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    Jornalista tem casa invadida por quadrilha e é agredido a socos durante assalto no Acre

    há 11 horas

    Jornalista Chico Melo sofreu um corte na cabeça ao levar uma coronhada de criminosos Reprodução O jornalista e radialista Chico Melo, de 54 anos, da TV e Rádio Integração, teve a casa invadida por uma quadrilha na madrugada desta quarta-feira (22) em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. O profissional foi agredido a socos e com uma coronhada na cabeça. O ataque ao radialista gerou revolta e manifestações de apoio na manhã desta quarta. A prefeitura do município, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Acre (OAB/AC), políticos e autoridades publicaram notas de repúdio. (Veja abaixo) ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "Trata-se de um episódio gravíssimo que não atinge apenas um profissional da imprensa, mas representa um ataque à liberdade de expressão, ao Estado Democrático de Direito e ao direito da sociedade de ser informada", lamentou o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima. Agora no g1 Em nota, o governo confirmou que a Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do assalto e que a Delegacia-Geral de Cruzeiro do Sul 'iniciou as diligências para identificar, localizar e prender os responsáveis pelo crime. Além disso, o diretor do Departamento de Polícia da Capital e Interior (DPCI), delegado Alcino Ferreira Júnior, está a caminho do município para acompanhar as investigações. O comunicado, assinado pelo delegado-geral em exercício, Martin Hessel, detaca que não é tolerada 'qualquer prática criminosa contra cidadãos acreanos e atuarão com rigor na apuração dos fatos'. Segundo a Polícia Militar (PM-AC), quatro assaltantes invadiram a casa do jornalista, no bairro Telégrafo, após quebrarem uma janela e foram até o quarto da vítima. Os bandidos reviraram os móveis e exigiam dinheiro. Ainda conforme o registro policial, foi entregue à quadrilha a quantia de R$ 3 mil, celulares, dentre outros pertences. Mesmo com a entrega dos objetos, o jornalista relatou à polícia que foi agredido com socos e ficou com um corte na parte da frente da cabeça. LEIA MAIS: Policial penal tem casa invadida por criminosos em Rio Branco; suspeitos são presos e arma recuperada Após terem casas invadidas e serem agredidos, famílias deixam bairro de Rio Branco: 'estamos abandonados' Idoso de 66 anos e familiares são feitos reféns durante 6 horas por criminosos em Rio Branco A vítima relatou também que os criminosos reviraram os dois andares da casa e depois foram embora. A PM-AC foi acionada após a saída da quadrilha, fez rondas pela região, mas ninguém foi preso. A polícia destacou que conversou com as vítimas, contudo, Chico estava muito abalado e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para atendimento médico. A Rede Amazônica Acre apurou nesta quarta que Chico Melo está na delegacia prestando depoimento sobre o assalto. Caso do jornalista ficou revirada após ação de criminosos Reprodução Confira algumas das manifestações de apoio ao jornalista: Governo do Acre O Governo do Estado do Acre, por meio da Polícia Civil do Acre (PCAC), informa que foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do assalto ocorrido na residência do jornalista Chico Melo, da TV e Rádio Integração, na madrugada desta quarta-feira (22), em Cruzeiro do Sul. A Delegacia-Geral de Cruzeiro do Sul já iniciou as diligências investigativas com o objetivo de identificar, localizar e prender os responsáveis pelo crime. Para acompanhar de perto o andamento das investigações, o diretor do Departamento de Polícia da Capital e Interior (DPCI), delegado Alcino Ferreira Júnior, está se deslocando para o município. O Governo do Estado e a Polícia Civil do Acre reafirmam que não toleram qualquer prática criminosa contra cidadãos acreanos e atuarão com rigor na apuração dos fatos. A instituição conduz suas investigações pautada pelos princípios da legalidade, da imparcialidade e da impessoalidade, reafirmando seu compromisso permanente com a proteção da vida, a garantia da liberdade de imprensa, a segurança pública e o enfrentamento firme à criminalidade. Martin Hessel Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre, em exercício. Sinjac e Fenaj O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestam veemente repúdio ao ataque sofrido pelo jornalista e radialista Chico Melo, de 54 anos, durante a invasão de sua residência, em Cruzeiro do Sul, na madrugada desta quarta-feira (22). Segundo informações divulgadas, quatro homens armados invadiram o imóvel, agrediram o profissional com socos e uma coronhada na cabeça, causando um ferimento que exigiu atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O caso se torna ainda mais grave diante do relato de que um dos criminosos teria perguntado: “É tu que fala de política?”