Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Mensagens, ameaças e cobrança para assumir relação: o que se sabe sobre morte de mulher trans por PM em MG

    8 hours ago

    Quem era Maryna Colucci, mulher trans e conselheira tutelar que teria sido assassinada A investigação sobre a morte da conselheira tutelar Maryna Coluccy de Jesus, de 34 anos, em Jacuí (MG), passou a se concentrar também no relacionamento que ela mantinha com um policial militar e na possível motivação do crime. Segundo registros policiais, familiares da vítima encontraram diários, agendas e mensagens que apontariam para um vínculo amoroso entre Maryna e o 3º sargento PM José Sérgio de Oliveira, que posteriormente confessou ter matado e ocultado o corpo em uma área de mata. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram De acordo com o registro policial, a família passou a reunir informações sobre a rotina de Maryna após o desaparecimento dela, registrado na sexta-feira (21). Entre os materiais encontrados estavam agendas e diários com fotografias do militar, anotações a seu respeito e declarações de conteúdo amoroso. Os familiares também localizaram dados de acesso ao perfil da vítima em uma rede social e apresentaram a um policial militar mensagens atribuídas a Maryna e Sérgio. Conforme o registro, o conteúdo indicava contato frequente entre os dois ao longo de vários anos. Segundo o registro, as conversas continham mensagens de natureza afetiva e demonstrariam um relacionamento próximo entre eles. A última interação registrada teria acontecido na manhã de 21 de agosto, poucas horas antes do desaparecimento de Maryna. As mensagens incluiriam expressões como "te amo" e "estou com saudades". Leia também: Quem era Maryna Colucci, mulher trans e conselheira tutelar que estava desaparecida e foi encontrada morta em MG; PM é suspeito PM suspeito de matar conselheira tutelar tem prisão preventiva decretada por feminicídio em MG Quem era Maryna Colucci, mulher trans e conselheira tutelar que teria sido assassinada por PM em MG Reprodução EPTV Família relatou ameaças de exposição Ainda segundo o registro policial, familiares afirmaram ter encontrado conversas que indicariam episódios de tensão entre o casal. Conforme a interpretação apresentada pela família, Maryna teria ameaçado divulgar o relacionamento caso ele deixasse de encontrá-la. Também teriam sido localizadas mensagens relacionadas a pedidos de dinheiro por meio de transferências via Pix, acompanhadas da ameaça de tornar público o relacionamento caso os valores não fossem enviados. Outro elemento apresentado pelos familiares foi uma publicação feita cerca de um mês antes do desaparecimento em uma conta atribuída à vítima. A postagem mostrava a ilustração de um personagem caracterizado como policial militar de mãos dadas com uma sereia e era acompanhada da frase: "Como vou desistir de você, se foi você que me curou". Embora a imagem não identificasse diretamente os envolvidos, parentes afirmaram acreditar que a publicação fazia referência ao relacionamento entre Maryna e o policial. Conselheira tutelar de 34 anos desaparece após sair de casa com o celular em Jacuí Reprodução EPTV Relacionamento teria sido motivo de discussão Ao procurar espontaneamente seus comandantes dias após o desaparecimento, Sérgio apresentou sua versão dos fatos. Segundo o militar, ele e Maryna mantinham um relacionamento amoroso há anos. Ele afirmou que a discussão que antecedeu a morte começou na manhã de sexta-feira (21), após uma conversa por aplicativo. De acordo com o relato dele, Maryna teria interpretado uma mensagem apagada como sinal de que ele estaria conversando com outra pessoa. Sérgio afirmou que ela passou a enviar mensagens e áudios cobrando explicações e ameaçando revelar o relacionamento à esposa dele, para moradores da cidade e para integrantes da corporação. O policial também declarou que Maryna exigia que ele deixasse a família e assumisse publicamente a relação entre os dois. Ainda conforme a versão apresentada à polícia, ela teria enviado uma mensagem à esposa dele revelando a existência do relacionamento e feito uma captura de tela antes de apagar o conteúdo, o que, segundo Sérgio, serviria como forma de pressioná-lo. Corpo de conselheira tutelar é encontrado enterrado em zona rural de MG; policial militar é suspeito do crime Reprodução EPTV Encontro ocorreu horas antes do desaparecimento Segundo o militar, após as discussões por mensagens, ele foi até um ponto próximo à residência de Maryna e a buscou em uma caminhonete. Os dois seguiram para uma área rural, local onde, de acordo com o relato dele, costumavam se encontrar. Sérgio disse que, durante o trajeto e posteriormente já no local, Maryna voltou a pressioná-lo para assumir o relacionamento. O militar afirmou que, após uma nova discussão, ela teria se apoderado de uma faca e tentado golpeá-lo. Ele alegou ter efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima e afirmou que enterrou o corpo posteriormente em uma área de mata. A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias da morte e deverá confrontar a versão apresentada pelo policial com os resultados das perícias, os vestígios recolhidos no veículo e demais provas reunidas durante a investigação. Corpo de conselheira tutelar é encontrado enterrado em zona rural de MG; policial militar é suspeito do crime Reprodução EPTV Justiça mantém PM preso A Justiça manteve preso o policial militar José Sérgio de Oliveira, de 43 anos, que confessou ter matado a conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, em Jacuí (MG). Segundo a Polícia Civil, a audiência de custódia ocorreu durante a tarde desta quarta-feira (26) e o pedido de prisão preventiva relacionado ao feminicídio foi deferido. José Sérgio está detido no batalhão da Polícia Militar em Pouso Alegre. De acordo com a Polícia Civil, ele foi preso inicialmente como suspeito de ocultação de cadáver, mas agora também responde pela investigação de feminicídio. Sargento da PM que teria matado conselheira tutelar vai responder a crime na Justiça Comum A polícia informou que o militar confessou o crime e indicou o local onde o corpo de Maryna foi encontrado. Apesar de estar custodiado em uma unidade militar, ele responderá pelo caso na Justiça comum. A defesa de José Sérgio informou que ele colabora com as investigações e que aguarda a conclusão do inquérito. O corpo de Maryna Colucci de Jesus foi sepultada na noite de terça-feira (25) no Cemitério Municipal de Jacuí. Um cortejo com a participação de familiares, amigos e moradores acompanhou o translado pelas ruas da cidade. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Entre tecnologia e centralização: o que os candidatos prometem para Saúde e Segurança na região fronteira em MS
    Artigo Seguinte
    Sensação de cócegas pode ser igual em diferentes culturas

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário