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    Veja o que é #FATO ou #FAKE nos debates de candidatos ao Senado por São Paulo no g1

    8 hours ago

    Debate do g1 com candidatos ao Senado por São Paulo (Marina Silva, Simone Tebet, Soninha Francine e Geraldo Rufino) Noah Denser/Divulgação O g1 promoveu, nesta sexta-feira (25), um debate com candidatos ao Senado por São Paulo. Com mediação da jornalista Ana Paula Campos, o encontro, realizado em um estúdio na TV Globo na capital paulista, foi transmitido ao vivo no site e nos perfis do portal no YouTube, no TikTok e no Instagram. ✅ Siga o canal de Fato ou Fake no WhatsApp Foram convidados os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional. Também estariam aptos a participar os candidatos dos demais partidos que alcançassem 5% ou mais na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24), mas nenhum atingiu esse percentual. Os participantes, em ordem alfabética, foram: Geraldo Rufino (Podemos) Marina Silva (Rede) Simone Tebet (PSB) Soninha Francine (Cidadania) * Na manhã desta sexta, as campanhas dos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) informaram, em nota conjunta, que eles não iriam participar do encontro. Assessores dos dois haviam participado de todas as reuniões preparatórias, assinado a ata com as regras e acompanhado o sorteio que definiu a ordem dos candidatos à mesa. O comunicado citou "uma agenda inadiável, confirmada posteriormente e que tornou impossível a presença de ambos". A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos candidatos. Leia: Geraldo Rufino (Podemos) "Nós precisamos fazer com que o poder conheça as vidas, as favelas, as vias e o povo, principalmente que mora nessas comunidades, que é a maioria da população deste estado, que tem mais de 3 mil favelas." A declaração de Rufino sobre o nº de favelas em SP é #FATO. A declaração de Rufino sobre o nº de habitantes em favelas é #FAKE. Veja por que a primeira delas é #FATO: Selo Fato (Horizontal) g1 O estado de São Paulo tem 3.123 favelas e comunidades urbanas, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na capital, são 1.359 territórios desse tipo. O número de favelas, portanto, está de acordo com a declaração do candidato no debate desta sexta. Veja por que a segunda delas é #FAKE: g1 Os moradores dessas comunidades não são “a maioria da população deste estado”. Segundo o IBGE, 3,6 milhões de pessoas vivem em favelas e comunidades urbanas no estado de São Paulo. Esse número corresponde a 8% da população paulista. O levantamento do IBGE mostra ainda que essas pessoas vivem em cerca de 1 milhão de domicílios. Crianças e jovens de até 19 anos representam 32% dos moradores; a faixa de 20 a 59 anos concentra 59%, e os idosos, 8,9%. Marina Silva (Rede) "As cidades que são vulneráveis a eventos climáticos extremos, como é o caso das 177 cidades que atingem cerca de 1 milhão de habitantes em São Paulo e que precisarão de adaptação." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa da candidata informou que os dados sobre municípios vulneráveis em São Paulo estão em duas notas técnicas formuladas pela Secretaria Especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vinculada à Casa Civil. Os documentos com base no ano de 2025 apontam que há 2.095 municípios suscetíveis à ocorrência de deslizamentos, enxurradas e inundações no Brasil, sendo que 177 estão no estado de São Paulo. Desses, 173 são suscetíveis a enxurradas e inundações, e quatro, apenas ao processo de deslizamento. Além disso, os relatórios apontam que, no estado de SP, 1,6 milhão de pessoas vivem em áreas mapeadas para o risco geo-hidrológico. Já em 2024, uma nota técnica divulgada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, apontou um dado próximo ao mencionado por Marina da Silva no debate: 172 municípios paulistas estavam em situação de vulnerabilidade a eventos climáticos extremos. "Eu tive uma experiência muito grande no combate ao crime organizado como ministra do Meio Ambiente. Porque em integração a Polícia Federal, com a [Polícia Rodoviária Federal [PRF], vários órgãos de controle, o Ministério do Meio Ambiente através do Ibama e do ICMBio, reduzimos a violência produzida pelo crime organizado em 15%, evitando a morte de cerca de 1,5 mil pessoas." