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    Flávio Bolsonaro diz ser alvo de 'perseguição desproporcional' e reclama de vazamento de notas emitidas para empresa ligada ao Master

    11 hours ago

    Flávio Bolsonaro Reprodução/Youtube O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) abriu uma live nesta quinta-feira (23), algumas horas depois de publicar um vídeo pedindo desculpas e solicitando a ajuda da ex-primeira-dama na sua campanha. Michele respondeu o recado. Durante a transmissão, Flávio não tocou no assunto. Ele aproveitou o espaço para afirmar que é alvo de acusações falsas e de perseguição política por causa de sua pré-candidatura à Presidência. “Eu advogo, inventam alguma coisa para tentar me atacar, como se houvesse algo de ilegal na minha advocacia. Tem um investimento privado em um filme e, daqui a pouco, transformam isso em algo ilegal”, disse o parlamentar. A declaração ocorre em um momento de crise na pré-campanha do pré-candidato após a divulgação de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O senador pediu recursos ao empresário para financiar o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, nesta semana, foi revelado que o escritório de advocacia do senador emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil para uma empresa que recebeu repasses do Banco Master. Segundo Flávio, tanto sua atuação profissional quanto investimentos privados ligados a ele vêm sendo apresentados de forma a prejudicar sua candidatura. A empresa tinha como diretor um gestor da administradora de fundos Trustee DTVM, Artur Figueiredo. A Trustee e Artur Figueiredo são citados nas investigações do caso Master, sob suspeita de participação nas fraudes financeiras do banco. As notas foram emitidas pelo escritório de Flávio para a empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria no dia 7 de abril de 2025 e foram canceladas no mesmo dia. Em uma publicação nas redes sociais, o senador afirma que não quis prestar serviços advocatícios para a empresa. Aceno aos "injustiçados" Ao final da live, Flávio se dirigiu aos "injustiçados que estão sendo perseguidos" e às "famílias que estão espalhadas pelo mundo com medo de voltarem" para o Brasil. Um dos nomes citados por ele foi o de Paulo Figueiredo, youtuber que, no final de junho, disse em transmissão ao vivo que as mulheres "votam muito mal", especialmente as solteiras. A fala de Figueiredo foi uma reação ao vídeo em que a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, disse ter sido maltratada e humilhada por Flávio. Na época, a equipe de Flávio divulgou uma nota afirmando que o senador disse repudiar as falas de Figueiredo sobre mulheres e esclareceu que o aliado não fazia parte de sua pré-campanha. “Quero repudiar veementemente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Foi completamente equivocado. Ele não faz parte da nossa campanha”, disse Flávio, segundo a assessoria do pré-candidato. Segundo a nota, divulgada seis dias após a fala de Paulo Figueiredo, o senador deu as declarações durante uma reunião, em Brasília, com lideranças femininas do PL em 20 estados. Tal pai, tal filho O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem incorporado à pré-campanha elementos característicos da comunicação do pai. Além de promover lives semanais, Flávio costuma aparecer diante de uma bandeira do Brasil e, nesta edição, usava uma camisa da seleção brasileira, recurso recorrente nas transmissões do ex-presidente. Ainda, na live, ele replicou outro comportamento do pai. "Vou fazer com o presidente Bolsonaro fazia aqui mostrar algumas matérias pra vocês absurdas. Eu tenho que atrair alguns assuntos aqui, porque na grande mídia você não ouve". "Não caiam na narrativa da grande imprensa. Vão tentar me despedir de tudo quanto é jeito, me atacar com mentira, distorcendo os fatos, potencializando um monte de acusação mentirosa. Já fizeram isso com o meu pai com Bolsonaro vão querer fazer comigo também", afirmou. Vídeo de desculpas Flávio publicou um vídeo pedindo desculpas a Michelle nesta quinta-feira (23). A postagem acontece a poucos dias da convenção nacional partidária do PL, marcada para este sábado (25) em São Paulo. Flávio, que enfrenta resistência da federação do União-PP e do Republicanos a nível nacional, ainda não anunciou quem será seu vice. “Michelle, renovo aqui o convite para caminharmos juntos na missão de defender o Brasil e honrar. O nosso maior líder, que é Jair Messias Bolsonaro, que enfrenta um momento extremamente difícil que exige de todos nós, desprendimento, humildade, coragem e espírito de união para honrar o seu legado. Eu tenho a convicção que a gente compartilha do mesmo objetivo, trabalhar por um Brasil mais seguro, próspero e cheio de esperança. As portas estão abertas”, disse Flávio Bolsonaro em vídeo nas redes sociais. Na mesma noite, Michelle Bolsonaro (PL) publicou um recado em que agradece o pedido de desculpas do senador. A ex-primeira-dama falou para os dois sentarem para "ajustar os detalhes" da reconciliação. Em vídeo, Flávio Bolsonaro pede reaproximação de Michelle: 'As portas estão abertas' Ação Articulada O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao g1 que a ex-primeira-dama aguardava um pedido público de Flávio para voltar a participar da campanha presidencial. Segundo ele, essa era uma condição colocada por Michelle nas conversas que os dois vêm mantendo nas últimas semanas. Valdemar disse que agora espera uma resposta da ex-primeira-dama. "Estamos na esperança de ela responder", declarou o dirigente. De acordo com o presidente da sigla, Michelle quer ajudar a campanha e não pretende prolongar a disputa interna. Ao mesmo tempo, ele reconhece que a ausência da ex-primeira-dama tem impacto na candidatura do senador. Flávio lida com um momento de crise na pré-campanha. A fala dele atacando as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira (21) repercutiu entre aliados, que o alertaram sobre a possibilidade de perder votos de eleitores independentes com o discurso. Além disso, veio à tona a informação de que o escritório de advocacia do senador emitiu duas notas fiscais, no valor de R$ 500 mil cada, para uma empresa que recebeu repasses do Banco Master. Em uma publicação nas redes sociais, o senador afirma que não quis prestar serviços advocatícios para a empresa e que as notas foram canceladas. "Eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por [Daniel] Vorcaro para fazer pagamentos a algumas pessoas. Não foi o meu caso. Estou tendo que explicar por que eu não recebi o dinheiro dessa empresa." Desentendimento Há quase 1 mês, a ex-primeira-dama divulgou vídeos em suas redes sociais em que diz ter sido maltratada e humilhada por Flávio. Nos vídeos, publicados na noite de 24 de junho, Michelle expôs uma briga com Flávio e diz que eles não se falavam desde o fim de 2025. A discussão dos dois envolve a disputa pelo palanque do PL no Ceará, em que o partido tentou se aliar com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) -- apoio criticado por Michelle. "Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele", afirmou a ex-primeira-dama. "Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço", continuou. Na época, Flávio citou o casamento de 16 anos e o fato de ser pai de duas filhas maravilhosas para afirmar que "nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai". O senador afirmou que a família Bolsonaro "está passando por um momento difícil" e que entende a angústia de Michelle ao ver Jair "todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça". Flávio afirmou que agendou uma reunião com lideranças femininas para o dia 1º de julho, em Brasília, e que havia convidado Michelle -- que não esteve presente. No vídeo publicado nesta quinta-feira, Flávio disse que, como ele e Michelle são pessoas públicas, seus "momentos que causaram desconforto" são "explorados" por "opositores". Afirmou que nunca teve a intenção de desrespeitar ninguém, e pediu que seus apoiadores "olhem para frente neste momento".
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