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    Funcionária filmada nua no banheiro pelo patrão diz ter sofrido crise de pânico ao descobrir os vídeos no celular dele

    15 hours ago

    Mulher encontrou vídeos dela no banheiro no celular do patrão. Arquivo pessoal A funcionária de uma imobiliária de Santa Juliana, no Alto Paranaíba, de 26 anos, que descobriu que foi filmada nua no banheiro do trabalho pelo patrão, o empresário Hélio Borges Júnior, de 53 anos, relatou ter desenvolvido crises de pânico e ter iniciado acompanhamento psicológico devido ao ocorrido. O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) em 29 de junho e é investigado como importunação sexual e registro não autorizado da intimidade sexual. A vítima, que não trabalha mais na imobiliária, teve o nome omitido para preservar a identidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no Segundo a mulher, a descoberta ocorreu de forma inesperada enquanto ela utilizava o celular pessoal do empresário para pagar uma marmita. Hélio havia deixado o aparelho com ela e saído para fumar. LEIA MAIS: Patrão que filmou funcionária nua já foi denunciado por outras três mulheres em MG Ao esbarrar em uma tecla sem querer e ver as abas abertas no aparelho, ela afirmou ter encontrado uma pasta com fotos e vídeos em que aparecia nua. “Eu esbarrei naquela opção de mostrar as abas do celular e a segunda aba era de fotos e eu vi que eram fotos que eu aparecia nua”, contou. A mulher afirmou que as imagens haviam sido feitas enquanto ela utilizava o banheiro da imobiliária. “Eu não trocava de roupa. Eu apenas ia ao banheiro fazer minhas necessidades e era quando ele se aproveitava para fazer as imagens”, relatou. O g1 entrou em contato com o advogado de Hélio, Cássio Ernani Costa, para pedir um posicionamento sobre o caso, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que o caso está sob segredo de justiça e por isso não é possível repassar mais informações sobre o ocorrido. O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que não havia sido acionado sobre o caso. No entanto, diante da repercussão e da gravidade dos fatos, a Procuradoria Regional do Trabalho decidiu abrir um procedimento investigativo. O órgão esclareceu ainda que não há prazo específico para o início das apurações, já que recebe denúncias relacionadas a diferentes tipos de violações trabalhistas. 'Comecei a chorar' Segundo a vítima, ao perceber o conteúdo, ela fotografou a tela do celular do ex-patrão usando o próprio aparelho. Em seguida, deixou a imobiliária. “Eu peguei meu celular, tirei uma foto do celular dele e saí lá para fora e comecei a chorar. Eu fiquei com medo de confrontar ele”, afirmou. Desesperada, a mulher saiu da imobiliária e se aproximou de uma obra na região. Segundo ela, um pedreiro percebeu que estava chorando e a orientou a chamar a polícia. Enquanto aguardava do lado de fora da imobiliária, ela enviou uma mensagem ao ex-namorado, que a orientou a ir até o quartel da Polícia Militar (PM). No entanto, antes de procurar a PM, a mulher voltou à imobiliária para pegar as chaves e decidiu confrontar o ex-patrão. Segundo ela, durante a discussão, o homem deu um tapa no rosto dela. A mulher reagiu, e os dois lutaram. Durante a confusão, o ex-namorado chegou ao local e separou a briga. “Ele não queria brigar com homem, queria era bater em mim”, afirmou. Conforme o boletim de ocorrência, os envolvidos foram encaminhados para atendimento médico e, posteriormente, levados à Delegacia de Polícia Civil. Seis celulares foram apreendidos A mulher contou que conseguiu pegar os celulares do ex-patrão e entregá-los à polícia. Segundo o boletim de ocorrência, seis celulares foram apreendidos e encaminhados para investigação. Ainda conforme o registro policial, durante o depoimento, o empresário admitiu que havia escondido um celular no banheiro para fazer gravações. Ele afirmou, porém, que não divulgou as imagens e negou ter