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    'Planos de ficar rico.com': inquérito revela grupo de WhatsApp criado para planejar roubo de R$ 800 mil e ouro em Roraima

    13 hours ago

    Esposa de policial criou grupo 'Planos de ficar rico.com’ dois dias antes de roubo de ouro em RR. Reprodução Dois dias antes do roubo de 30 kg de ouro e R$ 800 mil em Boa Vista, a esposa do investigador Marcelo Henrique Sobral, da Polícia Civil de Roraima, criou um grupo de WhatsApp chamado "Planos de ficar rico.com" para o planejamento do crime e comunicação entre os suspeitos. A descoberta faz parte do inquérito da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Corregedoria-Geral da corporação, ao qual o g1 teve acesso. A farsa passou a ser investigada depois que um comprador de ouro registrou o assalto na polícia. Faziam parte do grupo a criadora, Ariane Cabral Paes, o marido dela e policial civil de Roraima, Marcelo Henrique de Araújo Sobral, a irmã dela, Rayana Cabral Paes, e o namorado de Rayana, Guilherme Santana da Silva. Todos são investigados no caso e chegaram a ser presos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo o inquérito, o grupo serviu para combinar os preparativos, a execução e o acompanhamento da falsa operação policial na casa em que o influenciador Ivan Luiz Bastos Guimarães morava, no bairro Caçari. O crime ocorreu no dia 29 de março de 2026. Para tentar apagar os rastros do crime, a maior parte das mídias era enviada com visualização única, o que dificultou a recuperação das mensagens. Veja quem são e os papéis dos policiais e suspeitos envolvidos no roubo Em nota, a defesa do delegado John Castilho diz que foi surpreendida pela prisão preventiva dele, decretada no dia 25 de agosto, nega qualquer participação do cliente no crime e destaca que ele é concursado e sem antecedentes criminais. Já a defesa de Ivan Luiz Bastos Guimarães afirmou que não há, até o momento, provas de que ele tenha planejado ou participado do roubo. Segundo os advogados, a acusação ainda não foi julgada e Ivan deve ser tratado como inocente até o fim do processo. Também afirmou que pretende demonstrar que ele foi vítima do crime. O g1 tenta contato com a defesa de todos os citados. Máscara ninja e escolha da viatura Na tarde de 27 de março, Rayana enviou no grupo uma foto do namorado Guilherme dentro de um carro. Na imagem, ele vestia uma blusa preta e uma touca ninja que cobria todo o rosto. Em seguida, o policial Marcelo Sobral confirmou a prontidão e escreveu: "Pronto para a operação". Guilherme Santana da Silva, investigado por roubo de dinheiro e ouro, aparece com roupa tática em grupo com outros investigados. Reprodução No sábado (28), véspera do crime, o delegado John Castilho e o investigador Diego Araújo dirigiram de Manaus a Boa Vista em uma picape alugada. Os agentes avisaram Marcelo Sobral que se atrasaram na viagem e perguntaram se a viatura já estava "em condições para amanhã". As mensagens deles foram encaminhadas ao grupo. O atraso, no entanto, gerou nervosismo e desconfiança entre os membros nos bastidores. Em conversa privada, Ariane avisou à irmã que o marido, Marcelo Sobral estava "apreensivo". Com medo, Rayana chegou a questionar se os policiais do Amazonas não estariam armando uma uma armadilha contra o cunhado. A suspeita só passou após o grupo decidir mudar o veículo do crime. Para não levantar suspeitas, decidiram realizar o roubo usando uma caminhonete Ford Ranger branca, viatura oficial descaracterizada da corporação em Roraima. O dia do crime e "Bingo" Horas antes do assalto, no dia 29 de março, o investigador Marcelo ordenou que Guilherme usasse roupas escuras e lisas, com a mensagem "sem nomes". Após mandar uma foto também uniformizado, às 17h26, ele deu a ordem de partida no grupo com a mensagem "Bora". Investigador Marcelo Sobral, da PC de Roraima, orienta sobre roupas e envia foto antes de roubo. Reprodução O grupo usou a caminhonete oficial para cercar a casa alvo às 19h15. Exatamente às 19h59, logo após os executores saírem do local com o ouro e o dinheiro, Guilherme enviou a palavra "Bingo" no chat para sinalizar o sucesso do roubo. Ariane, que aguardava em casa, comemorou na mesma hora. À noite, as irmãs voltaram a trocar mensagens para dividir o dinheiro vivo levado das vítimas e da "falsa vítima" (Ivan Luiz). Ariane informou que o marido daria R$ 20 mil para Rayana. Rayana respondeu que o namorado, Guilherme Santana, pagaria outros R$ 5,4 mil, quantia referente a um carro. LEIA MAIS: Veja como foi o roubo de dinheiro e ouro e quem são policiais e suspeitos envolvidos Último alvo da primeira fase da investigação se entregou à polícia Delegado e investigador do AM foram presos em operação que investiga o roubo Investigador da PC de Roraima e família chegaram a ser presos em Boa Vista Pânico após início da investigação O clima de comemoração durou pouco. O grupo entrou em desespero ao descobrir que o roubo havia sido denunciado pelo comprador de ouro e que a Corregedoria investigava o uso da viatura oficial em sigilo. O avanço das apurações abalou o investigador Marcelo Sobral. Em mensagens enviadas à esposa no dia 12 de junho, obtidas pela perícia, ele demonstrou instabilidade psicológica com o rumo das investigações. Na conversa privada, o policial desabafou: "Só não dou um fim nisso pq vcs vão passar dificuldades". Na sequência, Sobral declarou que sentia "vontade de ir lá e matar um por um", segundo ele, "cada um que me prejudicou". dos envolvidos. Ariane pediu ao marido que não fizesse nada: "Não faz isso". Conversa entre Marcelo Sobral e esposa Ariane mostra abalo do policial após início de investigações de roubo. Reprodução Investigação revela grupo 'Plano de ficar rico' para planejar roubo de ouro e dinheiro Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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