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    Ex-estagiária da Justiça de SC é condenada após vazar dados de megaoperação para criminosos

    há 6 horas

    Ex-estagiária da Justiça de SC é condenada após vazar dados de megaoperação para criminoso Uma ex-estagiária do Fórum de Justiça de Florianópolis foi condenada a 6 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado, por vazar informações sigilosas de uma megaoperação policial para uma facção criminosa. A decisão, divulgada na sexta-feira (4), atende a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que comprovou que o vazamento comprometeu o trabalho das forças de segurança. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Aluna de direito, ex-estagiária do fórum de Florianópolis é presa por vazar operação para criminosos A investigação apontou que a estudante de direito acessou os documentos sigilosos em sua própria casa poucos dias antes da "Operação Tio Patinhas II" ser deflagrada, em 24 de junho. A ação policial mirava suspeitos de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas. Como a identidade da ex-estagiária não foi divulgada pelas autoridades, o g1 não localizou a defesa dela até a última atualização desta reportagem. Ex-estagiária de direito do Fórum de Florianópolis é presa suspeita de vazar operação para criminosos Polícia Civil/Divulgação Como funcionava o esquema A jovem usou seu acesso ao sistema do Tribunal de Justiça de Santa Catarina para consultar o processo sigiloso diversas vezes. Em um único domingo, ela fez 25 pesquisas na plataforma e obteve detalhes sobre os investigados e os endereços dos mandados de busca e apreensão. A ré entregou as informações ao então companheiro, que integrava a facção. Ele repassou os dados para outros líderes do grupo, o que esvaziou a ação policial. No dia da operação, cerca de 90% dos alvos não foram localizados. A ação mobilizou mais de 400 policiais civis para cumprir 69 mandados de busca contra cerca de 40 suspeitos. O esquema foi descoberto em uma ação conjunta da Polícia Civil — por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) —, com a 39ª Promotoria de Justiça da Capital e o setor de inteligência do Tribunal de Justiça. Prédio do Tribunal de Justiça de Santa Catarina Mauricio Vieira/NCI TJSC/Divulgação As condenações Além da ex-estagiária, o companheiro dela e outro líder da facção foram condenados a 10 anos e 10 meses de prisão cada um. Uma quarta integrante do grupo, que ajudou a espalhar os relatórios sigilosos, recebeu pena de 5 anos e 10 meses de prisão. O Ministério Público informou que vai recorrer para tentar aumentar a pena de todos os réus, por considerar as punições brandas diante do estrago causado. O MPSC também quer que a Justiça obrigue os condenados a pagarem uma indenização para ressarcir a sociedade pelos prejuízos à segurança pública. LEIA TAMBÉM 'Golpe do amor': polícia procura ex-namorado suspeito de extorquir R$ 27 mil e levar carro de vítima em SC Torcedor mirim é hostilizado e deixa estádio escoltado após ganhar camisa de Neymar Filme com Bruna Linzmeyer vencedor do 'Goes to Cannes' abre festival de cinema mais antigo de SC VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
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