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    Ministério Público de SP arquiva investigação sobre produtos da Ypê após suspensão de lotes

    1 day ago

    Imagens mostram inspeção sanitária realizada na fábrica da Ypê Reprodução/TV Globo O Ministério Público de São Paulo (MPSP) arquivou um procedimento que investigava possíveis violações aos direitos dos consumidores envolvendo produtos de limpeza da marca Ypê, fabricados pela Química Amparo Ltda. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo g1. A decisão concluiu que não há fundamentos suficientes para a abertura de uma investigação civil mais ampla ou para o ajuizamento de uma ação judicial contra a empresa. O procedimento foi instaurado para apurar possíveis problemas na fabricação de lotes de detergentes para louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca. VEJA TAMBÉM: Agora no g1 ➡️Em maio de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou medidas relacionadas a esses produtos após identificar falhas nos sistemas de garantia, qualidade, produção e controle sanitário, com possibilidade de contaminação microbiológica. Na medida, a promotoria considerou que a fabricante colaborou com as autoridades, adotou medidas voluntárias para retirar produtos do mercado e disponibilizou canais de atendimento aos consumidores. O documento também destaca a atuação da Anvisa na fiscalização e na análise dos produtos. Segundo o promotor, até aquele momento não havia comprovação de que algum produto apresentasse defeito efetivo capaz de colocar em risco a saúde dos consumidores. Reclamações e recolhimento de produtos O procedimento também apurou possíveis falhas nos canais de atendimento da empresa e no processo de recolhimento voluntário de produtos. De acordo com a decisão, a plataforma Reclame Aqui informou a existência de 381 reclamações relacionadas ao caso. Já o Procon não identificou registros sobre o assunto delimitado na investigação. Para o Ministério Público, o número de reclamações não foi suficiente para demonstrar falha na prestação do serviço, considerando a escala de produção da fabricante e a quantidade de produtos colocados no mercado. O promotor também ressaltou que não houve representação de consumidores na Promotoria relatando prejuízos decorrentes do recolhimento ou da situação investigada. A decisão afirma ainda que a empresa ofereceu mecanismos de troca e reembolso, mesmo sem uma determinação de recall obrigatório. Segundo o documento, a fabricante informou ter realizado milhares de restituições. Anvisa ainda analisava parte dos produtos A decisão registra que a fiscalização sanitária não havia sido concluída para todos os lotes envolvidos no caso. Segundo o documento, detergentes e desinfetantes fabricados a partir de 1º de janeiro de 2026 haviam sido liberados para comercialização após análises da Anvisa. Em relação aos lava-roupas líquidos, a empresa informou ter realizado o recolhimento voluntário dos produtos fabricados até 31 de janeiro de 2026. Ainda havia produtos pendentes de análise, incluindo determinados lotes de lava-louças Ypê e desinfetantes das marcas Atol e Pinho Ypê, fabricados até dezembro de 2025. Para esses itens, a orientação mencionada na decisão era manter os produtos armazenados em local seguro até a conclusão das perícias. O texto também ressalta que a Anvisa informou que continuaria apurando a qualidade dos produtos remanescentes para verificar a existência de riscos ou a necessidade de recolhimento. Arquivamento pode ser revisto Ao justificar o arquivamento, o Ministério Público afirmou que a atuação administrativa da Anvisa estava sendo realizada de forma satisfatória e que não havia indícios de omissão do órgão fiscalizador nem demonstração de dano coletivo que justificasse uma ação judicial. A decisão esclarece que o arquivamento não impede que consumidores que eventualmente tenham sido prejudicados busquem reparação individualmente. O documento cita o Procon, a plataforma consumidor.gov.br e a possibilidade de recorrer à Justiça. O promotor também registrou que novas reclamações poderão levar ao desarquivamento do procedimento ou à instauração de uma nova apuração. O arquivamento foi submetido à apreciação do Conselho Superior do Ministério Público, conforme previsto na decisão.
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