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    Pai abre mão de 75% do salário para estudar fonoaudiologia e ajudar filho autista a desenvolver a fala: 'Sou muito mais feliz'

    11 hours ago

    Pai abre mão de 75% do salário para estudar fonoaudiologia e ajudar filho autista O nascimento do Joaquim foi descrito pelo pai Anderson da Cruz como o momento mais lindo da vida dele. No entanto, não imaginava na época que a chegada do primeiro filho transformaria não apenas a rotina familiar, mas toda a trajetória profissional e seu senso de propósito. Após o diagnóstico de autismo severo do menino, ele tomou uma decisão radical: abandonar uma carreira consolidada setor financeiro para cursar fonoaudiologia. O objetivo era trazer conhecimento técnico para dentro de casa e se tornar um agente ativo na evolução da fala e da autonomia de Joaquim. "Quem sabe se eu cursar fonoaudiologia, sair do mercado financeiro e for fazer outra coisa que vá ajudar o meu filho a desenvolver a fala, a trazer conhecimento em prol dele. Foi o que eu fiz, e hoje eu ganho 1/4 (o equivalente a 25%) do que eu ganhava antes do nascimento do Joaquim. Eu digo que eu sou muito mais feliz no propósito que hoje eu tenho com a vida". ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Anderson da Cruz ao lado do filho Joaquim NSC TV/Reprodução Diagnóstico, choque e nova realidade Nos primeiros meses, Joaquim era um bebê sorridente e tranquilo, mas por volta do sexto mês, alguns sinais começaram a chamar a atenção. Diferente de outras crianças, ele não engatinhou e começou a andar precocemente aos sete meses, apresentando um comportamento de pular excessivamente. Com 1 ano de idade, o menino parou de interagir e passava horas girando objetos em uma mesma posição. A confirmação veio através de uma neurologista. "Olhou para ele e olhou para mim e disse: pai, é um autismo severo. Se não tratado, vocês não vão dar conta no futuro. Nosso chão caiu", lembrou. Anderson relatou que naquele momento percebeu que a paternidade exigiria uma entrega muito além do esperado, e que a carreira de 15 anos no mercado financeiro já não fazia mais sentido. Conta que sentiu a necessidade de buscar ferramentas que pudessem ajudar diretamente no desenvolvimento do filho, especialmente na comunicação. A rotina de dedicação é recompensada pelo temperamento de Joaquim, a quem o pai descreve como uma criança "incrível, super amorosa, alegre e parceira". Para Anderson, o filho é puro amor e demonstra um afeto que torna qualquer desafio mais leve e que não é mais medido por números no mercado financeiro, mas sim pelos avanços e pelo sorriso do filho. Anderson da Cruz e a esposa ao lado do filho Joaquim NSC TV/Reprodução Pais atípicos e rotina de aprendizados, presença e amor A história de Anderson ilustra os desafios da paternidade atípica, que para muitos pais vem acompanhada de uma dose extra de dedicação. Ele aprendeu junto da esposa que ser pai de uma criança autista exige nunca desistir e estar sempre presente. E quando o desafio de ser um pai atípico é sozinho? A trajetória de José Roberto de Souza como pai começou de uma forma inesperada quando Ágatha entrou em sua vida, por volta dos 9 anos. O que começou como uma convivência familiar transformou-se, anos depois, em um compromisso vitalício de cuidado e proteção. Cerca de oito anos após o primeiro contato, José assumiu integralmente a criação da menina, que já era uma adolescente. Após a separação da mãe de Ágatha e o abandono sofrido pela jovem, ela buscou refúgio na casa dele. José Roberto cria sozinha Ágata, abandonada pela mãe NSC TV/Reprodução Diante da vulnerabilidade da enteada, ele não hesitou em acolher e assumir a responsabilidade de criá-la sozinho. "Eu não tinha ideia do que era cuidar de uma criança atípica sozinha, mas fui me adaptando e depois passei a ter uma rotina com ela, mas é muito difícil criar sozinho", diz. Embora Ágatha já seja fisicamente uma moça, ela mantém o comportamento e o pensamento de uma criança, demandando atenção constante e redobrada de José no cotidiano. "O principal que aprendi foi o amor. Amar uma criança do jeito que ela é, é fundamental. E tem coisas que ela me ensina às vezes. Ser pai é estar presente, amar e nunca desistir. Assim como sou pai dela, sou das minhas outras duas filhas. Ser pai é amor", reiterou José Roberto. Assista a reportagem completa com as histórias de Anderson e José Roberto VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
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