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    Peixes têm 'impressão digital' que revela de onde vieram, mostra estudo; entenda

    8 hours ago

    Tainha Conservação Internacional/Átila Ximenes Peixes também têm impressão digital. É o que mostrou uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), feita com a tainha brasileira. Os pesquisadores analisaram pequenas moléculas presentes no músculo da tainha para identificar de onde o peixe veio. A combinação dessas substâncias funciona como uma "impressão digital química". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O estudo conseguiu diferenciar tainhas capturadas em três locais do Brasil. Os pesquisadores encontraram diferenças na composição dos músculos relacionadas ao ambiente em que os peixes vivem, à quantidade de sal na água, à alimentação e ao funcionamento do organismo. Os cientistas também identificaram 23 compostos químicos naturais no músculo das tainhas. Essas substâncias ajudam a mostrar como o organismo dos peixes funciona, incluindo informações sobre gasto de energia, atividade muscular, alimentação e adaptação ao ambiente. Agora no g1 Para fazer a análise, os pesquisadores usaram uma técnica semelhante a um "raio-X químico": a Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio. O método permite mapear a posição dos átomos de hidrogênio presentes nas moléculas. A técnica foi associada à metabolômica, que permite analisar pequenas moléculas produzidas pelo organismo durante as reações químicas do dia a dia. O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores Fabíola Fogaça, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), e Luiz Colnago, da Embrapa Instrumentação (SP). Fabíola Fogaça inserindo a tainha no "raio x químico" Divulgação/ Embrapa Leia também: Onda de calor na Espanha pode levar ao aumento do preço do azeite? Uso na prática A descoberta pode ajudar o setor pesqueiro e a criação de mecanismos para certificar a origem dos pescados. Segundo os cientistas, a tecnologia pode auxiliar a combater fraudes no mercado de pescados, como a substituição de uma espécie por outra e a falsificação da origem do produto. Além disso, a impressão digital química pode ser usada de base técnica para o pedido de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem, da tainha da Lagoa de Araruama. A Lagoa de Araruama fica no Rio de Janeiro e é considerada a maior lagoa com concentração de sais permanente do mundo. A água tem salinidade média de 52%, mais alta que a do mar. Essa característica influencia diretamente o metabolismo das tainhas que vivem na região. Saiba também: Crise no campo: pedidos de recuperação judicial saltam entre produtores rurais Depois do foie gras, quais práticas de criação e abate de animais podem ser proibidas? De onde vem o que eu como: tilápia
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