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    Três pesquisadores que estudam doenças do cérebro ganham o Prêmio Nobel de Medicina

    19 hours ago

    Nobel de Midicina reconhece pesquisa sobre o funcionamento do cérebro O Prêmio Nobel de Medicina de 2026 reconheceu uma descoberta que ajudou a desvendar como o nosso cérebro funciona. Esse avanço abre caminho para terapias revolucionárias. Essa história começou com uma pergunta simples. O cientista alemão Peter Hegemann queria descobrir como uma alga, de uma célula só, nada sempre em direção à luz. A resposta provocou uma revolução. Há quase 30 anos, Hegemann e o colega Georg Nagel descobriram na alga uma proteína sensível à luz. Aí o americano Karl Deisseroth aplicou a descoberta em cérebros de ratos. Ele introduziu essa proteína em neurônios que também se tornaram reativos à luz. Ao iluminar esses neurônios com uma fibra óptica inserida no crânio, desencadeou uma reação: o movimento dos bigodes do ratinho. Nascia a optogenética. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Desde a Antiguidade, pesquisadores tentam entender como o cérebro guarda memórias e desenvolve sentimentos e comportamentos, mas não conseguiam mostrar exatamente que tipo de célula estava atuando, apenas regiões do cérebro. Três pesquisadores que estudam doenças do cérebro ganham o Prêmio Nobel de Medicina Jornal Nacional/ Reprodução A optogenética revolucionou a neurociência ao jogar luz em micropartes do cérebro. Os cientistas criaram uma espécie de interruptor que liga e desliga células nervosas específicas. Com a técnica, eles conseguem provocar ou inibir neurônios com muita precisão e isso permite testar diretamente o que acontece quando um neurônio é acionado ou silenciado. Os pesquisadores conseguiram acionar neurônios de memória em camundongos. Agora, a optogenética começou a ser investigada em aplicações médicas para estudar transtornos psiquiátricos, por exemplo. Segundo o Comitê do Nobel, ela está sendo usada em estudos que buscam restaurar a visão de pessoas cegas. Por telefone, Hegemann lembrou que uma simples curiosidade sobre uma alga causou essa revolução. Por isso, cientistas jovens devem se manter curiosos e, acima de tudo, trabalhar em algo novo. Nesta segunda-feira (5), Deisseroth foi recebido com festa no laboratório na Universidade de Stanford, na Califórnia. Ele contou que recebeu a ligação do comitê do Prêmio Nobel pouco depois da meia-noite: “Eu fiquei chocado e, por uns 30 segundos, perdi a capacidade de formar palavras”, brincou. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Nobel de Medicina 2026 vai para Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel pela descoberta da optogenética
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