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    Ostra invasora e comestível vinda da Ásia é retirada de manguezais após ameaçar espécies em SP; entenda

    há 7 horas

    Ostra invasora e comestível vinda da Ásia é retirada de manguezais de SP Uma ostra exótica invasora tem chamado a atenção de especialistas em Cananéia, no litoral de São Paulo. Isso porque a Saccostrea cucullata é originária da Ásia, mas tem se espalhado pela região, onde disputa espaço com espécies nativas, causando impactos econômicos, ambientais e sociais. Conhecida como "tampinha" devido ao formato de concha, a espécie é comestível e tem alta capacidade reprodutiva. A seguir, o g1 reuniu como ela chegou ao Brasil, por que deve ser erradicada e como o território das ostras nativas tem sido preservado. Veja abaixo: ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. 🚢Como chegou ao Brasil? Ostra invasora e comestível vinda da Ásia é retirada de manguezais em Cananéia, SP Divulgação/Unesp e Rinaldo Rori/TV Tribuna Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, a professora Marília Cunha Lignon, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explicou que as ostras tampinhas são originárias dos oceanos Índico e Pacífico. "Provavelmente, elas vieram com água de lastro. É aquela água que equilibra o navio e traz larvas que não são nativas [...]. Quando uma espécie é identificada como invasora, significa que não é de determinado local e já está acarretando sérios problemas econômicos, ambientais e sociais", disse. 🦪Por que deve ser erradicada? Ostra invasora e comestível vinda da Ásia é retirada de manguezais em Cananéia, SP Rinaldo Rori/TV Tribuna e Divulgação/Unesp Em 2025, uma pesquisa da Unesp apontou que a espécie invasora tem uma vantagem competitiva contra a nativa por conta da alta capacidade reprodutiva, da dispersão larval e da resistência ambiental. A ostra asiática também forma agregados densos que dificultam a fixação da nativa. Isso pode comprometer a produtividade da pesca tradicional e alterar a dinâmica ecológica dos mangues, que funcionam como berçários naturais de diversas espécies marinhas. Além dos riscos ambientais, a expansão da Saccostrea cucullata também preocupa devido aos impactos sociais e econômicos, já que a pesca artesanal de ostras nativas representa uma fonte de sustento para muitas comunidades da região. 🤔Como o território tem sido preservado? Arroz mandirano e farofa feitos com ostra invasora e comestível vinda da Ásia Rinaldo Rori/TV Tribuna Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e de outras instituições, a Unesp criou um projeto de monitoramento e educação ambiental que envolve pesquisadores e comunidades pesqueiras. Um mutirão para extrair as ostras invasoras dos mangues foi realizado nesta quarta-feira (22), em Cananéia. O projeto também deixa a espécie pronta para venda com o objetivo de fomentar a economia de quem trabalha com a retirada de ostras na região. Apesar de a "carne" da ostra invasora ser mais amarelada do que a nativa, é possível fazer diferentes pratos com ela, como farofa e o arroz mandirano, que também vai palmito. Cananéia incentiva retirada de ostra invasora para proteger espécie nativa VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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