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    James Webb revela detalhes inéditos da Nebulosa do Leão, a 5 mil anos-luz da Terra

    7 hours ago

    Nebulosa do Leão (NGC 2392) em imagem do telescópio James Webb. NASA, ESA, CSA, STScI/Alyssa Pagan O telescópio espacial James Webb registrou uma nova e detalhada imagem da NGC 2392, conhecida como Nebulosa do Leão, localizada a cerca de 5 mil anos-luz da Terra. A observação permite enxergar estruturas de gás e poeira que apareciam com menos nitidez nas imagens feitas pelo Hubble em 2000 e mostra como os restos de uma estrela em processo de morte continuam transformando o material ao redor (veja comparação das duas imagens mais ABAIXO). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🔭 ENTENDA: Apesar do nome, uma nebulosa planetária não tem relação com planetas. Ela surge quando uma estrela de menor massa, semelhante ao Sol, chega ao fim de sua vida e começa a lançar suas camadas externas para o espaço. No centro sobra um núcleo extremamente quente, chamado de anã branca, que continua emitindo energia e alterando o gás e a poeira ao redor. É justamente essa anã branca que está no coração da Nebulosa do Leão. Sua radiação aquece e empurra o material expelido pela antiga estrela, formando a estrutura que lembra o rosto de um leão. A região externa, semelhante a uma juba, é formada por uma camada de poeira iluminada pelo núcleo central. Imagens da Nebulosa do Leão (NGC 2392) feitas pelo Hubble, em 2000, e pelo James Webb. — Initial plugin text As novas imagens do Webb também deixam mais evidentes pequenos aglomerados de poeira que conseguiram resistir à radiação da estrela. Alguns deles formam estruturas alongadas, parecidas com caudas de cometa, e funcionam como pequenos escudos, protegendo o material que fica atrás. O Webb consegue observar esse cenário em infravermelho, uma faixa de luz diferente daquela registrada pelo Hubble em sua imagem de 2000. Agora no g1 Com isso, a estrutura geral da nebulosa permanece semelhante, mas detalhes da poeira e do gás aparecem com muito mais clareza. A estrutura, porém, não está parada. O gás continua se expandindo e a radiação da anã branca destrói parte da poeira encontrada pelo caminho. A imagem do Webb registra apenas um momento desse processo, que continua transformando a nebulosa ao longo do tempo. Segundo astrônomos, a Nebulosa do Leão deve continuar se dispersando até praticamente desaparecer daqui a cerca de 10 mil anos — um intervalo enorme para a escala humana, mas relativamente curto quando comparado à duração dos fenômenos astronômicos. LEIA TAMBÉM: Por que cientistas acreditam na existência de oceanos em planetas-anões Livro encadernado com pele humana é exibido em feira literária em NY Como baleias podem ensinar cientistas a falar com alienígenas VÍDEO: Por que o James Webb é um supertelescópio? Compare as fotos do supertelescópio James Webb com seu antecessor 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
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