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    Funcionária de hospital é investigada por golpes de empréstimos contra colegas de trabalho em Divinópolis

    há 19 horas

    Uma mulher de 31 anos é investigada por estelionato após fazer empréstimos em nome de colegas de trabalho de um hospital de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A investigação foi confirmada pela Polícia Civil ao g1 nesta quinta-feira (24). A suspeita não foi presa. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM), uma funcionária do hospital descobriu a contratação de dois empréstimos não reconhecidos, que somam R$ 23.744, através de uma conta bancária dela. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Após a contratação do empréstimo, o dinheiro foi destinado à conta da suspeita. Os golpes teriam ocorrido entre 17 de agosto e 22 de setembro. O boletim aponta ainda que a suspeita teria feito outras vítimas no local de trabalho e que existem outros registros envolvendo o nome dela. Ao g1, uma das vítimas, que não quis se identificar, a suspeita teria solicitado os dados bancários da vítima sob a justificativa de que precisava receber um pagamento. A mulher informou que repassou os dados e, posteriormente, descobriu que o dinheiro havia sido retirado e destinado para uma conta bancária da colega, conforme o extrato. Agora no g1 'Eu nunca fiz empréstimo', diz vítima Ainda ao g1, a vítima afirmou que só percebeu o problema quando viu um débito de empréstimo na conta, procurou o banco e foi informada sobre os contratos. Segundo ela, foi necessário buscar orientação jurídica para entender a origem das dívidas. “Eu nunca fiz empréstimo. Levei ao advogado e vimos que os empréstimos estavam no meu nome e CPF e que as transferências também tinham sido feitas para as contas dela.” Colega teria pedido dados bancários Segundo a vítima, a suspeita trabalhava como camareira no hospital, enquanto ela exercia a função de auxiliar de limpeza. As duas se conheciam havia cerca de cinco meses. A vítima contou que não desconfiou da colega porque, no convívio profissional, ela mantinha uma relação considerada próxima com os funcionários. “Ela era camareira e eu sou auxiliar de limpeza. Tinha uns cinco meses. Ninguém nunca estranhou. Ela era carinhosa, amorosa, abraçava a todos, era muito gentil”, disse. Ainda segundo a vítima, a colega teria apresentado uma justificativa para pedir que ela utilizasse a própria conta bancária. A explicação, conforme o relato, era de que o banco utilizado pela suspeita estaria em greve e que ela precisava fazer uma movimentação para receber um dinheiro ao pai. “Ela disse que precisava usar o meu banco porque o banco dela estava em greve. O motivo era o mesmo: mandar dinheiro para o pai”. LEIA TAMBÉM: Funcionário de UPA é afastado após denúncia de assédio sexual Dois são condenados por morte e estupro de jovem de 18 anos Outras pessoas também teriam sido vítimas A vítima afirmou que tomou conhecimento de outros casos envolvendo colegas. Segundo ela, pelo menos seis pessoas teriam sido prejudicadas. O boletim informa que outras pessoas do mesmo ambiente profissional teriam sido vítimas. O documento também registra que a suspeita teria histórico de outros registros de estelionato. Entre os valores que ela afirma ter tomado conhecimento estão empréstimos de aproximadamente R$ 25 mil, R$ 23 mil, R$ 8 mil e R$ 5 mil. Esses valores e o número total de vítimas, no entanto, não aparecem discriminados no boletim de ocorrência e também, não foram informados pela Polícia Civil, portanto, ainda dependem de confirmação pela investigação. A suspeita teria trabalhado no mesmo ambiente das vítimas, o que, segundo a entrevistada, teria facilitado a criação de uma relação de confiança antes das movimentações financeiras. Investigação A ocorrência foi registrada em 22 de setembro. O caso foi classificado pela Polícia Militar como estelionato consumado, com uso de transferência de valores por meio eletrônico. Segundo a Polícia Civil, a investigação vai apurar como os empréstimos foram contratados, de que maneira os dados bancários da vítima foram utilizados e o destino dos valores. Também deverá esclarecer a existência de outras possíveis vítimas e o eventual envolvimento da suspeita em outros casos. O g1 entrou em contato com o hospital para saber se gostaria de comentar o caso, mas não havia obtido retorno até a última atualização da reportagem. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
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