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    Primeiro dia da Flip 2026 homenageia a poesia e legado de Orides Fontela

    há 22 horas

    Flip recebe escritores e leitores de todos os lugares do Brasil e do mundo em Paraty A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começou na quarta-feira (23) com uma homenagem à poeta Orides Fontela, um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. A escritora paulista foi escolhida como autora homenageada desta edição, que tem a poesia como eixo central da programação. Natural de São João da Boa Vista (SP), Orides publicou pouco mais de 200 poemas distribuídos em cinco livros e construiu uma obra reconhecida pela densidade filosófica, pelo rigor na escolha das palavras e pela presença constante da natureza. A mesa de abertura reuniu a poeta Marília Garcia e o editor e professor Augusto Massi, responsável pelo acervo literário de Orides. O encontro apresentou diferentes leituras sobre a trajetória da escritora, combinando aspectos biográficos e análises sobre sua produção literária. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Marília Garcia apresentou diferentes leituras sobre a trajetória da escritora. Divulgação/FLIP 2026 Logo no início da conversa, Marília Garcia leu uma anedota do livro Enigma e Comentário, aproximando o público de um episódio marcante da trajetória da autora. Ao longo da mesa, ela destacou que a poesia de Orides é construída a partir do silêncio, dos espelhamentos e da precisão na escolha das palavras, criando textos curtos, mas abertos a diferentes interpretações. A ensaísta também chamou atenção para a presença recorrente dos pássaros na obra da poeta e relacionou esse elemento às discussões ambientais da atualidade. Segundo ela, a escrita de Orides rompe com a musicalidade tradicional ao privilegiar pausas, interrupções e perguntas que levam o leitor à reflexão. Augusto Massi destacou a evolução literária de Orides Fontela. Divulgação/FLIP 2026 Já Augusto Massi apresentou um panorama da evolução literária da escritora, mostrando como sua obra percorreu diferentes referências filosóficas e religiosas, da formação católica aos mitos gregos e, posteriormente, ao zen-budismo. O editor também destacou o uso da pontuação como recurso expressivo, transformando sinais gráficos em parte da construção de sentido dos poemas. A mesa relembrou ainda a aproximação entre Orides Fontela e a artista plástica Mira Schendel, destacando a afinidade entre as duas na busca pela síntese e pela experimentação da linguagem. Com uma abertura dedicada à memória e à atualidade da obra de Orides Fontela, a Flip iniciou sua programação reafirmando a poesia como espaço de reflexão sobre a linguagem e a condição humana. Orides Fontela Fritz Nagib Este é o segundo ano consecutivo em que a Festa Literária Internacional de Paraty homenageia um poeta. Em 2025, o escolhido foi Paulo Leminski. Até domingo (27), o Centro Histórico de Paraty recebe escritores, pesquisadores e leitores em uma programação que reúne 21 mesas literárias, além de debates, lançamentos e atividades culturais. Veja como foi o primeiro dia da Flip com homenagem à poesia de Orides Fontela VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul
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