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    Prefeituras investem, em média, 1% das despesas em gestão ambiental, diz TCE-MG

    há 17 horas

    Vista de Belo Horizonte TV Globo/ Reprodução As prefeituras mineiras investiram, em média, 1% do total das despesas em gestão ambiental nos últimos 12 anos, segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). De acordo com o estudo, a gestão do meio ambiente ficou em 12º lugar no ranking de investimentos dos municípios entre 2014 e 2026. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Em Belo Horizonte, foram empenhados neste ano, até junho, R$ 96 milhões, o equivalente a 0,9% do total de despesas. Em Contagem, na Grande BH, o percentual foi de 0,7%. Em Ribeirão das Neves, na mesma região, de 0,1%. No interior do estado, cidades como Uberaba (0,02%), Ipatinga (0,07%) e Governador Valadares (0,007%) não chegaram nem a esse índice. O TCE-MG ainda traz outro alerta. As ações preventivas têm recebido a menor parte dos recursos. "Cerca de 80% a 90% do que é gasto, de fato, é gasto após o desastre, quando a situação já ocorreu e não há mais o que se fazer, a não ser apurar os danos. E o ideal seria que esse recurso fosse gasto de fato na prevenção, para que se mitigassem o máximo possível os danos que seriam causados por esses eventos", afirmou o coordenador da Coordenadoria de Auditoria Operacional e Avaliação de Políticas Públicas do TCE-MG, Ryan Brunner Lima Pereira. A falta de investimentos em prevenção preocupa especialistas, sobretudo diante da previsão de um forte El Niño, com aquecimento muito intenso do Oceano Pacífico. Esse fenômeno altera o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. Em Minas Gerais, o período de estiagem deve ter, novamente, temperaturas mais altas, mais incêndios e má qualidade do ar. Os impactos também chegam à saúde, com mais possibilidade de doenças como dengue, zika e chikungunya. "É necessário que a Defesa Civil se prepare, que o sistema de saúde se prepare, que se façam políticas de contenção de determinados impactos. É necessário que o cidadão não seja pego de surpresa, que o poder público faça a sua parte se prevenindo", disse o professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Wellington Lopes Assis. Para a professora Rejane Magiag, da Escola de Arquitetura da UFMG, um uso mais eficiente das verbas destinadas à gestão ambiental depende de planejamento. Além de um mapeamento de fragilidades, como os locais com mais chances de deslizamentos e inundações, é preciso reconhecer que os efeitos da emergência climática não são um problema apenas para as próximas gerações. "Hoje a gente já vive num clima muito diferente de 30, 50 anos atrás. As nossas cidades não foram pensadas para esse regime de chuva que a gente está enfrentando ou para períodos de seca que a gente vai enfrentar. [...] A gente precisa pensar uma governança nova, valores novos para poder lidar com essa nova realidade e atuar para que a situação não se agrave ainda mais no futuro", disse. O que dizem as prefeituras A Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que a execução orçamentária de gestão ambiental cresceu nos últimos anos. As despesas efetivamente executadas em 2025, por exemplo, tiveram alta de 14,5% sobre o ano anterior para ações de secretarias e órgãos de política ambiental. A Prefeitura de Contagem disse que vem destinando verbas para ações e projetos como os de pegada de carbono, coleta seletiva de catadores de recicláveis e reconstrução da flora em áreas de preservação permanente. Afirmou ainda que, em 2024, constituiu a autarquia municipal de parques e praças, que absorveu contratos do setor. A Prefeitura de Ribeirão das Neves declarou que vem fortalecendo a política ambiental com investimentos em estrutura técnica, fiscalização, educação ambiental e execução de projetos de preservação e desenvolvimento sustentável. A TV Globo também procurou as prefeituras de Ipatinga, Governador Valadares e Uberaba, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Vídeos mais vistos no g1 Minas:
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