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    Itapetininga e Tatuí somam 203 mil eleitores; mulheres e faixa de 40 a 44 anos lideram perfil

    16 hours ago

    Itapetininga tem 114 mil eleitores; mulheres são maioria e faixa de 40 a 44 anos concentra maior número Tribunal Superior Eleitoral/TSE Itapetininga (SP) tem 114.289 eleitores aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, 59.498 são mulheres, o equivalente a 52% do eleitorado, enquanto 54.791 são homens, ou 48%. Neste ano, as eleições definem os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro. Onde houver segundo turno para os cargos majoritários, a votação será no dia 25 de outubro. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Entre os eleitores da cidade, 46 utilizam nome social. O cadastro eleitoral também permite traçar um perfil do eleitorado a partir de idade, escolaridade, estado civil, cor ou raça e identidade de gênero. Maioria dos eleitores tem entre 40 e 44 anos A faixa etária com maior número de eleitores em Itapetininga é a de 40 a 44 anos, com 11.839 pessoas. Em seguida aparece o grupo de 45 a 49 anos, com 11.419 eleitores. LEIA TAMBÉM Maioria do eleitorado de Sorocaba é feminino, branco e tem ensino médio completo; veja o perfil Flávio Bolsonaro critica STF e diz que indicará ministros que 'respeitem a Constituição' É #FAKE que eleições de 2026 terão novo modelo de urna eletrônica Quem são os candidatos ao governo de SP nas eleições de 2026? Prazo para pedir voto em trânsito nas eleições termina neste mês Segundo o TSE, no Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas com idade entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Em Itapetininga, 185 eleitores têm 16 ou 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Já entre os maiores de 70 anos, são 10.227 eleitores. A cidade também tem 1.499 eleitores analfabetos, para os quais o voto também é facultativo. Ensino médio completo é maioria Em relação à escolaridade, a maior parcela do eleitorado concluiu o ensino médio completo. São 43.546 pessoas, o equivalente a 38,1% dos eleitores. Na sequência aparece o grupo que não concluiu o ensino fundamental, com 21.613 pessoas (18,91%). Itapetininga tem ainda 1.449 eleitores analfabetos, que correspondem a 1,31% do eleitorado. Confira o nível de escolaridade dos votantes em Itapetininga: Ensino médio completo: 43.546 (38,1%); Superior completo: 17.481 (15,3%); Ensino fundamental incompleto: 21.613 (18,91%); Ensino médio incompleto: 15.168 (13,27%); Superior incompleto: 6.009 (5,26%); Ensino fundamental completo: 7.032 (6,15%); Lê e escreve: 1.941 (1,7%); Analfabeto: 1.499 (1,31%). Solteiros são maioria Quanto ao estado civil, os solteiros representam 47% do eleitorado de Itapetininga. Os casados correspondem a 42%. Maioria não informou cor ou raça O TSE também disponibiliza informações sobre cor ou raça, mas a maior parte dos eleitores da cidade não informou esse dado. Ao todo, 18.817 pessoas declararam cor ou raça, o equivalente a 16,46% do eleitorado. Branca: 12.357 (65,67%); Parda: 5.287 (28,1%); Preta: 924 (4,91%); Amarela: 239 (1,27%); Indígena: 10 (0,05%). Identidade de gênero Entre os eleitores que informaram a identidade de gênero, 18.817 se identificaram como cisgêneros, o equivalente a 96,35%. Outros 607 eleitores (3,23%) preferiram não informar a identidade de gênero, enquanto 80 (0,43%) se identificaram como transgêneros. 🔎 Pessoa cisgênero é aquela que se identifica com o sexo atribuído no nascimento. Já a pessoa transgênero se identifica com um gênero diferente daquele atribuído ao nascer. Itapetininga (SP) tem 114.289 eleitores aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Divulgação/Prefeitura de Itapetininga Tatuí Tatuí (SP) tem 88 mil eleitores; mulheres são maioria e faixa de 40 a 44 anos concentra maior número Prefeitura de Tatuí/Divulgação Tatuí (SP) tem 88.875 votantes. No município, as mulheres também são maioria, 46.799, o equivalente a 53% do eleitorado, enquanto 42.076 são homens, ou 47%. O cadastro eleitoral também mostra que 32 eleitores da cidade utilizam nome social. Faixa etária Assim como em Itapetininga, a faixa etária com maior número