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    Itapetininga tem 5 pacientes com melanoma; médico explica importância do diagnóstico precoce

    23 hours ago

    Genes podem prever resposta de pacientes com melanoma à imunoterapia. Freepik Cinco pessoas continuam em tratamento contra o melanoma em Itapetininga (SP), de acordo com dados divulgados pela prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde municipal. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no estado de São Paulo, a estimativa é de que sejam registrados 2.820 novos casos de melanoma, do tipo de maior gravidade, nos próximos dois anos. Neste mesmo período, o Inca estima que o Brasil registre 9.360 casos da doença. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Em Itapetininga, segundo a administração municipal, pessoas com sintomas da doença devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após o atendimento inicial com um médico generalista, caso haja suspeita da enfermidade, o paciente é encaminhado para avaliação com um especialista, que poderá confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A prefeitura também informou que realiza ações de rastreamento e campanhas preventivas nas unidades móveis. Em julho, Maria Eduarda Cardoso Ferreira, de 25 anos, moradora de Coronel Macedo (SP), morreu devido a um melanoma em estágio avançado. LEIA TAMBÉM: Artista de Tatuí lança disco de músicas feitas com amigo que morreu aos 22 anos: 'Que ele se sinta honrado' Ceratocone: conheça causas, sintomas e tratamentos da doença na córnea que pode levar a transplante Cidades do interior de SP iniciam campanha de vacinação após alerta de sarampo na capital Maria Eduarda Cardoso Ferreira, de 25 anos, moradora de Coronel Macedo (SP), morreu devido a um melanoma em estágio avançado Arquivo pessoal/Maria Eduarda Cardoso Melanoma ou câncer de pele? O g1 conversou com o cirurgião oncologista, Vinicius de Lima Vasquez, de 55 anos, especialista em câncer de pele e de partes moles, do Hospital do Amor, em Barretos (SP). O médico, que também é professor e pesquisador, explicou que o melanoma é um tipo de câncer de pele e possui características que o diferenciam das demais formas da doença. Segundo o especialista, ele representa entre 3% e 5% dos casos de câncer de pele, mas é responsável pela maior parte das mortes relacionadas à enfermidade. “O melanoma é um dos tipos de câncer de pele, mas existem outros, como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, que são muito mais frequentes. Isso [a morte] acontece porque ele tem maior capacidade de invadir tecidos e se disseminar para outros órgãos, caso não seja diagnosticado precocemente”, apontou. O g1 conversou com Vinicius de Lima Vazquez, que é cirurgião, professor e pesquisador do Hospital de Amor Hospital do Amor/Reprodução Segundo o especialista, a doença tem origem nos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele. O melanoma pode surgir de duas formas: a partir de uma pinta já existente que passa a apresentar alterações ou como uma nova lesão na pele, situação que corresponde à maioria dos casos. “A principal causa é o dano acumulado ao DNA das células, especialmente pela exposição excessiva à radiação ultravioleta do sol ou de câmaras de bronzeamento. Entretanto, fatores genéticos e hereditários também podem contribuir”, esclareceu Vinicius. Como identificar O especialista destacou que o principal sinal de alerta é o surgimento de uma pinta ou mancha diferente das demais ou que apresente alterações ao longo do tempo. Também é importante ficar atento às lesões que apresentem as seguintes características: Crescem rapidamente; Mudam de formato ou de cor; Apresentam várias tonalidades; Coçam, sangram ou formam feridas; Têm aspecto muito diferente das outras pintas da pessoa. “Utilizamos um termo chamado de 'sinal do patinho feio', é uma pinta que chama atenção por ser diferente das demais merece avaliação médica." Melanoma é a forma mais agressiva de câncer de pele Reprodução/EPTV A comunidade médica adota uma regra simples para ajudar na identificação de sinais suspeitos de melanoma. Segundo Vinicius, o método conhecido como "ABCDE" não substitui a avaliação médica, mas auxilia na identificação de lesões que devem ser examinadas por um especialista. A – Assimetria: uma metade da lesão é diferente da outra; B – Bordas: bordas irregulares, recortadas ou mal definidas; C – Cor: presença de diferentes cores na mesma lesão, como preto, marrom, vermelho, branco ou azul; D – Diâmetro: lesões maiores que 6 milímetros merecem atenção, embora melanomas menores também possam existir; E – Evolução: talvez seja o critério mais importante. Qualquer mudança no tamanho, formato, cor ou sintomas, como sangramento ou coceira, deve motivar uma consulta. Apesar desses sinais de alerta, o médico ressaltou que nem toda pinta ou mancha na pele é cancerígena. Segundo ele, a maioria dessas lesões é benigna e pode permanecer assim ao longo de toda a vida, sem representar riscos à saúde. “O importante é observar mudanças. Uma pinta que permanece estável por muitos anos costuma oferecer baixo risco. Já