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    Família de empresário morto em prédio processa condomínio e pede R$ 1,2 milhão; entenda

    7 hours ago

    Thiago Varvello Nasser morreu em um latrocínio em 2023. Reprodução/Redes Sociais A família de Thiago Varvello Nasser, que morreu em um latrocínio dentro de um prédio em Santos, no litoral de São Paulo, entrou na Justiça contra o Condomínio Edifício Legacy Tower e a empresa responsável pela portaria. A família pede uma indenização de R$ 1,2 milhão por danos materiais e afirma que o crime foi facilitado por uma falha grave no controle de acesso ao edifício. Thiago foi baleado no peito dentro da loja de celulares da família, no 10º andar do prédio, na Avenida Conselheiro Nébias, no bairro Encruzilhada, em 1º de fevereiro de 2023. O irmão dele, Gustavo Varvello Nasser, também foi atingido por um disparo na virilha, mas sobreviveu. Em nota, o Condomínio Edifício Legacy Tower informou que já apresentou defesa na ação e confia no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A empresa Mazzini Administração e Empreitas Ltda., por sua vez, contestou qualquer responsabilidade pelo latrocínio (veja os posicionamentos adiante). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Visitante sem identificação A ação foi movida pela mãe de Thiago, Patrícia Azevedo Varvello, e pelo irmão dele, Gustavo. Segundo a petição, os irmãos atendiam apenas com hora marcada e haviam agendado o encontro com um homem que se mostrou interessado em comprar um aparelho celular. Ainda de acordo com o documento, o visitante tentou entrar no prédio sem apresentar documento e forneceu um CPF inválido por três vezes. Com isso, ainda segundo a ação, não foi possível concluir o cadastro nem registrar uma fotografia dele no sistema da portaria. De acordo com a família, mesmo sem a identificação completa, a recepcionista autorizou a entrada após ligar para a sala onde estavam os irmãos. Em depoimento às autoridades, a funcionária afirmou que "constou CPF inválido" e que "não foi possível cadastrar seus dados, nem tirar a foto dele". Mãe de dono de loja de importados morto durante assalto, em Santos, diz que criminoso havia agendado para comprar iPhone 14 Ted Sartori/g1 e Reprodução/Instagram Para o advogado da família, Fabrício Sicchierolli Posocco, a entrada do visitante contrariou as regras internas do condomínio, que determinavam a identificação antes da liberação do acesso. A petição citou o regimento interno e apontou que o ingresso de visitantes dependia da autorização do morador e da identificação da pessoa. A defesa também alegou que a autorização dada por Thiago para a entrada não afastava a obrigação da portaria de cumprir os protocolos de segurança. Segundo o advogado, a ausência de uma barreira de controle permitiu que o suspeito chegasse até a sala dos irmãos e cometesse o crime. “Uma vez na sala, sem qualquer obstáculo de segurança que pudesse ter sido imposto pela portaria, o agressor acabou agindo com intuito de realizar o roubo de aparelho de telefone celular e efetuou disparos de arma de fogo, resultando na morte brutal de Thiago e em lesões gravíssimas em Gustavo”, ressaltou Posocco. A defesa acrescentou que, após o crime, o suspeito deixou o edifício sem ser abordado pelos funcionários da portaria, passando "por 'debaixo da catraca de segurança'". Indenização Além de responsabilizar o condomínio e a empresa de portaria Mazzini Administração e Empreitas Ltda. pela falha no controle de acesso, a família pede indenização pelos danos provocados pelo crime. Patrícia pede R$ 300 mil por danos morais pela morte do filho, e uma pensão mensal equivalente a dois terços de um salário mínimo, calculada em R$ 1.080,66 na petição, desde a data da morte até quando Thiago completaria 76 anos. Segundo a ação, Thiago era sócio da empresa da família, solteiro e morava com a mãe. A família alega que ele contribuía para o sustento do lar e que a perda dessa renda deve ser indenizada. O pedido de pensão corresponde a R$ 687.304,00, considerando o período indicado na ação. Já Gustavo pede R$ 300 mil por danos morais pelo trauma de ter sido baleado e de ter presenciado a morte do irmão. Ao todo, o valor atribuído à causa é de R$ 1.287.304,00. Uma pessoa morreu e outra ficou ferida ao serem baleadas durante assalto em prédio comercial em Santos (SP) Alexsander Ferraz/A Tribuna Jornal Condomínio e empresa Em nota, o Condomínio Edifício Legacy Tower informou que o crime ocorreu dentro de uma sala comercial privada e foi praticado por um terceiro, após a própria vítima autorizar a entrada do agressor pela recepção. O condomínio afirmou que não houve falha de sua parte e alegou que não há previsão de responsabilidade por atos ocorridos dentro de unidades autônomas. Também por meio de nota, a Mazzini Administração e Empreitas Ltda. afirmou que prestava apenas serviços de recepção e asseio no condomínio, sem atribuições de vigilância ou segurança, e que a entrada do agressor foi autorizada pela própria vítima após ser informada sobre a falta de documento. A companhia também afirmou que colaborou com as investigações e que a funcionária seguiu os procedimentos ao alertar o condômino sobre a irregularidade. Condenações Quatro pessoas foram apontadas pela Polícia Civil como envolvidas no latrocínio. Alexsandro Alves de Souza e Ricardo Jorge Gomes foram condenados a 29 anos e dois meses de prisão. Alexsandro morreu em 2025, durante um confronto com policiais em Santos (SP), e Ricardo permanece preso. Matheus Quintino, apontado como o atirador, morreu em dezembro de 2023 ao tentar assaltar policiais de folga. Além dos três, Aline Aparecida Mota foi condenada a 16 anos por participação de menor importância. Segundo a investigação, ela emprestou a moto usada por Matheus no crime e depois teria registrado um boletim de ocorrência falso para alegar o furto do veículo. Ricardo, Alexsandro e Aline foram condenados pelo envolvimento no latrocínio em Santos. Reprodução VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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