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    Morre o compositor Marcelo Diniz, poeta que letrou 'Flores', entre outras músicas do fiel parceiro Fred Martins

    16 hours ago

    Marcelo Diniz (1967 – 2026) morre aos 58 anos, vítima de infarto Reprodução / Facebook Academia Brasileira de Sonetistas – Abrasso ♫ OBITUÁRIO ♬ Silêncio! Morreu um poeta da música brasileira! Marcelo Diniz Martins (1967 – 2026) morreu no domingo, 16 de agosto, aos 58 anos, vítima de infarto. Mestre e doutor em Letras e Ciência da Literatura, Marcelo Diniz era graduado em Português e Literatura pela Universidade Federal Fluminense (UFF) de Niterói (RJ), cidade fluminense onde nasceu e se criou. Instituições acadêmicas, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lamentaram a morte do professor e poeta em notas oficiais. Marcelo Diniz deixou os livros de poesia “Trecho” (2002), “Cosmologia” (2004) e “+ 1” (2019), este com sonetos e poemas visuais. Contudo, os versos mais conhecidos do poeta e compositor foram escritos para letras de músicas do parceiro conterrâneo Fred Martins. A mais conhecida música dessa frutífera parceria, “Flores”, foi lançada por Zélia Duncan há 25 anos no álbum “Sortimento” (2001). “Pelos cômodos, na cômoda do quarto / Uma banheira repleta de flores / Pela estrada, pela rua, na calçada / Flores para mim / Flores pros meus braços / Ofertá-las para parabenizar-te / Flores, quantas flores forem necessárias / Pra perguntares pra que tantas flores”, cantava Zélia, dando voz aos versos imagéticos e inquietos de Marcelo Diniz. “Flores” também aparece em “Janelas” (2001) – um dos melhores álbuns de Fred Martins – ao lado de outras músicas dos parceiros, como “Tempo afora” e “A chave”. A parceria de Marcelo Diniz com Fred Martins permaneceu farta e forte em álbuns posteriores de Fred, como “Raro e comum” (2004) – disco em que apareceram músicas como “O samba me diz”, “Céu acima” e “Sem horizonte” – e “Guanabara” (2009). disco no qual Fred apresentou mais músicas da parceria, entre elas “Amo tanto”, “Por um fio” e “Tudo teu”. Nem a ida de Fred Martins para Lisboa (Portugal), cidade onde gravou o álbum “Ultramarino” (2021), arrefeceu a parceria do artista com Marcelo Diniz, determinante na obra autoral do compositor letrista. Ocupante da cadeira nº 17 da Abrasso (Associação Brasileira de Sonetistas), Marcelo Diniz construiu obra literária e musical com afinidade entre os versos e rimas de poemas e músicas. Como poeta, recebeu as flores em vida. No entanto, como compositor, a obra musical do letrista ainda merece ser corretamente dimensionada na música brasileira.
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