de eleitores em Tatuí é a de 40 a 44 anos, com 9.140 pessoas. Em seguida aparece o grupo de 45 a 49 anos, com 8.926 eleitores. Escolaridade Em relação à escolaridade, a maior parcela do eleitorado de Tatuí concluiu o ensino médio. São 32.901 pessoas, o equivalente a 37,02% dos eleitores. Confira o nível de escolaridade dos votantes em Tatuí: Ensino médio completo: 32.901 (37,02%); Ensino fundamental incompleto: 16.538 (18,61%); Superior completo: 12.561 (14,13%); Ensino médio incompleto: 11.650 (13,11%); Ensino fundamental completo: 5.596 (6,3%); Superior incompleto: 4.748 (5,34%); Lê e escreve: 3.683 (4,14%); Analfabeto: 1.198 (1,35%). Solteiros são maioria Quanto ao estado civil, os solteiros representam 46% do eleitorado de Tatuí. Os casados correspondem a 43%. O TSE também disponibiliza dados sobre cor ou raça, mas apenas uma parcela dos eleitores informou essa informação. Ao todo, 13.641 pessoas declararam cor ou raça, o equivalente a 15,35% do eleitorado de Tatuí. Branca: 9.964 (73,04%); Parda: 3.030 (22,21%); Preta: 572 (4,19%); Amarela: 67 (0,49%); Indígena: 8 (0,06%). Identidade de gênero Entre os 13.641 eleitores que informaram a identidade de gênero, 13.224 se identificaram como cisgêneros, o equivalente a 96,94%. Outros 377 eleitores (2,76%) preferiram não informar a identidade de gênero, enquanto 40 (0,29%) se identificaram como transgêneros. Os dados fazem parte do perfil do eleitorado disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral e permitem conhecer as características das pessoas aptas a votar no município. Particularidades no eleitorado A socióloga Erica Regina aponta os dois municípios acompanham algumas características observadas no restante do país, mas também revelam particularidades. Segundo a especialista, o fato de as mulheres representarem a maioria do eleitorado não chega a ser uma característica exclusiva das duas cidades. "Quando olho isoladamente os dados demográficos, como gênero, idade, escolaridade e estado civil, vejo que o eleitorado acompanha uma tendência nacional. No Brasil, há cerca de 4% a mais de mulheres do que homens. Então, essa maioria feminina não é tão diferenciada, ela é bem moderada", explica. Um dado que chama atenção, segundo a socióloga, é a concentração de eleitores nas faixas de 40 a 44 anos e de 45 a 49 anos. "Os nascidos nas décadas de 1980 e 1990 passaram a representar uma parcela muito grande da população. Se somarmos as faixas de 40 a 44 anos e de 45 a 49 anos, elas representam mais de 20% do eleitorado. É uma participação bastante expressiva", afirma. Baixa escolaridade Para Érica, a escolaridade também merece atenção. Ela explica que a proporção de eleitores com ensino fundamental incompleto e de analfabetos está relacionada às características geográficas e sociais de Itapetininga. "Itapetininga é um município muito extenso territorialmente, até maior que Sorocaba em área, e isso significa que há uma população rural importante. Em regiões com essas características, é esperado encontrar níveis de escolaridade mais baixos", afirma. A especialista destaca que quase um quinto do eleitorado não concluiu o ensino fundamental. "Quando olhei os dados, vi que quase 19% dos eleitores têm ensino fundamental incompleto. Somando esse grupo aos analfabetos, chega-se a aproximadamente 20% do eleitorado com baixíssima escolaridade. É um dado que chama bastante atenção", avalia. Na avaliação da socióloga, embora os dados demográficos não permitam prever o posicionamento político do eleitorado, eles ajudam a indicar quais temas tendem a ter maior relevância durante a campanha. A predominância de mulheres no eleitorado faz com que pautas ligadas ao cotidiano ganhem ainda mais importância, por exemplo. "A saúde, o atendimento público, a segurança, principalmente nas escolas, e a educação são temas que costumam ter bastante peso, especialmente porque o eleitorado feminino está muito mais presente nesses serviços", afirma. Cabine de votação, urna eletrônica Victor Cônsoli/g1 Ela ressalta, no entanto, que essas informações não permitem concluir como os eleitores irão votar: "Não dá para prever posicionamento político apenas com esses dados. O Brasil