praticado outros atos contra a ex-funcionária. Ex-funcionária também encontrou fotos de suas redes sociais no celular do ex-patrão Arquivo Pessoal Como tudo começou A mulher contou que já havia trabalhado na imobiliária em 2024 por cerca de um ano e que, naquele período, não havia percebido comportamento que considerasse inadequado por parte do empresário. Ela deixou a empresa em agosto de 2025 para ajudar o irmão e a cunhada após o nascimento do sobrinho. Cerca de dois meses depois, recebeu uma nova proposta para retornar ao trabalho e aceitou. Foi durante esse segundo período, segundo ela, que o comportamento do empresário começou a mudar. A ex-funcionária afirmou que Hélio passou a tentar estabelecer uma relação de amizade, embora ela insistisse em manter apenas uma relação profissional. Segundo ela, ele também passou a pedir que o acompanhasse em atividades relacionadas ao trabalho que anteriormente realizava sozinho. “Todo trabalho que ele poderia fazer sozinho, ele passou a querer que eu fosse. Por exemplo, para fazer a avaliação de um imóvel. Então ele me fazia ir no carro junto com ele para fazer vistoria e na volta eu ainda tinha que acompanhá-lo no supermercado, por exemplo. Em outras vezes ele passou a me usar de psicóloga, mas eu insistia em me manter estritamente profissional”, contou. A mulher disse que chegou a pensar em procurar outro emprego, mas continuou na imobiliária porque era responsável pelo sustento da casa. 'Eles tomavam um susto' Segundo a vítima, como ela ficava sozinha com o patrão na imobiliária, um outro funcionário passou a permanecer diariamente no estabelecimento, mesmo quando não havia necessidade. A ex-funcionária também relatou mudanças no espaço físico da imobiliária. Ela passou a trabalhar em uma mesa de costas para Hélio e para o outro funcionário, que ficavam sentados em um sofá. “Era muito desconfortável. Eles ficavam ali sentados durante todo o expediente dando gargalhadas e mexendo no celular”, relembrou. Foi nesse período que ela começou a desconfiar de alguns comportamentos. “Eu comecei a notar que quando eu entrava na sala eles tomavam um susto, como se estivessem vendo algo impróprio no celular, porém eu ainda não havia desconfiado de nada”, relatou. A desconfiança aumentou quando ela percebeu que o empresário acessava seu perfil no TikTok e acompanhava vídeos pessoais publicados por ela. “Foi então que ele começou a acessar meu perfil e ver meus vídeos pessoais. Passei a ficar com um pé atrás”, disse. Print de quando ex-funcionária percebeu que ex-patrão acessava suas redes sociais Arquivo Pessoal LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Motociclista bate em caminhonete e fica ferido VÍDEO: Fechada no trânsito termina com motorista esfaqueado nas costas VÍDEO: Motociclista fica ferido ao bater na traseira de carretinha Crises de pânico e mudança de cidade Depois de denunciar o ocorrido, a mulher afirmou que passou a fazer acompanhamento psicológico e terapia. Ela também decidiu deixar Santa Juliana por medo de encontrar novamente o ex-patrão. “Eu me mudei de cidade porque fiquei com medo”, afirmou. Segundo ela, outras mulheres que já trabalharam com o empresário também a procuraram para relatar situações de assédio envolvendo Hélio, inclusive relacionados a suspeitas de estupro tentado e assédio. A mulher também afirmou que, depois da denúncia, o advogado do empresário chegou a propor um acordo. “Depois disso, o pai do Hélio chegou a me oferecer dinheiro para que eu parasse de falar sobre o assunto e eu apenas o respondi dizendo que meu silêncio não se compra”, declarou. Ela decidiu tornar o relato público, segundo contou, por medo de que outras mulheres passem por situações semelhantes. “Eu decidi falar porque, se eu me calar, ele poderia fazer isso com outra pessoa e eu quero que isso acabe por aqui”, finalizou. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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