Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Operação do MP mira rede de financiamento do PCC e atuação em 'tribunais do crime'

    há 1 dia

    Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo Divulgação/MP-SP O Ministério Público de São Paulo deflagrou uma operação nesta terça-feira (21) para cumprir 25 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. O objetivo é desarticular uma organização financeira clandestina que, segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), atuava como o braço logístico do crime organizado, atendendo desde criminosos comuns até chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Ministério Público, os operadores funcionavam como prestadores de serviços de bancarização para conferir aparência de legalidade a recursos obtidos pelos criminosos. Os investigadores identificaram transações volumosas de "TED por vivo" realizadas pelo investigado Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiu. O grupo recebia dinheiro em espécie de origem ilícita e transferia valores por meio de contas de pessoas jurídicas de fachada, pagando comissões aos “doleiros” para lavar o dinheiro sem justificativa comercial legítima. O chefe do PCC Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moja ou Léo do Moinho, se consolidou como um dos principais clientes desta rede. Os promotores apontam que, para adquirir bens sem usar o próprio nome e justificar o dinheiro vivo, ele contava com os operadores financeiros para realizar as compras em nome próprio em troca do montante em espécie. Leonardo Moja é acusado de chefiar o tráfico na Favela do Moinho, no centro de São Paulo. Ele foi preso em 2024 na operação Salus et Dignitas. Agora no g1 O Ministério Público destacou a interferência desta rede financeira na resolução de conflitos privados, como a disputa por imóveis de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral de São Paulo, em que as partes recorreram à facção. A investigação aponta que o grupo de Léo do Moja interveio em favor do empresário Cléber Azevedo dos Santos, consolidando a relação de prestação de serviços entre o empresário e o braço financeiro do PCC. Segundo os promotores, a apuração avançou rapidamente porque um dos participantes do chamado "tribunal do crime", julgamentos internos da facção, gravou áudios de até uma hora nos quais os membros da facção apresentam histórico prisional, conexões internas e regras de conduta da facção. Para interromper o fluxo financeiro, o Ministério Público requereu e a Justiça autorizou medidas contra os 18 alvos. Foi determinado o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e contas ligadas aos operadores e empresas de fachada para inutilizar a estrutura de lavagem de dinheiro.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Os casos de racismo que mancharam a Copa: 'Ele nunca desapareceu'
    Artigo Seguinte
    Cadastro do Bolsa Família e BPC para quem mora sozinho pode ser atualizado sem visita em casa em Salvador

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário