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    Haddad promete mudar uso de plataformas digitais nas escolas de SP: 'Esse terror vai acabar'

    13 hours ago

    Fernando Haddad Reprodução O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) prometeu neste sábado (22) mudar, já no primeiro dia de uma eventual gestão, o modelo de uso de plataformas digitais nas escolas estaduais e realizar novos concursos para professores. Durante o lançamento do plano de sua campanha para a educação, Haddad criticou a política adotada pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou que os docentes estão sendo pressionados a usar conteúdos padronizados e se sentem "desprestigiados" e "vigiados". "Aquilo ali não vai resolver nada a educação. [...] Você está fazendo uma plataformização contra o professor", afirmou Haddad, ao falar sobre as ferramentas digitais adotadas pela Secretaria da Educação. "Posso te assegurar que isso vai mudar no primeiro dia. Vai vir um alívio enorme em janeiro para o magistério paulista", completou. O candidato também prometeu realizar novos concursos públicos para professores e criar uma carreira que dê aos docentes "perspectiva de futuro". Segundo Haddad, as seleções devem avaliar, além do conhecimento, a didática dos candidatos, que depois passariam por estágio probatório e avaliação. Ao falar sobre a relação entre o governo estadual e os profissionais da educação, Haddad afirmou que uma das primeiras medidas de sua eventual gestão seria conversar com quem está nas salas de aula. "Esse terror vai acabar. Nós vamos dar as mãos. Eu quero o compromisso de todo mundo de que nós vamos recuperar esse estado. Nós vamos fazer isso juntos", disse. "Não é o Estado contra vocês. É o Estado com vocês, por vocês. É assim que nós vamos reconstruir a rede pública de São Paulo", completou. Haddad sobre escolas cívico militares: “Não acredito nesse modelo" Marina critica modelo de tecnologia de SP A candidata ao Senado Marina Silva (Rede), que participou do lançamento ao lado de Haddad, também criticou o modelo adotado na rede estadual e defendeu maior autonomia pedagógica para os professores. Segundo Marina, o professor não pode ser tratado "quase como um objeto" e precisa ter liberdade para usar sua formação e experiência na relação com os alunos. "A tecnologia deve estar a serviço do conhecimento, a serviço dos professores, a serviço dos alunos", afirmou. "Não [pode ser] como se nós é que estivéssemos a serviço da tecnologia." Tebet e Alckmin Também candidata ao Senado, Simone Tebet (MDB) usou sua participação no evento para destacar a trajetória de Haddad como ministro da Educação. Ela citou a criação do Ideb, o ProUni, mudanças no Fies, o piso nacional dos professores e o Fundeb. "É muito fácil em campanha eleitoral, todos os candidatos falam que educação é prioridade. [...] Nós não prometemos. Nós já fizemos", afirmou Tebet. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), por sua vez, criticou a posição de São Paulo no Ideb e afirmou que uma eventual gestão Haddad teria como objetivo recuperar a liderança do estado no indicador. "São Paulo vai voltar a ser o primeiro do Ideb", afirmou Alckmin.
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