Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Recursos para 'Dark Horse', malas para dinheiro vivo e repasses nas Bahamas: o que se sabe da delação de empresário ligado a Vorcaro

    6 hours ago

    Mendonça homologa delação de empresário responsável por 'gerar' dinheiro vivo para Vorcaro Homologada nesta quarta-feira (9) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a delação do empresário Antonio Carlos Freixo Junior lista pagamentos a fundo que financiou o filme "Dark Horse", uso de empresa nas Bahamas para pagamentos a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e compra de malas apenas para entregas de dinheiro vivo. Conhecido como Mineiro, Freixo Junior é o dono da Entre Investimentos. Ele firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto, após cerca de 4 meses de negociações, e o acordo foi aceito por Mendonça nesta quarta. Relembre abaixo pontos já revelados da delação do empresário. Malas de dinheiro vivo Antonio Carlos disse à PGR que movimentou em torno de R$ 1,3 bilhão de 2020 a 2025 para o ex-banqueiro, dono do extinto Banco Master. Ainda de acordo com o empresário, as demandas por dinheiro vivo eram feitas pelo próprio banqueiro, seu sócio Augusto Lima e, depois, pelo cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. Antônio Carlos Freixo Júnior e Daniel Vorcaro Reprodução Na proposta de delação, o empresário afirmou que malas contendo entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão eram entregues para Zettel e também para motoristas de Zettel e Vorcaro. O g1 apurou que o delator entregou à PGR recibos de malas adquiridas pela internet para guardar o dinheiro, que era utilizado para "pagamento de comissões e vantagens indevidas." Para conseguir o dinheiro em espécie, Antonio Carlos entrava em contato com três operadores. Em seguida, fazia transferências bancárias para empresas indicadas por esses operadores — uma delas era uma distribuidora de combustíveis que, segundo o delator, já apareceu nas investigações da Operação Carbono Oculto, em São Paulo. 'Dark Horse' Freixo Junior relatou em sua proposta de delação, agora homologada, que fez sete repasses, a título de "subscrições de cotas", para o fundo Havengate nos Estados Unidos, usado para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, as transações foram feitas de janeiro a setembro de 2025, a mando de Daniel Vorcaro, e totalizaram US$ 12,333 milhões. Pela cotação de setembro de 2025, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões. 🔎A subscrição de cotas é um processo em que um fundo emite novas cotas para aumentar seu patrimônio, recebendo aporte de investidores. Os valores foram pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência. O ator norte-americano Jim Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' Reprodução O delator relatou que a previsão inicial era de um envio de cerca de US$ 24 milhões entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, mas acabaram sendo feitas somente sete transações. Antonio Carlos entregou às autoridades os comprovantes das transferências para pagamento das subscrições de cotas e os e-mails que trocou com o responsável pelo fundo Havengate, Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA. O delator afirmou que não tinha conhecimento do destino dos valores enviados ao fundo, e que as ordens para os pagamentos ao fundo gerido por Calixto eram confirmadas por Vorcaro pouco antes das datas previstas para cada "subscrição". A PF investiga se a totalidade do dinheiro foi usada no filme "Dark Horse", como afirmam Flávio Bolsonaro e a produtora Go Up, ou se uma parte foi destinada para outros fins — como bancar Eduardo Bolsonaro nos EUA. A assessoria de Flávio Bolsonaro foi questionada sobre os relatos do delator, e respondeu que as informações têm sido dadas pela produtora Go Up, que já apresentou as contas do filme. Delator do caso Master detalha pagamentos a fundo de 'Dark Horse' Dinheiro das Bahamas Antonio Carlos também afirmou em seu acordo de delação que fez outros pagamentos no exterior, a mando de Vorcaro, por meio de sua empresa Entre Investiments and Arbitrage Ltd. — sediada em Nassau, nas Bahamas. O empresário disse que, nesses casos, Vorcaro lhe enviava "invoices" (faturas) que deveriam ser pagas. Ele não detalhou quem eram os beneficiários desses pagamentos. O g1 apurou que uma das linhas de investigação da PF é se recursos que estavam em paraísos fiscais, como as Bahamas, também foram enviados ao fundo Havengate ou pessoas relacionadas a ele. Procurado, o advogado do delator, Marco Petrelluzzi, disse que não vai comentar o caso devido ao segredo de Justiça. A Go Up contratou uma auditoria particular que afirmou, em junho deste ano, que as contas de "Dark Horse" estão regulares — mas não tornou públicos os documentos, como as notas fiscais dos gastos do filme. Segundo essa auditoria particular, o filme custou R$ 75 milhões e foi bancado pelo fundo Havengate.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Serenata da Nossa Petrolina acontece neste sábado (12) com homenagem a oito moradores; veja programação
    Artigo Seguinte
    Mendonça revoga prisão do filho do 'Careca do INSS'; que atuou como sucessor no esquema após prisão do pai, diz PF

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário