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    'Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país', diz Lula em convenção do PT no Ceará

    7 hours ago

    Presidente Lula afirmou, nesta sexta-feira (31), que não permitirá que a extrema-direita volte a governar o Brasil. Thiago Gadelha/SVM O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (31), que não permitirá que representantes da extrema-direita governem o Brasil e minimizou a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente argentino, Javier Milei, para apoiar candidatos da oposição. A fala do presidente foi feita durante a convenção partidária estadual do PT no Ceará, que confirmou Elmano de Freitas como candidato a governador do estado. “Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país. E vou dizer mais, vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país”, afirmou. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp No evento, realizado em Fortaleza na noite desta sexta-feira (31), Lula também demonstrou apoio às candidaturas de Cid Gomes (PSB) como senador e Gabriella Aguiar (PSD) como vice-governadora. Também nesta sexta-feira (31), o presidente visitou o Hospital Universitário do Ceará, em Fortaleza. LEIA TAMBÉM: Lula visita Hospital Universitário no Ceará e diz que pobre paga indiretamente plano de saúde para quem tem mais dinheiro Durante o discurso, o petista citou, ainda, que precisará de candidatos para o Senado nas eleições de 2026 porque a Casa “tem metade apodrecida e nós precisamos fazer o Senado fazer as coisas corretas”. Agora no g1 Apoio de Milei a Flávio Bolsonaro A crise diplomática entre Brasil e Argentina começou após Milei participar da convenção partidária do PL, que lançou Flávio Bolsonaro como candidato a presidente. Durante o discurso, Milei chamou o presidente Lula de "ladrão", o ministro do STF Alexandre de Moraes de "lixo careca" e fez críticas ao governo e à economia brasileira. O governo brasileiro reagiu convocando o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos. Também chamou de volta o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas, uma medida adotada em momentos de tensão entre países. Desde então, autoridades dos dois governos trocaram novas declarações. Milei voltou a criticar Lula nas redes sociais. No Brasil, integrantes do governo responderam às falas do presidente argentino, enquanto Lula evitou ampliar o confronto ao comentar o episódio. Sanções de Trump Na última quarta-feira (29), o governo de Lula divulgou uma nota repudiando a decisão do governo norte-americano de prorrogar sanções contra o Brasil e afirmou que é "descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos". "O Governo brasileiro repudia o anúncio feito pelo Governo dos Estados Unidos da prorrogação por mais um ano da declaração de emergência nacional em relação ao Brasil. [...] A qualquer título, é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos". 🔎 Nesta terça-feira (28), o governo dos Estados Unidos anunciou a prorrogação por mais um ano da ordem executiva assinada contra o Brasil no dia 30 de julho de 2025, com base na chamada Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. O anúncio desta terça, porém, não tem efeito prático com relação ao tarifaço. Isso porque a medida de 2025, que impunha uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, acabou derrubada pela Suprema Corte. Conforme a nota divulgada nesta quarta (29), o governo brasileiro afirma que a decisão do governo norte-americano reitera argumentos “infundados” e “inverídicos” de que o Brasil representa “ameaça” aos Estados Unidos na segurança nacional na política externa e na economia. Ainda na segunda-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que o governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. O governo brasileiro formalizou o chamado "pedido de consulta" na OMC, cuja sede fica em Genebra, na Suíça. 🔎 A consulta é uma etapa anterior à eventual abertura de um painel, mecanismo de julgamento dentro da organização. No ano passado, o governo brasileiro acionou o mecanismo contra as tarifas impostas pelos EUA. Essas tarifas foram suspensas pela Suprema Corte norte-americana. O mecanismo da OMC tem o objetivo de assegurar que os países cumpram os acordos comerciais e que medidas consideradas incompatíveis possam ser contestadas.
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