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: O Fato ou Fake perguntou à assessoria de imprensa da candidata qual é a fonte dos dados citados por ela no debate. A resposta indicou a pesquisa "Combate ao desmatamento reduz a violência na Amazônia", do projeto AMAZÔNIA 2030. O indicador analisado refere-se à taxa de homicídios em 521 municípios da Amazônia, entre 2006 e 2016. De fato, o estudo concluiu que a ampliação da fiscalização ambiental associada ao Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) reduziu os homicídios na Amazônia em cerca de 15%, o equivalente a aproximadamente 1.477 mortes evitadas por ano. No entanto, os autores não associam esses números exclusivamente ao crime organizado, como mencionado pela candidata no debate. Os próprios autores mencionam três fatores principais por trás da redução dos homicídios: 1) Redução do desmatamento e dos conflitos fundiários - a intensificação da fiscalização diminui disputas por terra, uma das principais fontes de violência rural na Amazônia. 2) Ampliação da presença do Estado - multas, monitoramento e operações de fiscalização aumentam os custos de atividades ilegais e reforçam o controle institucional. 3) Interrupção de mercados ilegais: redes ligadas ao desmatamento, à exploração ilegal de madeira e ao garimpo passam a enfrentar maior risco de punição, reduzindo incentivos ao uso da violência. A pesquisa, portanto, relaciona a violência na Amazônia à atuação de mercados ilegais e grupos criminosos, mas não conclui que a redução de 15% nos homicídios decorreu apenas do combate ao crime organizado. Simone Tebet (PSB) "O PCC já está aqui, já está dentro da prefeitura no transporte coletivo. Mas nós estamos agora com CV lá numa operação em Rio Claro, tocando o terror no interior, numa operação." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), apontou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) se infiltrou no setor de transporte público da cidade de São Paulo. Segundo a investigação, 12 das 22 empresas que operam os ônibus na capital são suspeitas de ligação com a facção. Elas operam todas as linhas de distribuição local, responsáveis pelos deslocamentos dentro dos bairros e entre regiões próximas. Juntas, as empresas concentram 510 linhas municipais, o equivalente a 38% de toda a rede da capital. Em 17 de setembro, o MP-SP e a Polícia Civil deflagraram a Operação Vectura Corrupta. Foram expedidos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Entre os alvos, estavam o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) e o ex-presidente da SPTrans e ex-secretário de Mobilidade e Trânsito Levi dos Santos Oliveira, que foram presos. Santos Oliveira comandou a pasta entre agosto de 2021 e fevereiro de 2022. Em um documento da Operação Vectura Corrupta obtido pelo g1 e pela TV Globo, Milton Leite foi apontado como o dono de fato da Transwolff. "É visível uma intensa infiltração do crime organizado na administração pública, especialmente no setor de transporte público", afirmam os promotores Maurício Rodrigues e Anne Marie Karsten, que assinam a denúncia. Esta não foi a primeira vez que o sistema de transporte público da capital é alvo de investigação. Em 2024, a Operação Fim da Linha investigou a Transwolff e a UPBus por suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa e infiltração do PCC no transporte público da capital. Em relação à presença do Comando Vermelho (CV) em Rio Claro, o Gaeco deflagrou, em março deste ano, a Operação Linea Rubra para desarticular a estrutura logística, financeira e operacional de uma célula da facção no interior de São Paulo. Segundo o MP-SP, a organização atuava principalmente na região de Rio Claro e se dedicava ao tráfico de drogas e armas, à lavagem de dinheiro e a homicídios. A operação ocorreu em um contexto de disputa territorial entre o PCC e uma organização rival que, segundo o Ministério Público, passou a integrar o Comando Vermelho. Em