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    Jornalistas voltam a ser barrados na Casa Branca após Justiça determinar que Trump libere acesso

    9 hours ago

    Juiz manda Trump restabelecer acesso de jornalistas banidos da Casa Branca Mesmo respaldados por uma decisão judicial, jornalistas voltaram a ser barrados nesta quinta-feira (24) ao tentarem entrar na Casa Branca, afirmaram o site de notícias Politico e as redes de TV CNN e MS NOW. ➡️ Os três haviam sido banidos por Trump de entrar na Casa Branca, onde jornalistas comparecem diariamente para cobrir atos e pronunciamentos do governo dos Estados Unidos. Na quarta-feira (23), no entanto, a Justiça dos EUA determinou que o governo não pode barrar os jornalistas e determinou que a Casa Branca voltasse a permitir o acesso dos veículos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Um repórter do Politico foi impedido de entrar na Casa Branca na quinta-feira, apesar de uma ordem judicial que exigia a restauração imediata do acesso para jornalistas do Politico, da CNN e da MSNBC, depois que o presidente Donald Trump proibiu a entrada desses veículos de imprensa, informou o Politico. Um juiz federal determinou nesta quinta-feira (24) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restabeleça o acesso à Casa Branca para jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico, afirmando que a proibição imposta aos três veículos de comunicação provavelmente é inconstitucional. O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa ao retornar à Casa Branca após cumprimentar o presidente chinês Xi Jinping na Base Aérea Conjunta Andrews, no gramado sul da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 23 de setembro de 2026 Evan Vucci/Reuters Em um revés significativo para Trump em uma de suas maiores disputas com a imprensa, o juiz distrital dos EUA Tim Kelly emitiu a decisão em uma ação movida pelos veículos de comunicação contra a proibição anunciada pelo presidente republicano em 18 de setembro. Kelly ordenou que o governo Trump devolva imediatamente as credenciais de imprensa dos três veículos e proibiu as autoridades de aplicar a restrição por 14 dias. O juiz rejeitou a alegação do governo de que a proibição teria sido motivada por preocupações com a segurança nacional. "O processo não apresenta suporte factual para a alegação dos réus de que a revogação das credenciais permanentes dos autores efetivamente protegerá a segurança nacional ou de que ela será colocada em risco caso o tribunal determine o restabelecimento das credenciais enquanto o litígio estiver em andamento", afirmou. Ele acrescentou que o próprio Trump declarou que a proibição ocorreu devido à "suposta falta de veracidade e negatividade" das reportagens publicadas pelos veículos. Repórter da CNN faz transmissão ao vivo em rua de Washington, nos Estados Unidos, após ser impedida de entrar na Casa Branca por determinação de Donald Trump, em 19 de setembro de 2026. Anna Rose Layden/ Reuters A Casa Branca e representantes dos três veículos não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Trump havia afirmado nas redes sociais que os três veículos "não deveriam ter permissão para escrever ou divulgar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS", enquanto advogados do Departamento de Justiça tentaram justificar a medida com base em razões de segurança nacional. CNN, MS NOW e Politico processaram Trump e outros integrantes de seu governo na Justiça federal em Washington na segunda-feira, argumentando que a proibição violava as garantias da Primeira Emenda da Constituição dos EUA sobre liberdade de expressão e de imprensa, além de seus direitos ao devido processo legal. Os veículos solicitaram uma ordem temporária que restabelecesse imediatamente seu acesso à Casa Branca enquanto a disputa judicial estivesse em curso. A batalha jurídica acontece poucas semanas antes das eleições legislativas de 3 de novembro, nas quais os republicanos de Trump tentam manter o controle do Congresso. As taxas de aprovação do presidente estão nos níveis mais baixos já registrados em pesquisas de opinião, em meio a preocupações com temas como a guerra com o Irã e a inflação. Trump faz discurso sem microfone após boicote da imprensa Em audiência realizada na quarta-feira, Kelly afirmou que dois precedentes da Corte de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Columbia deixam claro que jornalistas têm direito ao devido processo legal antes que suas credenciais para a Casa Branca sejam revogadas. O juiz acrescentou que a Casa Branca aparentemente não ofereceu aos veículos afetados uma oportunidade significativa de contestar a perda de acesso. Um advogado que representa os veículos afirmou a Kelly que eles foram banidos sem aviso prévio ou oportunidade de contestação, exigências previstas em lei. Segundo ele, a medida foi sem precedentes, desarrazoada e representou uma punição severa. Um advogado do Departamento de Justiça argumentou que o governo Trump apresentou justificativa suficiente para a revogação das credenciais em cartas enviadas aos veículos na terça-feira. O juiz, porém, demonstrou ceticismo em relação a esse argumento, observando que as cartas foram enviadas depois que a revogação já havia ocorrido e após o ajuizamento da ação. Em documento apresentado à Justiça na terça-feira, o Departamento de Justiça sustentou que o acesso à Casa Branca é um privilégio, e não um direito, e que o presidente tem autoridade para suspender o acesso de organizações de notícias. O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres antes de embarcar no Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP Uma coalizão de grupos de defesa da liberdade de imprensa e dezenas de empresas jornalísticas protocolou na quarta-feira um parecer em apoio aos três veículos. Eles argumentaram que "retirar de jornalistas e veículos de comunicação seus direitos em razão de uma percepção sobre sua linha editorial viola décadas de jurisprudência da Suprema Corte". O documento foi assinado, entre outros, pelo Comitê de Repórteres para a Liberdade de Imprensa, Reuters, Washington Post e Fox News.
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