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    Promotor do MPPA classifica como 'absurdo' o funcionamento de dois sistemas diferentes de BRT em Belém

    9 hours ago

    Governo do estado anuncia o funcionamento do BRT Metropolitano em Belém e sete municípios O promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento, do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), classificou como “absurdo” e “esdrúxulo” o sistema BRT em Belém funcionar sob duas administrações diferentes: uma municipal e outra estadual. Segundo ele, a existência de dois sistemas operando de forma não integrada prejudica diretamente a população e representa desperdício de dinheiro público. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp De acordo com o promotor, a 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Meio Ambiente e Urbanismo da Região Metropolitana de Belém propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para promover a integração plena entre o BRT Belém e o BRT Metropolitano. Um prazo de 20 dias foi dado para que o estado e o município se manifestem sobre a proposta. “Em outras capitais existe apenas um sistema. É uma coisa assim absurda realmente ter dois sistemas. [...] Dois sistemas estão funcionando operacionalmente, mas incompatíveis, não conversam. A população é que sofre, é penalizada”, afirmou. Em maio de 2025, o MPPA já havia apontado falhas no BRT de Belém e recomendado que a gestão fosse transferida da prefeitura para o governo do estado. A medida não foi adotada. Em novembro de 2025, o BRT Metropolitano começou a operar sem integração com o sistema municipal. Dois sistemas “incompatíveis” O promotor reforçou que a duplicidade de estruturas representa gasto desnecessário de recursos públicos. “É uma coisa esdrúxula, totalmente esdrúxula, ter dois sistemas. Nosso entendimento é que é um desperdício de dinheiro público, é como se nós estivéssemos jogando dinheiro pela janela. Bilhões foram gastos nessas obras, tanto pela prefeitura quanto pelo estado”, disse. Segundo ele, parte dos recursos investidos inclui financiamento do governo federal, por meio da Caixa Econômica. Atualmente, há duas despesas distintas para manutenção dos sistemas: o municipal, sob responsabilidade da Segbel, e o BRT Metropolitano, gerido pelo NGTM com fiscalização da Arcon. Ministério Público recomenda que Governo do Estado assuma o BRT Belém O promotor afirmou que não há um valor exato do custo total de manutenção, mas destacou que há sobreposição de linhas. “Muitas dessas linhas, se fossem integradas, nós teríamos condições de dar um serviço de melhor qualidade”, disse. Proposta de integração Para a promotoria, o sistema poderia oferecer mais eficiência com uma operação unificada, incluindo tarifa única e melhor coordenação das linhas. “Nós estamos com dois sistemas que deveriam estar juntos, coordenados, com uma tarifa única, com uma qualidade de serviço que a população merece, e infelizmente nós não temos isso”, afirmou. Marco Aurélio Nascimento defende que representantes do estado e do município se reúnam para alinhar a gestão do transporte, por meio da proposta do TAC mediada pelo MPPA. “Os entes têm que sentar numa mesa com as autoridades estaduais e municipais para afinar esse funcionamento, essa operacionalidade”, disse. Importância do BRT O promotor destacou a relevância do BRT para a mobilidade urbana e para áreas como economia, educação e saúde. Como exemplo, citou o BRT Metropolitano, que permite o deslocamento de passageiros de Castanhal até Belém com pagamento de uma única tarifa, reduzindo custos para usuários, como estudantes. BRT Metropolitano, em Belém do Pará. Alexandre Costa / Ag. Pará Segundo o promotor, o projeto original previa um sistema unificado desde 1991, a partir de estudos realizados em parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). No entanto, houve uma ruptura em 2012, quando município e estado passaram a desenvolver projetos separados. A divisão resultou na implantação de dois sistemas paralelos, com corredores e linhas que se sobrepõem. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA
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