. Embora ainda não seja possível afirmar que o ataque tenha relação com a atividade profissional de Chico Melo, essa hipótese não pode ser ignorada e deve ser apurada com rigor. O Sinjac e a FENAJ cobram da Polícia Civil do Acre uma investigação célere, transparente e independente, capaz de esclarecer a autoria, a motivação e todas as circunstâncias do crime, garantindo que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados. A FENAJ informa ainda que levará o caso ao Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, para acompanhamento e adoção das medidas cabíveis no âmbito do monitoramento das violências praticadas contra profissionais da comunicação. Atacar um profissional da comunicação, especialmente dentro de sua própria residência, é uma violência inadmissível. Qualquer tentativa de intimidar jornalistas ou comunicadores representa uma ameaça à liberdade de imprensa, ao direito à informação e à própria democracia. As entidades manifestam total solidariedade a Chico Melo, a seus familiares, amigos e colegas de profissão, desejando sua plena recuperação. Informar não é crime. Questionar não é crime. Fazer jornalismo não é crime. Luiz Cordeiro de Souza Presidente do Sinjac Samira de Castro Presidenta da FENAJ Prefeitura de Cruzeiro do Sul A Prefeitura de Cruzeiro do Sul manifesta sua solidariedade ao jornalista Chico Melo diante dos fatos divulgados nesta quarta-feira (22), que relatam a invasão de sua residência, agressões e ameaças. A liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia e deve ser respeitada e protegida. O trabalho desenvolvido pelos profissionais da de informações, na fiscalização do poder público ou na promoção do debate de ideias, é essencial para uma sociedade livre e democrática. Como prefeito de Cruzeiro do Sul, reafirmo meu compromisso com o respeito às instituições, à liberdade de expressão e ao livre exercício do jornalismo. Toda e qualquer forma de violência, intimidação ou tentativa de silenciar profissionais da imprensa merece repúdio e deve ser rigorosamente investigada pelas autoridades competentes. Esperamos que os fatos sejam esclarecidos com rapidez, imparcialidade e dentro do devido processo legal, para que os responsáveis, caso identificados, respondam na forma da lei. Nos solidarizamos com Chico Melo, seus familiares e colegas de profissão, reafirmando que a convivência democrática exige respeito, diálogo e a garantia dos direitos fundamentais de todos. OAB-AC A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Acre (OAB/AC), vem a público manifestar sua mais veemente repulsa à violência sofrida pelo jornalista Chico Mello, da Rádio Integração, em Cruzeiro do Sul, vítima de agressão física durante invasão à sua residência na madrugada desta quarta feira, 22. As imagens divulgadas, que mostram ferimentos graves e evidências de grande violência, chocam a sociedade acreana e escancaram um problema que não pode mais ser tratado com indiferença: a segurança de quem informa está sob ameaça. É imperativo que as autoridades policiais procedam uma investigação célere e isenta, de modo que se apure se o caso constitui possível crime em decorrência da sua atividade profissional, uma vez que ataques a profissionais de imprensa são ataques direitos à liberdade de expressão e ao direito à informação livre e independente. Diante da peculiaridade do caso, a OAB Acre informa que vai oficiar o Ministério Público do Estado do Acre e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, requerendo apuração rigorosa, célere e transparente dos fatos, com identificação e responsabilização de todos os envolvidos e suas motivações. A instituição reforça seu compromisso histórico com a defesa do Estado Democrático de Direito, da liberdade de expressão e da integridade física e moral de jornalistas, advogados e advogadas, e de todos os cidadãos e cidadãs do Acre. Rodrigo Aiache Presidente da OAB/AC VÍDEOS: g1
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