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    Famílias de detentas relatam dificuldades para se comunicar com penitenciária onde está Deolane Bezerra

    há 19 horas

    Complexo Penal de Tupi Paulista (SP) Gustavo Luz/TV TEM Diversas famílias entraram em contato com o g1 após não conseguirem contato com a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP). A unidade conta com ao menos 12 números diferentes de telefone com o código 018 de Discagem Direta à Distância (DDD) e eles não funcionam. De acordo com o relato de mães, irmãs, sogras e demais parentes, há mais de um mês as famílias não conseguem ligar para os contatos da penitenciária para confirmar informações a respeito das detentas. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) diz que a situação ocorreu devido a oscilações elétricas e aos impactos das recentes tempestades na rede da operadora local. Veja nota completa abaixo. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O local é o mesmo onde a influenciadora Deolane Bezerra está presa desde maio deste ano, pela Operação Vérnix, que apura um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Por ser advogada, Deolane está em uma cela especial, diferente das demais detentas. LEIA TAMBÉM: Conheça a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, destino de Deolane Bezerra após prisão Café às 7h, banho de sol e refeições feitas pelas presas: como é a rotina no presídio de Deolane Presa em SP, Deolane tem acesso a batom, esmalte e chapinha; entenda as regras da cadeia Veja os vídeos que estão em alta no g1 A família de Campinas (SP) tentou ligar na maioria dos números listados como da unidade desde 4 de setembro deste ano, mas sem sucesso. O relato da irmã de uma das detentas informou que isso já aconteceu outras vezes, ficando mais tempo sem sinal do que com conexão, sem prazo para restabelecer. “Várias vezes, muito raro quando conseguimos contato, e, nas poucas vezes que conseguimos contato, não é muito bem feito por parte deles. Sempre com falta de empatia, somente no automático mesmo”, lamenta. Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no oeste paulista Reprodução/Delolane Bezerra/Instagram - Divulgação/SAP Motivos para tentar as ligações Os motivos do contato da família com a unidade prisional são para confirmar vários assuntos, como a renovação da carteirinha para visitação, documentação e a situação da reeducada, segundo os relatos. “No meu caso, a minha familiar que se encontra lá no presídio estava precisando de atendimento médico e só ficamos sabendo por meio de uma carta que ela nos enviou depois de um mês. Foi aí que acionamos a advogada para intervir e, mesmo assim, foi por meio de um e-mail para fazer o pedido de atendimento, porque os telefones estavam sem conexão e sem respostas nenhuma.” A irmã da detenta reforça a sensação de não conseguir contato: “Sentimento de impotência, injustiça, e inevitavelmente vêm milhares de pensamentos ruins referentes aos nossos familiares.” Em outro caso, a família de Iguape, no litoral sul de São Paulo, reforçou na última terça-feira (6) que não conseguia contato com a mulher presa desde o início de setembro. “O nosso sentimento como família é de desespero, até porque nós quase não temos contato e ainda acontece isso... Pelo tempo que minha irmã está, nunca tinha acontecido. Ocorreu de ficar um dia só, mas estamos há mais de um mês sem conseguir falar com a penitenciária.” CONFIRA TAMBÉM: Passageiros são presos com malas cheias de cigarros e drogas em ônibus em Presidente Epitácio Polícia Civil investiga perfil falso usado para atacar adolescente no interior de SP Polícia Civil cumpre mandado em ação contra o armazenamento de conteúdo sexual infantojuvenil em Adamantina Distância e falta de contato A detenta está há um ano e meio na unidade de Tupi Paulista, e as ligações eram uma forma de a família ter notícias dela, já que a cidade litorânea fica a quase 900 km de distância e leva mais de 10h para chegar na cidade do Oeste Paulista. “Eu ligava pra lá pra ter notícias se tinha acontecido algo e nem isso eu tô conseguindo. Minha irmã tá mandando carta perguntando se aconteceu algo; ela mesma está desesperada lá dentro…”, lamenta. Em outro caso, uma moradora de São Paulo está preocupada com a nora presa, por não ter notícias no mesmo período. Segundo a mulher, a dificuldade de contato já aconteceu outras vezes, mas a situação atual seria anormal. “Está deixando todos ainda mais preocupados pela falta de comunicação. O telefone funciona um dia e outros 30 dias não funciona", descreve. Outros canais de atendimento Não é a primeira vez que parentes relatam dificuldades para contato por telefone com a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP). Em 11 de setembro deste ano, a TV TEM já havia questionado a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) sobre o problema. Em nota, na época, a SAP afirmou que as linhas telefônicas da unidade apresentavam instabilidade em decorrência de falhas em equipamentos externos. Os reparos já estavam sendo realizados pelo setor técnico competente. O g1 pediu novamente um posicionamento à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Em nota enviada na terça-feira (6), a Polícia Penal do Estado de São Paulo informou que os canais de atendimento digital da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista permaneciam ativos e operantes. Conforme a nota, o sistema de telefonia foi restabelecido em 11 de setembro após substituição de equipamentos, mas sofreu nova interrupção em 2 de outubro. A situação ocorreu devido a oscilações elétricas e aos impactos das recentes tempestades na rede da operadora local. Ainda conforme a nota, a operadora responsável atuava para a conclusão dos reparos na linha física. O prazo para que a situação com as linhas telefônicas fosse restabelecida não foi informado. A SAP orientou que os atendimentos aos familiares e ao público externo estavam sendo feitos por WhatsApp automatizado, no número (18) 3851-9628, e por e-mail: pftupi@sp.gov.br. Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP) SAP/Arquivo Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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