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    Operação mira quadrilha que usava estrutura da Polícia Civil para extorquir empresários do setor de sucata e reciclagem no RJ

    7 hours ago

    O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou, na manhã desta sexta-feira (4), uma operação contra integrantes de um esquema que, segundo as investigações, utilizava a estrutura da Polícia Civil para extorquir empresários dos setores de sucata, ferro-velho, reciclagem e depósito de resíduos em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Os agentes cumpriram quatro mandados de prisão e cumprem seis mandados de busca e apreensão. As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ) e apontam que três policiais civis e um quarto homem se apresentavam em empresas alegando realizar fiscalizações e apontando supostas irregularidades administrativas e ambientais para exigir pagamentos dos comerciantes. A ação foi batizada de Operação Anhangá, em referência à figura do folclore indígena brasileiro associada à proteção dos animais e das florestas contra caçadores predatórios. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 De acordo com a denúncia, recebida pela 3ª Vara Criminal de São Gonçalo, os policiais civis, então lotados na 74ª DP (Alcântara), utilizavam viaturas oficiais, armamento e a própria estrutura da corporação para dar aparência de legalidade às abordagens e intimidar empresários durante a cobrança de vantagens indevidas. Um dos casos investigados ocorreu no dia 19 de agosto, em uma empresa de reciclagem de sucatas. Segundo o MPRJ, os três policiais teriam exigido inicialmente R$ 300 mil para que o estabelecimento não sofresse prejuízos. Posteriormente, o valor teria sido reduzido para R$ 100 mil, parcelados, além da cobrança de R$ 800 mensais. Ainda de acordo com a investigação, não foi encontrada qualquer ordem de serviço, registro de ocorrência ou outro documento que justificasse a fiscalização alegada pelos agentes. O Ministério Público afirma que, no mesmo dia, a vítima transferiu R$ 25 mil para uma conta bancária de outro homem, que também foi denunciado na investigação e é apontado como responsável por receber os valores obtidos pelo grupo. Outra investida descrita na denúncia teve como alvo outra empresa. Segundo o MPRJ, um policial e outros dois homens ainda não identificados abordaram um caminhão da companhia e o seguiram até o depósito, onde teriam se apresentado como policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). No local, o agente teria exigido R$ 20 mil dos responsáveis pelo estabelecimento. Após ouvir que a empresa não tinha a quantia disponível, o valor teria sido reduzido para R$ 15 mil. Nenhum pagamento foi realizado. Segundo o Ministério Público, as investigações indicam que os envolvidos se aproveitavam da função pública e do poder de fiscalização para constranger empresários e obter vantagens financeiras indevidas. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
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