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    'Precedente incendiário': ministro do Irã critica plano de Trump de usar ativos iranianos para indenizar navios

    há 7 horas

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, disse que a apreensão de ativos do país para pagar por "reivindicações futuras não relacionadas é um precedente incendiário". A declaração ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar nesta quinta-feira (23) que todo dano causado a navios, cargas ou bens relacionados ao transporte marítimo será pago com recursos iranianos que estão sob posse e controle do governo americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Nas redes sociais, Araghchi alertou para o "caos" que uma medida de apreensão de ativos de outro país pode gerar. "Aqueles que celebram ou lucram com esses fundos devem se lembrar: uma vez que os governos normalizam a confiscação, os ativos de ninguém estão seguros", publicou o ministro. A reação iraniana à declaração de Trump ocorreu um dia após os EUA terem ameaçado bombardear infraestrutura do Irã caso embarcações fossem alvo de ataques no Estreito de Ormuz. "Que esta declaração sirva para informar que, até novo aviso, a partir deste momento, todo e qualquer dano causado a navios, cargas ou qualquer coisa relacionada a eles será pago com recursos iranianos que estão em posse dos Estados Unidos e sob seu controle", escreveu Trump. Publicação do ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi em reação à ameaça de Trump de usar ativos iranianos para indenizar navios. Reprodução / X O presidente americano acrescentou que os prejuízos "podem ser muito substanciais", mas afirmou que essa seria "a medida justa e equitativa a ser adotada". A publicação não detalha quais ativos iranianos seriam usados nem explica por qual mecanismo jurídico os Estados Unidos fariam esses pagamentos. Horas mais tarde, o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, levada pelo primeiro-ministro do Iraque, noticiou o jornal The New York Times citando autoridades iranianas e iraquianas Os detalhes da proposta não foram divulgados. Entretanto, autoridades iranianas informaram ao jornal que o governo não tinha interesse em um acordo temporário que não resolvesse o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Em entrevista à televisão estatal iraniana, Araghchi afirmou que Al-Zaidi compartilhou com Teerã suas "visões e impressões" após a passagem por Washington, mas disse que o problema entre os dois países não é a falta de intermediários. Segundo o ministro, Irã e Estados Unidos já contam com mediadores suficientes para transmitir mensagens. Na quarta-feira (22), Trump havia dito que os EUA destruiriam "uma ponte ou usina elétrica" no Irã sempre que a República Islâmica disparasse contra um navio no Estreito de Ormuz, por meio de mísseis, foguetes, drones ou qualquer outro tipo de arma. Irã ameaça impedir trânsito de petróleo sem autorização no Estreito de Ormuz: 'nem uma gota' Logo depois da ameaça, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que cortaria o fornecimento de energia de aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio caso os americanos bombardeassem usinas iranianas. O comando militar iraniano também ameaçou interromper o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico e atacar infraestruturas energéticas e econômicas de países da região. Também na quarta-feira, os Houthis, grupo extremista do Iêmen apoiado pelo Irã, disseram ter atacado dois petroleiros da Arábia Saudita no Mar Vermelho, alegando que as embarcações violaram um bloqueio naval imposto pelos rebeldes. O governo saudita confirmou um ataque a um petroleiro, mas a agência britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), que monitora a segurança da navegação na região, não atribuiu oficialmente a autoria da ação. Embarcações circulando pelo Estreito de Ormuz Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS VÍDEOS: mais assistidos do g1
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