡️ Os modelos analisados pela organização indicam inclusive que a temperatura da superfície do mar pode ficar mais de 2,9°C acima da média em áreas do Oceano Pacífico usadas para acompanhar o El Niño. 📝 ENTENDA: a intensidade do El Niño é medida principalmente pelo quanto as águas do Pacífico Equatorial ficam acima da temperatura considerada normal. Quanto maior esse aquecimento e mais tempo ele permanece, mais intenso é classificado o fenômeno. Isso não significa, porém, que todos os lugares terão impactos igualmente fortes. Os efeitos dependem da região, da época do ano e da interação do El Niño com outros padrões dos oceanos e da atmosfera. Imagens do satélite mostram variações no nível do mar em junho de 2026; áreas em vermelho indicando águas mais elevadas no Pacífico equatorial, sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño. Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O EL NIÑO: Quando foi o último 'super' El Niño? Entenda por que o intervalo entre os eventos extremos vem encurtando Boias, robôs submersos e satélites: como cientistas medem o oceano para detectar o El Niño El Niño 2026: o que é, por que os cientistas estão em alerta e como isso pode afetar sua vida Veja os vídeos que estão em alta no g1 Outros oceanos também estão mais quentes Além do fortalecimento do El Niño, a OMM prevê a formação de um Dipolo Positivo do Oceano Índico. Esse padrão ocorre quando as águas da parte oeste do oceano ficam mais quentes que o normal, enquanto a região leste apresenta temperaturas abaixo da média. A atuação conjunta desses dois fenômenos pode ampliar os impactos sobre as chuvas e as temperaturas, principalmente nos países próximos ao Oceano Índico. O Atlântico Tropical também deve permanecer mais quente do que o normal nos próximos meses. “El Niño é um dos fenômenos climáticos mais acompanhados do mundo. Mas as previsões, por si só, não evitam os perigos; as pessoas evitam”, afirmou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM. Para ela, a identificação antecipada do fortalecimento do fenômeno oferece uma oportunidade para que governos e comunidades se preparem antes da chegada dos impactos. “Este El Niño, que se desenvolve em um cenário de calor oceânico sem precedentes e aumento das temperaturas, oferece aos governos e às comunidades uma oportunidade para antecipar os riscos e agir antes que os impactos ocorram”, disse Saulo. Fumaça de um incêndio florestal toma o céu durante o pôr do sol perto de Cotignac, no sul da França, nesta quinta-feira (23), em meio à seca agravada por uma onda de calor e pela falta de água no país. Manon Cruz/Reuters A organização afirma que está ampliando a coordenação, os serviços de informação climática e os sistemas de aviso antecipado para apoiar governos, agências humanitárias e comunidades mais vulneráveis. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o El Niño deve acrescentar ainda mais calor a um planeta que já enfrenta ondas de calor intensas, incêndios extremos e temperaturas recordes nos oceanos. “O El Niño não está apenas à nossa porta. Ele já entrou em casa e está aumentando o calor”, declarou. A OMM prevê divulgar no início de setembro uma atualização mais detalhada sobre o El Niño e a La Niña. O novo documento deverá trazer uma avaliação mais completa da evolução do fenômeno e de seus possíveis efeitos nos meses seguintes. 🌎 O que é o El Niño — e por que ele importa tanto O El Niño é um aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico na faixa próxima à linha do Equador. Ele faz parte de um ciclo natural do clima que alterna fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e neutras — com impactos em várias regiões do planeta. Esse aquecimento muda a circulação da atmosfera e altera o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. O fenômeno também influencia a temperatura global. Em anos de El Niño mais intenso, o planeta costuma registrar calor acima da média, somando-se ao aquecimento global. A intensidade varia de um evento para outro, assim como os impactos. E, com o planeta já mais quente, mesmo episódios moderados podem ter efeitos mais fortes do que no passado. Pela 1ª vez, mundo registra um dia com temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial Condições geradas por El Niño podem facilitar as queimadas e impactar produções agrícolas. Michael Dantas/AFP via DW 🌧️ Possíveis impactos no Brasil Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país e causa: aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos; redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste; mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste; maior frequência de ondas de calor. Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no verão. Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças no clima. Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, a expectativa é de que os próximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em várias regiões do planeta. El Niño e La Niña Arte g1/Luisa Rivas LEIA TAMBÉM: Entenda como explosões transformaram 'dia em noite' no Irã e colocaram cidade sob alerta de chuva ácida Calor extremo pode colocar atletas em risco em grandes eventos esportivos, alerta estudo Lado oculto da jaqueira: árvore invasora empobrece chão da Mata Atlântica e afeta sapos Guia de compras: 40 opções para se refrescar no calorão
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Veja como construir viveiros escavados
    Artigo Seguinte
    Volta às aulas chega com material escolar mais caro na Grande Belém

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário