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    Presidente da Colômbia reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã; países árabes repudiam

    15 hours ago

    Abelardo De La Espriella presta continência após tomar posse como novo presidente do país durante a cerimônia de posse, em Cali, Colômbia, em 7 de agosto de 2026 REUTERS/Luisa Gonzalez Com menos de uma semana de governo, o novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, já se envolveu em uma crise diplomática ao reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, o que gerou ampla condenação dos países árabes. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na noite de segunda-feira (10), em meio à resposta ao terremoto de magnitude 7,4 que devastou o oeste da Colômbia, o Ministério das Relações Exteriores colombiano anunciou reconhecer a soberania e direito de Israel sobre as Colinas de Golã, algo que chamou de "essencial" para a defesa nacional do território e dos cidadãos israelenses. ➡️ As Colinas de Golã são uma região montanhosa no sudoeste da Síria que Israel reivindica como parte de seu território. A área é ocupada por assentamentos israelenses desde a década de 1970, por ocasião da Guerra dos Seis Dias, e foi anexada por Israel em 1981 —ato não reconhecido pela comunidade internacional. Golã segue disputada pelos países desde então, e o governo Netanyahu aprovou planos para expandir os assentamentos desde a queda do regime Assad, em dezembro de 2024. Diversos países árabes manifestaram repúdio ao reconhecimento colombiano e reafirmaram a soberania da Síria nas Colinas de Golã. O governo sírio de Ahmed al-Sharaa condenou e rejeitou categoricamente a decisão colombiana. Agora no g1 A Liga Árabe, composta por 22 países do Oriente Médio e da África, rejeitou fortemente a decisão do governo Espriella, enfatizou a soberania síria sobre Golã e pediu que a Colômbia reconsidere sua posição. Além disso, algumas nações árabes também emitiram comunicados própriuos, como o caso da Arábia Saudita, Catar, Egito, Turquia, Iêmen, Jordânia, Líbia e Líbano. Com a decisão, a Colômbia se tornou apenas o segundo Estado-membro da ONU a adotar esse posicionamento e se juntou aos Estados Unidos, que reconhecem a soberania israelense de Golã desde 2019 —no primeiro mandato de Donald Trump. Tanto a mídia colombiana quanto o ex-presidente colombiano Gustavo Petro afirmaram que o país "se isolou" do resto do mundo com a decisão do governo Espriella. Petro, que deixou o poder na semana passada, criticou a decisão e afirmou que o reconhecimento seria uma "cobrança" de Tel Aviv por uma suposta contribuição para a eleição de Espriella. No entanto, não havia qualquer confirmação dessa alegação até a última atualização desta reportagem. Soldados e tanques do exército israelense posicionados perto da linha de cessar-fogo entre as Colinas de Golã ocupadas por Israel e a Síria, em 9 de dezembro de 2024. REUTERS/Ammar Awad
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