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    Homem é preso no Rio suspeito de chefiar quadrilha que traficava brasileiros para aplicar golpes na Ásia

    11 hours ago

    Homem é preso no Rio suspeito de chefiar quadrilha que traficava brasileiros para aplicar golpes na Ásia A Polícia Civil prendeu um homem apontado como integrante de uma quadrilha que atrai brasileiros para trabalhar em países do Sudeste Asiático. Segundo as investigações, as vítimas são recrutadas com falsas promessas de emprego e, ao chegar ao exterior, acabam obrigadas a participar de golpes virtuais. Sandro Serra Araújo, de 39 anos, foi preso em Realengo, na Zona Oeste do Rio, na terça-feira (25). Ele estava foragido e é suspeito de comandar uma quadrilha de tráfico internacional de pessoas. Para a polícia, ele seria responsável pela captação de vítimas no Rio de Janeiro. "A informação que eu tenho é que ele seria o cabeça, seria o responsável pela captação de pessoas na localidade aqui do Rio de Janeiro", afirmou o delegado Luiz Jorge Rodrigues, da 34ª DP. O Ministério das Relações Exteriores já havia alertado, no ano passado, que o Sudeste Asiático se tornou o principal foco do tráfico de cidadãos brasileiros. De acordo com o Itamaraty, as vítimas são recrutadas principalmente pelas redes sociais, com ofertas falsas de trabalho em call centers ou empresas de tecnologia. Homem é preso no Rio suspeito de chefiar quadrilha que traficava brasileiros para aplicar golpes na Ásia Reprodução/TV Globo As propostas envolvem países como Camboja, Tailândia, Mianmar e Laos. Segundo o governo brasileiro, depois de chegarem ao exterior, os brasileiros são explorados e forçados a praticar fraudes. Homem foi para o Laos acreditando em vaga de call center Um homem do Rio de Janeiro está entre os presos no Laos. Ele viajou para o Sudeste Asiático no fim do ano passado depois de aceitar uma dessas propostas. O pai, que pediu para não ser identificado, contou que o jovem acreditou que receberia cerca de US$ 2 mil por mês, além de comissões. Na época, ele tinha uma dívida de aproximadamente R$ 20 mil no Brasil e viu na oferta uma oportunidade de mudar de vida. "De início ofereceram para ele uma proposta de call center. Ele tinha uma dívida aqui de 20 mil e falou: 'Vou mudar de vida. Chegar lá, pago logo esse valor que eu devo'. Mas chegando lá não era nada disso, não era o emprego legal", contou o pai. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Nos primeiros meses, os contatos da família com o jovem pareciam normais. Com o tempo, porém, ele começou a relatar dificuldades para deixar o trabalho e passou a demonstrar medo durante as conversas. Em julho, a família descobriu que ele estava entre os 26 brasileiros presos durante uma operação no Laos contra uma rede de golpes virtuais. O pai afirma que percebeu pelas ligações que o filho estava sendo coagido. "A gente percebia pelas ligações, certas perguntas. Via que ele estava sendo coagido por alguém. Não eram falas espontâneas. Sempre ele estava falando e olhando para os lados." Segundo o relato, após a prisão, os brasileiros teriam passado 14 dias em um local que o pai descreveu como um "buraco". Depois, já no sistema prisional, teriam relatado agressões e choques elétricos. A família também afirma que está sendo cobrada em cerca de R$ 18 mil para que os brasileiros sejam libertados. "Estão cobrando de nós 18 mil. Nós não temos condições de pagar 18 mil para que eles possam ser soltos." O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso desde julho. A Embaixada do Brasil em Bangkok, responsável também pelo atendimento consular no Laos, mantém contato com os brasileiros detidos e com seus familiares. Segundo o Itamaraty, os brasileiros recebem assistência consular e as famílias são orientadas sobre os procedimentos necessários para o retorno ao Brasil. O pai espera que haja uma intervenção para ajudar os brasileiros. "A expectativa, já que está funcionando dessa forma, é arrumar o dinheiro, mas, pelo que eu vejo, teria que ter intervenção." "É um caso mundial de sofrimento, de espancamento, torturas." Polícia investiga ligação com quadrilha presa no Rio A Polícia Civil investiga agora se há ligação entre Sandro Serra Araújo e os brasileiros que foram atraídos para o Laos com falsas propostas de trabalho. O delegado Luiz Jorge Rodrigues fez um alerta para quem recebe ofertas de emprego no exterior pelas redes sociais. "Quando tem umas propostas muito facilitadas, pesquisem. Pesquisem quem é a pessoa que está te chamando. Vai nas redes sociais, vai na polícia, comunique com seus pais. Mas não vacile, porque a arapuca é grande." A polícia informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema. O RJ1 não conseguiu contato com a defesa de Sandro Serra Araújo.
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