Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Novo estudo identifica combinações de medicamentos potencialmente prejudiciais para os idosos

    7 hours ago

    Estudo canadense revela que medicamentos comuns, de estatinas a suplementos de ferro, são responsáveis por desencadear uma série de prescrições que levam idosos a tomar, sem saber, fármacos para tratar efeitos secundários de outros remédios. As chamadas “cascatas de prescrições potencialmente inadequadas” (PIPC, na sigla em inglês) ocorrem quando o efeito adverso de uma medicação é confundido com um novo problema de saúde, gerando uma nova receita que poderia não ter sido necessária. Medicamentos provocam reações adversas que acabam levando à prescrição de outros fármacos Adobe Stock Um exemplo comum assinalado na pesquisa envolve anti-inflamatórios não esteroides. Frequentemente utilizados para o controle da dor, estão associados a um aumento da pressão arterial, o que pode conduzir a um tratamento para a hipertensão, em vez da reavaliação do analgésico inicial. Os idosos são especialmente vulneráveis a esse padrão porque têm maior probabilidade de tomar vários medicamentos, em razão da coexistência de múltiplas condições de saúde – isso torna mais difícil, para pacientes e médicos, rastrear um novo sintoma até um fármaco preexistente. “Apesar de essas sequências de acontecimentos serem comuns, são ignoradas na prática clínica”, afirmou a Dra. Paula Rochon, professora de medicina da Universidade de Toronto e diretora do Centro de Saúde de Mulheres Maduras do hospital Sinai Health. “Saber que medicamentos a pessoa toma, quando foram iniciados e com qual indicação é fundamental para identificar possíveis cascatas de prescrição problemáticas”, completou. O estudo, publicado no BMJ, reuniu uma equipe interdisciplinar e internacional de colaboradores especialistas em farmacologia e geriatria dos Estados Unidos, Bélgica, Itália, Israel e Irlanda. O time já havia criado uma lista de 65 PIPCs. A partir dela, as prescrições potencialmente inadequadas foram avaliadas com base em três fatores: a prevalência do medicamento inicial na população, a frequência com que ele era seguido pelo segundo fármaco e a consistência da relação entre ambos. A análise permitiu isolar as 24 cascatas de prescrição mais frequentes na população e com potencial para causar danos. Para a Dra. Rochon, as conclusões põem em evidência uma lacuna que se abre de forma silenciosa. É indispensável que os médicos analisem o histórico farmacológico em cada consulta, e não apenas o que o paciente está tomando naquele momento. O estudo tem enorme importância para as mulheres mais velhas, uma vez que elas tendem a conviver com mais doenças crônicas do que os homens, fazem uso de um número maior de remédios e, em consequência, sofrem mais reações adversas. O resultado é uma exposição desproporcional ao risco de um efeito secundário ser confundido com um novo diagnóstico, em vez de ser atribuído à sua verdadeira origem. Agora no g1
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Advogado autista passa em vaga para juiz em concurso, mas tem nomeação barrada por tribunal
    Artigo Seguinte
    Quem foi elogiado e quem foi criticado em relatório de Trump que aponta falha do Brasil contra PCC e CV

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário