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    Rio Branco decreta situação de emergência por conta da seca

    1 day ago

    Estiagem muda rotina de famílias na zona rural de Rio Branco A Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência nesta terça-feira (11) por conta da seca que atinge o município. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e é assinada pelo prefeito Alysson Bestene. O decreto é válido por 180 dias. Em julho, a prefeitura decretou estado de alerta para enfrentamento da estiagem. Já o governo decretou situação de emergência também por conta da seca no último dia 3. A medida também é válida por 180 dias. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp No decreto desta terça, o prefeito destaca que a estiagem tem causado fortes impactos sociais, econômicos e ambientais e os efeitos atingem principalmente as comunidades rurais. A situação prejudica a agricultura familiar, a pecuária e a pesca artesanal. Também afeta o funcionamento de escolas rurais, unidades de saúde e outros serviços públicos essenciais. Rio Acre marca 2,18 metros na capital acreana Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre O documento também destaca que levantamentos técnicos identificaram crescente necessidade de abastecimento emergencial de água potável por caminhões-pipa, além do aumento da vulnerabilidade das populações atingidas, que os danos e prejuízos decorrentes da estiagem ultrapassam a capacidade normal de resposta da administração pública municipal, exigindo apoio complementar dos governos estadual e federal. Na publicação, a prefeitura destaca a adoção das seguintes medidas como estratégias para reduzir os impactos: Abastecimento emergencial de água potável às populações afetadas; Assistência humanitária às famílias atingidas; Ao apoio às atividades agropecuárias e aos meios de subsistência das comunidades rurais; Manutenção do funcionamento das unidades escolares e de saúde; Proteção da saúde pública e ao fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica; Monitoramento permanente da evolução do desastres Abastecimento de comunidades rurais Moradores de 40 comunidades rurais de Rio Branco já começaram a receber água por caminhões-pipas por conta da seca severa. O abastecimento é uma das medidas tomadas para reduzir os efeitos da estiagem na população. A Operação Estiagem atende as comunidades com abastecimento duas vezes por semana. A expectativa é distribuir mais de 40 milhões de litros de água durante todo o período de seca. A Defesa Civil de Rio Branco também se prepara para atender pontos da área urbana que possam sofrer desabastecimento. LEIA MAIS: Com mais de mil milímetros, acumulado de chuva aumentou 18% no 1º semestre do ano em Rio Branco Acre teve média de 3 meses sob calor extremo em 2024, revela levantamento; confira lista Área queimada no Acre tem 4ª maior queda do país em relação à média histórica Uma das localidades atendidas com o abastecimento é a Vila Manoel Marques, no km 14 da Rodovia Transacreana. Todos os anos, moradores da região convivem com a falta de água devido ao esgotamento de açudes e poços. A presidente da comunidade disse que o problema atinge cerca de 1,6 mil famílias. Órgãos públicos planejam medidas para reduzir impactos da seca no Acre Chuvas em Rio Branco A ausência prolongada de chuvas na capital preocupa a Defesa Civil Municipal. A Defesa Civil Municipal alerta para o agravamento do cenário nas próximas semanas, com a intensificação do período seco e a previsão de influência do fenômeno El Niño. O primeiro semestre de 2026 foi mais chuvoso do que o mesmo período ano passado em Rio Branco. Dados da Defesa Civil Municipal mostram que, entre janeiro e junho, foram registrados 1.557,5 milímetros de chuva na capital, volume 18% superior ao acumulado de 1.321,2 milímetros contabilizado nos seis primeiros meses de 2025. Conforme a Defesa Civil, as chuvas não ocorreram de forma uniforme ao longo do semestre. Grande parte desse acumulado foi influenciada por episódios isolados de chuva intensa, cenário considerado atípico e que, na prática, não afasta a previsão de uma estiagem mais severa nos próximos meses. Ao g1, o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que o Rio Acre ainda apresenta uma cota mais confortável porque o primeiro semestre foi marcado por um volume de chuva superior ao registrado em 2025. No entanto, esse cenário já começa a mudar. 🌡️☀️ Calor e El Niño preocupam especialistas O cenário também preocupa pesquisadores. A previsão de formação do fenômeno El Niño nos próximos meses aumenta a possibilidade de temperaturas mais elevadas e de uma seca mais intensa no Acre. O pesquisador Foster Brown explica que a combinação entre calor e redução das chuvas favorece incêndios florestais, piora a qualidade do ar e amplia os impactos sobre a saúde da população e dos ecossistemas. "Nunca se repete exatamente, mas segue mais ou menos o que aconteceu em 2023 e 2024. Estamos entrando em uma fase em que a influência do El Niño tende a crescer. Com isso, a expectativa é de prolongamento da estação seca", afirmou. Segundo a Defesa Civil, alguns sinais típicos desse cenário já são observados, como a ausência prolongada de chuva, as ondas de calor, a redução do nível dos rios e igarapés e a diminuição da capacidade de reservação de açudes e represas. Medidas preventivas Diante das previsões, os órgãos públicos reforçam o planejamento para minimizar os impactos da estiagem. Conforme a Defesa Civil, um parecer técnico já foi encaminhado ao gabinete do prefeito solicitando a decretação de situação de alerta. O órgão também monitora comunidades rurais onde a crise hídrica começa a se intensificar e prepara um levantamento das perdas na produção agrícola e pecuária. Além disso, o Ministério Público do Acre (MP-AC) orientou que órgãos estaduais e municipais antecipem medidas preventivas, incluindo os sistemas de monitoramento e as ações voltadas às populações mais vulneráveis. Além disso, a recomendação é que a população mantenha a hidratação, evite exposição ao sol nos horários mais quentes do dia e redobre os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. VÍDEOS: g1
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