julho, outra operação foi realizada na região contra alvos que tinham vínculo direto com o grupo criminoso Bonde do Magrelo, associado ao CV. Eles eram investigados por participação em homicídios e pelo transporte e armazenamento de armas de fogo e drogas. Soninha Francine (Cidadania) "Eles [dados de desemprego no Brasil] vêm da Pnad Contínua, a pesquisa nacional em domicílio do IBGE. E [no estudo] uma pessoa pode ser considerada como ocupada – e isso está no manual de instrução para os entrevistadores da Pnad – se trabalhar como estátua viva, como alguém que limpa para-brisa de automóveis. E, aí, está lá entre parêntese 'rodinho', como alguém que toma conta de automóveis [...]." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disse: "Os exemplos citados pela candidata constam no manual do entrevistador da Pnad Contínua, na página 102". Além das ocupações citadas por Soninha, o documento cita "músicos de rua, malabaristas e comércios diversos". O IBGE explica que é uma recomendação internacional considerar "ocupada qualquer pessoa de 14 anos ou mais de idade que, durante pelo menos uma hora completa na semana de referência, exerceu atividade remunerada -- em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios (moradia, alimentação, roupas etc.) na produção de bens ou serviços --, ou atividade não remunerada: em ajuda à atividade econômica de membro do domicílio ou de parente residente em outro domicílio". E complementa: "Nosso papel é o de captar toda a diversidade e as desigualdades do mercado de trabalho do país, sem preconceitos e seguindo a metodologia internacionalmente reconhecida, adotada por diversos países e recomendada pelos organismos de cooperação internacional, como a divisão de estatísticas das Nações Unidas e a Organização Internacional do Trabalho (OIT)". "Desmatamento caiu na Amazônia e aumentou no Cerrado." Selo Não é Bem Assim (Horizontal) g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Em 2025, os alertas de desmatamento caíram em cerca de 9% tanto na Amazônia quanto no Cerrado, na comparação com o ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados em janeiro deste ano. Na Amazônia, os alertas somaram 3.817 km² em 2025, ante 4.183 km² em 2024, uma queda de aproximadamente 8,7%. O resultado marcou o terceiro ano consecutivo de redução na área sob alerta de desmatamento do bioma. No Cerrado, a queda de 9,2% representou o segundo ano consecutivo de redução. Os alertas somaram 5.357 km² em 2025, contra 5.901 km² em 2024. Questionada pelo Fato ou Fake sobre a origem do dado referente ao Cerrado mencionado por Soninha no debate, a assessoria de imprensa da candidata afirmou que, "depois de quatro anos do aumento de 77% do desmamento [entre 2019 e 2023]", houve redução em 2024 e em 2025. O Fato ou Fake também entrou em contato com a assessoria de imprensa do Inpe para perguntar se aumentou o desmatamento no Cerrado. A resposta indicou um texto publicado no site do próprio instituto em 7 de agosto de 2026, intitulado "Governo Federal apresenta dados que indicam redução do desmatamento nos biomas brasileiros". O texto relata que "foram apresentados os dados do Deter referentes ao período de agosto de 2025 a julho de 2026, que indicam redução da área sob alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado". "Na Amazônia, a área sob alertas foi de 2.874,38 km², o que representa uma redução de 36% em relação ao período anterior, o menor valor registrado na série histórica e um resultado 55,6% abaixo da média dos últimos dez anos (2015/2016 a 2024/2025). Já no Cerrado, a área sob alertas foi de 5.119,46 km², com redução de 7,8% em relação ao período anterior e o menor valor dos últimos cinco anos." Participaram da checagem: Gustavo Honório, João de Mari, Jorge Fofano, Leonardo Zvarick, Letícia Dauer, Mel Trench e Roney Domingos. Veja também Vídeo mostra homem tomando 'banho com fogo' em fonte natural de água na Rússia É #FATO: vídeo que mostra homem tomando banho em fonte natural em meio a chamas é real VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake
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