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    Lucas Bezerra faz feats com Zé Ibarra, Rita Benneditto e Geraldo Azevedo em álbum dedicado às músicas de Totonho

    9 hours ago

    Lucas Bezerra lança na sexta-feira, 7 de agosto, o primeiro álbum, 'Eu mandei meu amor pro espaço', dedicado ao cancioneiro do compositor paraibano Totonho Luciano Pedro Jr / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Nascido em 1964 em Monteiro (PB), no Cariri paraibano, o cantor e compositor Carlos Antonio Bezerra da Silva já tinha banda desde os nove anos, Os Renegados. Ao migrar para João Pessoa (PB) em 1982, aos 18, o artista atuou como agitador cultural, aglutinando compositores paraibanos. Mais parte, em 1988, Carlos Antonio passou a residir na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Mas foi somente em 2001, ano em que lançou o primeiro álbum autoral com produção musical de Carlos Eduardo Miranda (1962 – 2018), que o cantor e compositor ganhou alguma projeção nacional, já sob alcunha de Totonho e os Cabra. Ainda assim, após a edição do segundo álbum de Totonho e os Cabra em 2005, “Sabotador de satélites”, a carreira de Totonho perdeu a amplitude nacional. Por isso mesmo, é salutar e surpreendente a decisão de Lucas Bezerra – cantor cearense que debutou no mercado fonográfico em 2020 e lançou no ano seguinte o EP “Trânsito” (2021) – de dedicar o primeiro álbum, “Eu mandei meu amor pro espaço”, ao cancioneiro de Totonho. Concebido entre 2021 e 2022 e gravado entre 2023 e 2026, em movimento intercontinental que abarcou cidades do Brasil (Rio de Janeiro, Recife, Maceió e João Pessoa), Dinamarca (Copenhague), Suécia (Malmö), o álbum “Eu mandei meu amor pro espaço” aporta no mundo digital na sexta-feira, 7 de agosto, com nove músicas da lavra nordestina e universal de Totonho cantadas por Lucas Bezerra com produção musical de Arthus Fochi. A seleção de Bezerra abrange a música mais conhecida de Totonho, “Nhem nhem nhem” (2001), gravada com o coro de cinco vozes da cena paraibana contemporânea (Chico Limeira, Elon, Nathalia Bellar, Nina Ferreira e Titá Moura). A música-título “Eu mandei meu amor pro espaço” (2005) traz o canto de Zé Ibarra. Já “Rosa da matinha” (2016) desabrocha com a voz de Geraldo Azevedo e evolui na cadência do xote em gravação previamente lançada em 24 de julho como o segundo single do álbum “Eu mandei meu amor pro espaço”. A amostra inicial do projeto foi o single “O arqueiro zen” (2018), gravado por Lucas com Rita Benneditto, cantora conectada com a obra de Totonho. Com músicas como “Vai nevar” (2018) e “Meu amor é pobre” (2023), o álbum “Eu mandei meu amor pro espaço” embute a voz de Totonho na citação da música “Roendo unha” (Luiz Gonzaga e Luiz Ramalho, 1976) inserida na faixa “Amassar a lataria” (2018). A capa e a identidade visual do álbum são assinadas por Iramaya Rocha. Capa do álbum 'Eu mandei meu amor pro espaço', de Lucas Bezerra Arte de Iramaya Rocha
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