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    Policial penal investigado por agiotagem ameaçou professora em RR: 'Com polícia ninguém brinca'

    há 11 horas

    Policial penal Paulo dos Santos Silva é investigado por agiotagem em Roraima Arquivo pessoal O policial penal Paulo dos Santos Silva, investigado por agiotagem e perseguição contra uma professora em Boa Vista, ameaçou a vítima pessoalmente e por telefone com frases como "eu sou ruim, não tenho coração" e "com polícia ninguém brinca", segundo a investigação. Em nota, a defesa de Paulo dos Santos Silva informou que as acusações são falsas. Disse ainda que a própria vítima reconheceu a existência da dívida financeira em depoimento à polícia, e a denúncia seria uma tentativa de evitar o pagamento do empréstimo. Segundo o pronunciamento, o servidor apresentou documentos à Justiça para comprovar a legalidade do acordo financeiro, afirmou que está à disposição para colaborar com as investigações e que adotará medidas judiciais contra as acusações. O caso chegou à Justiça após a mulher atrasar o pagamento de um empréstimo com juros acima do permitido por lei. O g1 teve acesso à investigação à investigação da Polícia Civil. A professora pegou R$ 5 mil emprestados com o policial cerca de seis meses antes da denúncia. O acordo verbal previa juros de 20% ao mês. As primeiras parcelas do empréstimo chegaram a ser pagas no prazo. No entanto, um imprevisto financeiro impediu a quitação de parte do valor em abril e foi nesse período que Paulo passou a cobrar taxas excessivas e alegar que ela devia R$ 25 mil para ele. Intimidações no local de trabalho Um dos episódios de intimidação mais grave ocorreu em maio. Paulo foi pessoalmente a um local de trabalho da mulher para cobrar a dívida. No local, ele disse que ela teria que pagar "de uma forma ou de outra" e afirmou: "Eu sou ruim. Não tenho coração. Você está tratando é com homem e não com moleque, e com polícia ninguém brinca". Naquele momento, uma cliente que estava na loja foi embora assustada ao ouvir as ameaças, segundo o depoimento da vítima, que também é feirante. Dias depois o policial ligou para a vítima. Segundo outro relato feito pela mulher ele começou a conversa com voz calma e pediu o dinheiro. Logo em seguida, mudou o tom e repetiu que "não tem coração", que a professora estava "brincando com a cara" dele e que "com polícia não se brinca". O agente passou a ir aos locais de trabalho da professora constantemente. Em uma das ocasiões, o filho da servidora, um adolescente de 14 anos, presenciou os gritos do policial. O adolescente, que usava uniforme escolar, sentiu medo de que o investigado fosse procurá-lo na escola. As mensagens com o tom de intimidação também ocorriam pelo WhatsApp. "Preciso falar com você agora, se vc não me atender eu vou lá na sua casa", escreveu o agente em uma das ocasiões. A Polícia Civil informou que abriu inquérito para investigar o caso. O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) determinou, em julho, que o policial mantenha distância mínima de 300 metros da mulher e da família dela. O juiz também proibiu qualquer tipo de contato por parte do investigado. A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) confirmou que recebeu notificação judicial sobre as restrições impostas ao policial. Também declarou que não há ordem da Justiça para afastar o servidor do cargo ou abrir processo disciplinar. A Corregedoria disse que acompanha o caso e aguarda o fim da apuração para tomar as medidas administrativas, caso a Justiça assim determine. Policial penal de Roraima investigado por agiotagem, perseguição e ameaças envia mensagens com intimidações para vítima. Reprodução Ameaças por mensagem As intimidações do agente ocorriam principalmente pelo aplicativo WhatsApp. Em uma das mensagens enviadas à vítima, o policial diz: "Não se queime comigo minha amiga. Eu não tenho coração, sempre te falei isso". Para pressionar a servidora, o policial tentava impor medo e ameaçava invadir a privacidade da família. Em outro momento, ele escreveu: "Vc fez negócio foi com o HOMEM". O inquérito detalha que o servidor fazia ligações em horários inoportunos, como às 4h. Ele também passou a procurar o marido e a irmã da vítima. Ao marido da servidora, o policial penal afirmou que já tinha a rotina dela "mapeada", e que localizaria a mulher em qualquer lugar. A pressão fez com que a vítima desenvolvesse síndrome do pânico e precisasse de acompanhamento psicológico. O Ministério Público (MP) de Roraima apoiou o pedido de medidas protetivas de urgência, aceito pela Justiça. O juiz negou a suspensão do porte de arma do agente em razão da profissão, mas alertou que o descumprimento das medidas restritivas pode resultar em punições mais graves. A Sejuc recebeu ofício sobre o caso para tomar providências. Policial penal investigado em Roraima intimida vítima em cobranças por dinheiro emprestado. Reprodução Agiotagem: por que a prática é crime e quais as penas? Agiotagem: por que a prática é crime e quais as penas Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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