continua bastante polarizado, então seria necessário um levantamento qualitativo para entender as opiniões desse eleitorado." A especialista observa ainda que a concentração de eleitores entre 40 e 49 anos indica que boa parte da população votante está em uma fase da vida marcada por responsabilidades profissionais e familiares. "É um grupo que geralmente acumula muitas responsabilidades. Por isso, questões como emprego, renda, custo de vida, saúde, segurança, educação dos filhos e mobilidade urbana tendem a estar muito presentes nas preocupações desse eleitorado", diz. Érica também chama atenção para a baixa participação dos adolescentes no universo de eleitores. Em Itapetininga, há 185 eleitores de 16 e 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. "Numericamente, o voto adolescente é muito pequeno e, por ser facultativo, a adesão pode ser ainda menor. De forma geral, os jovens têm demonstrado desinteresse pela política, motivado pela frustração com promessas não cumpridas, pela percepção de corrupção e pelo descrédito nas instituições. É um cenário que temos observado em pesquisas realizadas em diferentes regiões do país", aponta. Semelhança entre os municípios Ao comparar os dados de Itapetininga e Tatuí, a socióloga afirma que os dois municípios apresentam perfis bastante semelhantes. Segundo ela, isso é esperado em cidades da mesma região, que compartilham características sociais, econômicas e demográficas. "Regiões próximas tendem a ter uma semelhança muito maior, e isso realmente acontece entre Tatuí e Itapetininga. As duas cidades têm maioria feminina no eleitorado, concentração de pessoas entre 40 e 49 anos e uma população com menor nível de escolaridade", afirma. Para Érica Regina, o grau de instrução dos eleitores é o aspecto que mais chama a atenção quando comparado a outras regiões do país. "Esse é o ponto que mais se destaca. Em pesquisas que realizei recentemente em estados como Mato Grosso e Espírito Santo, observei um nível educacional mais elevado do que o encontrado nesses municípios do interior paulista", diz. A especialista atribui esse cenário, principalmente, às características territoriais de municípios como Itapetininga, que possuem extensa área rural, e ao envelhecimento da população. "Quanto mais envelhecida é a população, menor tende a ser o nível de escolaridade, sobretudo quando se observa a trajetória histórica do Brasil. A ampliação do acesso à educação básica é um fenômeno relativamente recente, consolidado a partir das décadas de 1960, 1970 e 1980. As gerações mais velhas tiveram menos oportunidades de estudo", explica. Apesar disso, a socióloga avalia que a tendência é de aumento da escolarização do eleitorado nos próximos anos, à medida que as gerações mais jovens passem a representar uma parcela maior da população apta a votar. "A expectativa é que a pirâmide etária se transforme e que o nível de escolaridade dos eleitores aumente. O desafio será entender até que ponto esse avanço na escolarização também será acompanhado por maior acesso à informação de qualidade", destaca. Para a socióloga, o aumento gradual da escolaridade do eleitorado não significa, necessariamente, que os eleitores terão acesso a informações de melhor qualidade. "A escolarização tende a aumentar e a informação está cada vez mais democrática, porque chega com facilidade pelos smartphones. Por outro lado, a qualidade dessas informações pode ser muito baixa e facilmente manipulável. A gente já observa esse fenômeno", afirma. Na avaliação da especialista, esse cenário torna o eleitor mais vulnerável à desinformação e reforça a importância do acesso a fontes confiáveis durante o período eleitoral. "O nível de escolaridade deve continuar crescendo, e essa foi a principal diferença que identifiquei ao comparar Itapetininga e Tatuí com outras regiões do país. Mas ainda é cedo para afirmar de que forma isso vai influenciar o comportamento do eleitor. Vivemos em uma sociedade altamente informatizada, em que a quantidade de informação nem sempre é acompanhada pela qualidade", conclui. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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