uma lesão nova ou uma pinta que começa a mudar deve ser avaliada por um dermatologista”. O diagnóstico precoce do melanoma pode mudar completamente o prognóstico e o tratamento do paciente. Segundo o médico, quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de remissão. Ele ressalta que esse é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. “Quando diagnosticado ainda nas fases iniciais, antes de invadir profundamente a pele ou atingir outros órgãos, as chances de cura ultrapassam 90%, chegando a mais de 95% em muitos casos. Por outro lado, quando o diagnóstico ocorre após a disseminação da doença, o tratamento torna-se mais complexo”, completou. Metástases O médico explicou que o melanoma apresenta características biológicas que favorecem a disseminação da doença. Segundo ele, as células tumorais conseguem romper as barreiras naturais da pele, invadir os vasos linfáticos e sanguíneos e se espalhar para outras partes do organismo, atingindo órgãos e estruturas como linfonodos, pulmões, fígado, cérebro e ossos. “Além disso, essas células apresentam grande capacidade de adaptação e sobrevivência, o que explica seu comportamento mais agressivo quando comparado à maioria dos outros cânceres de pele”, disse. Ao g1, especialista informou que com o diagnóstico precoce as chances de cura ultrapassam os 90%. Getty Images via BBC Para explicar o que é a metástase, o especialista afirma que o processo ocorre quando células do tumor original se desprendem, entram na circulação linfática ou sanguínea e se espalham para outros órgãos do corpo, onde podem dar origem a novos tumores. “Ao chegarem a um novo local, essas células podem se instalar, multiplicar-se e formar novos tumores. No melanoma, o primeiro local acometido costuma ser o linfonodo mais próximo da lesão, mas a doença também pode atingir órgãos distantes”. Prevenção e público de risco Além de saber identificar uma lesão de melanoma, é importante entender como prevenir o surgimento da doença. À reportagem, o especialista apontou cuidados necessários e destacou quais são os públicos de risco. De acordo com o médico, algumas pessoas podem apresentar maior risco de desenvolver um melanoma. O público de risco inclui pessoas que: Possuem pele, olhos e cabelos claros; Sofrem queimaduras solares, principalmente na infância e adolescência; Possuem muitas pintas ou pintas atípicas; Têm histórico familiar ou pessoal de melanoma; Apresentam imunidade comprometida; Se expõem frequentemente ao sol sem proteção. A regra do ABCDE é um guia, mas a avaliação profissional é insubstituível para identificar lesões suspeitas de câncer de pele. Divulgação No entanto, o médico destacou que o melanoma pode acometer qualquer pessoa, inclusive indivíduos de pele negra. Nesses casos, a doença costuma surgir em áreas menos expostas ao sol, como as plantas dos pés, as palmas das mãos e a região sob as unhas. Grande parte dos casos de melanoma podem ser prevenidos, seguindo orientações médicas como: Evitar exposição solar intensa, principalmente entre 10h e 16h; Usar protetor solar diariamente e aplicá-lo quando necessário; Utilizar chapéus, roupas com proteção UV e óculos de sol; Evitar câmaras de bronzeamento artificial; Realizar auto exame periódico da pele; Consultar um dermatologista diante de qualquer lesão suspeita ou, para pessoas de maior risco, fazer acompanhamento regular. “Além disso, a prevenção não termina com a proteção solar. Conhecer a própria pele e procurar atendimento ao notar qualquer alteração são atitudes fundamentais para que o melanoma seja diagnosticado precocemente, quando as chances de cura são muito elevadas”, concluiu Vinicius de Lima Vasquez. Especialistas alertam a importância de utilizar protetor solar Reprodução/TV TEM Tratamento no estado de São Paulo Em nota ao g1, a A Secretaria de Estado da Saúde informou que para o tratamento oncológico, a rede estadual conta com 88 unidades da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, sendo 66 Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e 14 Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons). “As outras oito unidades são hospitais gerais que realizam cirurgias oncológicas. Os pacientes são encaminhados via regulação para o atendimento e tratamento nestas unidades referenciadas", diz a nota. Para os casos mais graves, que demandam tratamentos de alta complexidade em hospitais de referência, a pasta informou que o paciente deve ser encaminhado pelo serviço de origem ou regulado pelo Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp). Atualmente, segundo a Secretaria, as filas de espera para consultas, cirurgias, exames e procedimentos são descentralizadas. “A Pasta trabalha para identificá-las e unificá-las, com o objetivo de ampliar os atendimentos e reduzir a demanda de espera, sempre respeitando os critérios de urgência e emergência”, informou. Os dados de Itapetininga sobre melanoma são da políclínica Prefeitura de Itapetininga/Divulgação *Colaborou sob a supervisão de Larissa Pandori Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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